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Esporte

Matonense só pensa em vencer o São Bernardo

Jogo será neste domingo (2), às 10 horas; adversário será o mesmo na abertura do returno

Do acervo · publicada originalmente em 1 de abril de 2023

Fonte: Rogério Bordignon, postado por Natali Galvão

· Leitura de 5 min

Foto: Rogério Bordignon

A hora da superação. Após duas derrotas na Segunda Fase, Matonense precisa da vitória contra o São BernardoAcervo · 2023
A hora da superação. Após duas derrotas na Segunda Fase, Matonense precisa da vitória contra o São Bernardo

A situação para a Matonense no Grupo 2 do Campeonato Paulista da Série A-3 ficou complicada após as duas derrotas nas duas rodadas iniciais, sobretudo porque a equipe perdeu cada uma das partidas por diferença de três gols: 0x3 para o Marília na estreia em casa e 4x1 para o Capivariano na quarta-feira (29), no Estádio ‘Carlos Colnaghi’. Tanto no Estádio ‘Hudson Buck Ferreira’ como em Capivari, foi notório que falhas individuais pesaram nos resultados finais. 

Porém, enquanto a Matemática permitir e a História mostrar que é possível, as chances continuam. Em 1997, por exemplo, com o saudoso técnico Luiz Carlos Ferreira, o time fez 11 pontos no Quadrangular Final da Série A-2 e subiu como campeão para a Série A-1 de 1998. Em 1996, com o treinador Luiz Carlos Martins, a equipe somou dez pontos no Quadrangular Final da Série A-3 e conseguiu uma vaga como campeã na Série A-2 de 1997. 

É evidente que o momento é outro, as circunstâncias também, mas não se pode contradizer a Matemática, a História e a Prática. A História torna-se o registro do que a Prática faz; a Matemática sempre traz junto a Esperança até o exato momento em que uma se separa da outra. A Matemática é precisa, é definitiva, pois quando diz não, ninguém pode afirmar que ela se equivocou. Contudo, enquanto a Matemática não se despedir da Esperança, a História é outra, pois está aberta, continua em jogo.

O próximo confronto será neste domingo (2), em casa, contra o Esporte Clube São Bernardo, que goleou o Capivarino no Estádio ‘1º de Maio’ por 5x0 e ganhou do Marília por 1x2 no Estádio ‘Bento de Abreu Sampaio Vidal’. Então, a equipe comandada por Luiz Carlos Martins pegará o time que se mostra nesse momento como o ‘bicho papão’ do grupo. Nada melhor do que vencer o líder, alimentar a Esperança, continuar respeitando a Matemática e deixar a História manter o seu suspense.

O São Bernardo levou a sério o papo de que ‘agora’ é um outro campeonato, pois logrou dois grandes resultados no Grupo 2. Porém, não é impossível ganhar de novo deste adversário, pois a Matonense fez isso recentemente, na última rodada da Fase Classificatória, por 1x3, lá na casa deles, debelando a descrença e conquistando uma vaga que estava aberta pela Matemática e pela Esperança. 

Melhor do que vencer de novo ao São Bernardo, é derrotar este adversário três vezes, já que no próximo sábado (8), às 15 horas, enfrentaremos eles já pelo returno do Grupo 2, no Estádio ‘1º de Maio’. Para a torcida, resta aguardar que as Teorias se transformem em boas Práticas e que o time de Matão mostre de novo que não comunga com o impossível. Aguardemos os próximos episódios...

DERROTA EM MATÃO

Dos quatro jogadores contratados para a Segunda Fase, três deles atuaram na derrota para o Marília: o meia Carlos Alberto começou a partida, sendo substituído por David Lazari no segundo tempo. O centroavante Fidel entrou no lugar do volante Rogério Maranhão no intervalo e o atacante Thiaguinho, também no segundo tempo, substituiu a Maranhão. Somente o zagueiro Wanderson não estreou. Não foi um bom começo para eles, tampouco para qualquer outro integrante do elenco, pois a Matonense começou mal sua participação no Grupo 2 ao ser derrotada em casa por 0x3.

O Marília abriu o placar aos 38 minutos do primeiro tempo. Falta junto a lateral direita do ataque do adversário, João Lucas cobrou, Madalena cabeceou e a bola bateu em Anthony, tomando a direção do gol. Até então, a partida estava equilibrada, sendo que as duas melhores chances – uma para cada lado – foram em duas cabeçadas. Aos 48 minutos, a Matonense teve oportunidade com João Gabriel, que bateu falta com a bola passando perto da forquilha direita do goleiro Passarelli.

Logo no começo do segundo tempo, Mariano cometeu pênalti e Erik Bessa converteu, fazendo 0x2. A Matonense, aos 16 minutos, perdeu grande chance. João Gabriel cobrou escanteio rasteiro para Negueba cruzar para Codó desviar para Mariano chutar bem perto de Passarelli, que evitou o primeiro gol do time de Matão. Na sequência, a Matonense criou mais dois lances que levaram perigo ao arqueiro do Marília. Aos 25 minutos, os adversários aproveitaram a marcação frouxa e Anderson recebeu a bola totalmente livre na meia lua, entrou na grande área e finalizou bem para fazer 0x3. 

Melhor organizado em campo e marcando melhor, o Marília soube cadenciar a partida e estrear muito bem, com ótima vitória fora de casa. A Matonense jogou com Jeferson; Negueba, Mariano, Codó e Foguinho; Anthony (Bruno), Rogério Maranhão (Fidel), Carlos Alberto (David Lazari) e João Gabriel; Felipe Pará (Márcio Maranhão) e Maranhão (Thiaguinho). Cartões amarelos para Rogério Maranhão e David Lazari. O público pagante foi de 834 torcedores. 

DERROTA EM CAPIVARI

O técnico Luiz Carlos Martins escalou a Matonense num 3-5-2 para enfrentar o Capivariano. Aos seis minutos, o goleiro Jeferson saiu com coragem nos pés de um atacante, evitando o gol. O esquema tático da Matonense suportou a movimentação ofensiva do Capivariano até o zagueiro Codó, numa infelicidade pontual, recuar mal para Jeferson e impedir o avanço do adversário puxando-o, falta que resultou na sua expulsão e no desmantelamento do 3-5-2 para um 4-3-2.

Foi aos 27 minutos que o Capivariano abriu o placar. João Gabriel perdeu a bola na intermediária, Vinícius abriu a jogada para Paulinho que entrou na grande área e tocou para Thiaguinho empurrar para a rede. O Capivariano continuou em cima e aos 34 minutos, Jeferson espalmou para escanteio uma cabeçada de Leonan. 

No único chute que deu a gol no primeiro tempo, a Matonense empatou o jogo aos 44 minutos. Um balão lá de trás fez a bola encobriu um defensor do Capivariano. Fidel entrou com a bola na grande área e teve tranquilidade para fazer 1x1. Mas aos 47, os adversários fizeram 2x1: a bola rebateu no zagueiro Wanderson e sobrou para Paulinho marcar. 

As alterações promovidas por Martins deram um pouco mais de movimentação no meio de campo e intermediária ofensiva para a Matonense, que em nenhum momento conseguiu ser superior ao Capivariano, levando mais dois gols no segundo tempo: num chute de longe, Passari fez um golaço aos 31 minutos e o artilheiro do campeonato, Vinícius, fez o seu 13º gol, aos 36 minutos. A equipe teve em campo, Jeferson; Codó, Mariano e Wanderson; Vinícius Pedalada, Bruno, David Lazari (Rogério Maranhão), João Gabriel (Carlos Alberto) e Foguinho (Izaldo); Fidel (Thiaguinho) e Márcio Maranhão (Pedrinho). Cartão amarelo para Vinícius Pedalada. 

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