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ARTIGO: Agrishow e financiamento do Agro

POR ARNALDO JARDIM

Do acervo · publicada originalmente em 1 de maio de 2023

Fonte: Arnaldo Jardim, deputado federal e vice-presidente da Frente Parlamentar Agropecuária, postado por Natali Galvão

Foto: Divulgação

Arnaldo Jardim é deputado federal e vice-presidente da Frente Parlamentar AgropecuáriaAcervo · 2023
Arnaldo Jardim é deputado federal e vice-presidente da Frente Parlamentar Agropecuária

Ribeirão Preto recebe, a partir do dia 1º de maio, a 28ª edição da Agrishow, uma das maiores feiras agrícolas no mundo, tendo como foco a sustentabilidade. São esperados mais de 190 mil visitantes – produtores rurais, profissionais do setor, empresas, institutos de pesquisas, entre outros – para conhecer as novidades de mais de 800 marcas nacionais e internacionais.

Trata-se de um momento extraordinário para constatar a vitalidade do agronegócio brasileiro, um dos setores mais importantes da economia nacional, que contribui com 26% de toda a riqueza gerada no país. Com uma receita anual de R$ 1,5 trilhão, a agropecuária é responsável por 52,2% de tudo o que é exportado pelo Brasil, e as tecnologias que garantem tamanha pujança poderão ser vistas.

Nesse ano, além das soluções tecnológicas e inovadoras, teremos um momento especial: os Fiagro’s. No segundo dia da feira (terça-feira), das 9 às 12 horas, no Auditório do Centro da Cana, a Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) – em parceria com a Comissão de Valores Imobiliários (CVM), o Instituto Brasileiro do Direito do Agronegócio (IBDA) e a Bolsa de Valores de São Paulo (B3) – dará sequência à rodada de divulgação dos novos instrumentos para o financiamento da produção.

Com o aumento das exportações agrícolas, o setor passou a demandar cada vez mais crédito; o financiamento tornou-se, portanto, um dos grandes entraves para o agro exportador. Buscando criar suas próprias alternativas de financiamentos, surgiram as operações Barter e as Cédulas do Produtor Rural (CPRs).

Na sequência foram modelados os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA’s) e a Cédula Imobiliária Rural (CIR); e, agora, os Fundos de Investimentos nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros). Tudo para o Agro se livrar da dependência dos recursos do Plano Safra e de outras linhas oficiais de financiamento.

Os Fiagros surgiram apoiados na experiência dos Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs), mas com aprimoramentos que os tornaram mais flexíveis e atrativos. O Fiagro ampliou o acesso do investidor ‘pessoa física’ ao agronegócio e criou uma porta de entrada para o pequeno poupador no mercado de capitais – a principal fonte de financiamento das empresas estará também a serviço do agronegócio.

Os patrimônios dos fundos poderão ser utilizados na aquisição de ativos de imóveis rurais; na participação em sociedades que explorem atividades integrantes da cadeia agroindustrial ou em ativos financeiros; e em títulos de crédito ou em valores mobiliários emitidos por pessoas físicas ou jurídicas que integrem a cadeia produtiva.

Tive a honra de ser o autor do Projeto de Lei (PL) nº 5.191/2020, que, transformado na Lei nº 14.130/2021, instituiu os Fundos de Investimentos nas Cadeias Produtivas Agroindustriais. Atualmente, há 33 fundos em operação na B3, administrando aproximadamente R$ 17 bilhões, possibilitando que 215 mil cotistas possam investir nas cadeias produtivas agroindustriais. E isso é só o começo.

A Agrishow será um excelente momento para todos conhecerem os Fiagro’s, que, pouco a pouco, vão se consolidando como um dos principais instrumentos de financiamento da agropecuária brasileira.

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