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Cultura e Variedades

ARTIGO: 5 de Junho - Dia Mundial do Meio Ambiente

POR ANTONIO LUIZ ZUCOLO

Do acervo · publicada originalmente em 3 de junho de 2023

Fonte: Antonio Luiz Zucolo, engenheiro agrônomo, postado por Natali Galvão

Foto: Divulgação

Antonio Luiz Zucolo é engenheiro agrônomoAcervo · 2023
Antonio Luiz Zucolo é engenheiro agrônomo

Todo assunto relacionado ao meio ambiente vem ganhando mais importância a cada dia, por abordar algo sobre o maior patrimônio natural de todos os tipos e formas de vida no planeta. É bastante difícil e complexo defini-lo, mas, de maneira geral, podemos dizer que meio ambiente é o “conjunto de condições, leis, influências e interações, de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas”. Dessa maneira, passa a ter importância vital a todas as formas de vida, para sua existência, permanência e desenvolvimento.

Temas relacionados ao meio ambiente, quando estão à mesa para serem debatidos ou discutidos em busca de soluções ou amenização de efeitos, não têm unanimidade de direção, devido aos interesses político-econômicos de cada país; e não seria realista pensar que, na maioria das vezes, o crescimento econômico não é tido como mais importante para cada país, e que não tem prioridade nas ações de seus líderes políticos. Também na grande maioria das vezes, andam em sentido contrário à preservação do meio ambiente pelo óbvio fator de que todo crescimento demanda cada vez mais recursos naturais, como maior uso da água, do solo, de reservas não renováveis, como gás natural, petróleo, carvão mineral, e degradando a cada dia mais o nosso maior patrimônio natural.

A interação homem/ambiente ultrapassou a questão da simples sobrevivência, e a partir do Século XVIII, com a Revolução Industrial, as necessidades humanas foram desenhando uma equação desbalanceada, de explorar, retirar, consumir e descartar, devido à produção em grande escala dessas indústrias, que a partir daí não pararam mais de avançar. Ao contrário, outros tipos de seres vivos, para sobreviverem, estabelecem naturalmente o limite de seu crescimento e, consequentemente, o equilíbrio com outros seres e o ecossistema onde vivem.

Inúmeras são as atividades humanas agressivas ao meio ambiente, mas os destaques são as mineradoras, agricultura e pecuária, extração florestal, produção de energia com as construções de grandes reservatórios, setor de transportes, construção civil como as estradas, cidades cada vez maiores, indústrias químicas e petroquímicas com altas emissões de gases, emissão de gases por veículos das grandes metrópoles, lixões e dejetos das grandes cidades, etc. Tudo isso são fontes de contaminação do solo, da água e do ar, que extinguem espécies, promovem mudanças climáticas, alteram o regime de chuvas, crescimento do efeito estufa, que aumenta a temperatura do planeta, elevando níveis de oceanos e outros severos danos ao meio ambiente.

Apenas como exemplo, segundo Didone, citado por Tadini et al. (2001), em um passado não muito distante a produção de resíduos era de algumas dezenas de quilos por habitante/ano; no entanto, hoje, países altamente industrializados, como os Estados Unidos, Japão e da União Europeia, produzem mais de 700 kg/hab./ano. No Brasil, o valor médio verificado nas cidades mais populosas é da ordem de 180 kg/hab./ano. Isso sem contabilizar alguns desastres como o da Itália (1976), Tre Milhe – Islândia (1976), Vila Socó – Cubatão (1984), Boal – Índia (1984), Chernobyl – Rússia (1986) e tantos outros mundo afora.

Se hoje temos problemas com degradação do meio ambiente, estudos em todo o mundo apontam para um aumento dessa degradação e, segundo os autores, esses números têm tendências inevitáveis de aumento, devido ao estilo de vida e ao modelo político e socioeconômico que escolhemos. Entre os inúmeros desafios que o homem terá pela frente, a sustentabilidade do seu maior patrimônio natural, que é o meio ambiente, terá que receber de todos nós muita atenção, dedicação, tecnologia e investimentos, visando desacelerar esses efeitos nocivos. Indigestão à vista, pois isso tem rota de colisão com interesses políticos e socioeconômicos das grandes economias mundiais, que certamente farão forças de módulo maior, porém de direção e sentido contrários.

Dessa forma, crescer com qualidade de vida e preservar o meio ambiente serão alguns dos maiores desafios que o homem terá pela proa – e apenas lembrando que o maior inimigo do homem nesta batalha, é ele mesmo. Com todo o insulto que a natureza recebe, ela ainda nos oferece flores como resposta, mostrando ser o único livro que oferece um valioso conteúdo em todas as suas folhas.

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