Matão tem segundo pior saldo de emprego em março
Dos 645 municípios paulistas, somente Santa Cruz do Rio Pardo teve resultado inferior
Do acervo · publicada originalmente em 5 de maio de 2023
Fonte: Rogério Bordignon com informações da Agência Brasil, postado por Natali Galvão
Foto: Divulgação
Acervo · 2023Após dois meses de recuo, a criação de emprego formal subiu no último mês de março. Segundo dados divulgados no último dia 27 pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego), 195.171 postos de trabalho com carteira assinada foram abertos no mês passado. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.
A criação de empregos foi 97,6% maior que a do mesmo mês do ano passado. Em março de 2022, tinham sido criados 98.786 postos de trabalho, nos dados com ajuste, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores. A abertura mensal de vagas atingiu o maior nível desde setembro do ano passado.
Nos três primeiros meses do ano, foram abertas 526.173 vagas, resultado 15% abaixo do que no mesmo período de 2022. A comparação considera os dados com ajustes, quando o Ministério do Trabalho registra declarações entregues fora do prazo pelos empregadores e retifica os dados de meses anteriores. A mudança da metodologia do Caged não torna possível a comparação com anos anteriores a 2020.
SETORES
Na divisão por ramos de atividade, quatro dos cinco setores pesquisados criaram empregos formais em março. A estatística foi liderada pelos serviços, com a abertura de 122.323 postos, seguido pela construção civil, com 33.641 postos a mais. Em terceiro lugar, vem indústria de transformação, de extração e de outros tipos, com a criação de 20.984 postos de trabalho.
O nível de emprego aumentou no comércio, com a abertura de 18.555 postos. Somente a agropecuária, pressionada pelo fim da safra de vários produtos, extinguiu empregos com carteira assinada no mês passado, com o fechamento de 332 vagas.
DESTAQUES
Nos serviços, a criação de empregos foi puxada pelo segmento de administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, com a abertura de 44.913 postos formais. A categoria de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas abriu 35.467 vagas.
Na indústria, o destaque positivo ficou com a de transformação, que contratou 17.876 trabalhadores a mais do que demitiu. Em segundo lugar, ficou a indústria extrativa, que abriu 1.566 vagas. As estatísticas do Caged apresentadas a partir 2020 não detalham as contratações e demissões por segmentos do comércio. A série histórica anterior separava os dados do comércio atacadista e varejista.
MATÃO
No último mês de março, Matão admitiu1.240 pessoas e demitiu 1.908. O saldo negativo de 668 deixou o município na segunda pior posição do Estado de São Paulo, somente atrás de Santa Cruz do Rio Pardo (-992). Na ‘casa’ dos 600 empregos negativos, também ficaram o terceiro e o quarto piores colocados: Mogi Guaçu (-665) e Bebedouro (-653).
No acumulado do ano (janeiro a março de 2023), foram admitidos 4.395 funcionários e 4.508, demitidos. O saldo negativo de 113 posiciona Matão na 37ª pior colocação paulista. Nos últimos 12 meses (abril de 2022 a março de 2023) foram 18.866 admissões e 16.155 demissões. O município, com saldo de 2.711, ficou no 34º melhor lugar entre os 645 municípios do Estado de São Paulo.
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