Após quebrar tabu, Matonense quer nova vitória em casa
Equipe voltou a vencer em Matão após dez jogos; neste domingo (12), recebe o invicto Itapirense
Do acervo · publicada originalmente em 11 de fevereiro de 2023
Fonte: Rogério Bordignon, postado por Natali Galvão
· Leitura de 6 min
Foto: Rogério Bordignon
Acervo · 2023Ao vencer o segundo time do Red Bull Bragantino (RBB 2) por 3x1, a Matonense acabou com a seca que durou dez jogos sem vitória no Estádio ‘Dr. Hudson Buck Ferreira’ – o último resultado positivo havia sido conquistado no dia 24 de outubro de 2021, quando a equipe derrotou o Vocem de Assis por 1x0 e garantiu o acesso da ‘Bezinha’ para a Série A-3. Nesse período, o time obteve os seguintes resultados em partidas oficiais contra estes adversários: pela A-3 de 2022, São Bernardo (2x2), Suzano (2x2), Rio Preto (0x0), Olímpia (1x1), Bandeirante (1x1), Comercial (0x3) e Marília (0x2); pela A-3 deste ano, São José (1x1) e Sertãozinho (0x1).
O Campeonato Paulista da Série A-3 deste ano chega na metade da sua Primeira Fase (classificatória). Das seis partidas que disputou, a equipe de Matão não se mostrou inferior ao adversário em nenhuma delas. Pode ser que o empate fosse justo em algumas, mas as três derrotas sofridas até aqui não permitem afirmar que a Matonense é inferior aos outros times.
Num notório ‘perde e ganha’, os resultados mostram o equilíbrio de uma competição sem favoritos. Se a Matonense perdeu em casa para o Sertãozinho, também ganhou nos seus domínios do RBB 2, que chegou a Matão como líder da Série A-3. No entanto, para buscar uma pontuação melhor, ganhar equilíbrio e confiança, chegou a ‘hora da onça beber água’.
Dos nove jogos que faltam, sete serão contra equipes que hoje pontuam mais: Itapirense, Rio Preto, Bandeirante de Birigui, Marília, Grêmio Prudente, Capivariano e São Bernardo. Dois serão contra times com menos pontos do que a Matonense: Desportivo Brasil e Barretos. O adversário neste domingo (12), às 10 horas, em Matão, é o Itapirense – único time invicto.
Será uma ótima oportunidade para a Matonense mostrar evolução e nivelar a sua matemática para continuar crescente, pois até agora foram duas vitórias, um empate e três derrotas. A equipe sofreu sete gols e marcou sete, dos quais, Maranhão e João Gabriel são responsáveis por seis (três cada um). O outro gol foi marcado pelo zagueiro Zé Romário.
O time joga tranquilo, pois levou 13 cartões amarelos e nenhum vermelho, sendo uma das equipes mais disciplinadas. Guilherme Mariano tomou o terceiro amarelo contra o RBB 2 e não enfrenta o Itapirense. Zé Romário tem dois amarelos. Izaldo, Bruno, Gualberto, Rogério Maranhão, David Lazari, João Gabriel, Pedrinho e o goleiro reserva Jéferson, um amarelo cada.
Na quarta-feira (15), às 15 horas, a Matonense vai encarar o Rio Preto no Estádio ‘Anísio Haddad’. No próximo sábado (18), às 15 horas, receberá o Desportivo Brasil. Não haverá jogos pela nona rodada no domingo de Carnaval. Nas três partidas em casa (São José, Sertãozinho e RBB 2), os públicos pagantes foram de (respectivamente) 1.229, 455 e 269 pessoas.
DERROTA PARA O AUDAX
Quem assistiu ao jogo da Matonense contra o Audax, disputado no Estádio ‘José Liberatti’ (em Osasco), viu uma boa partida, principalmente no primeiro tempo. O técnico Luiz Carlos Martins escalou três zagueiros (Mariano, Zé Romário e Felipe Codó), mudando o esquema tático para 3-5-2. Martins mandou atacar o Audax e ofensivo o time se portou.
A Matonense começou surpreendente: João Gabriel e Maranhão trocaram passes e Maranhão finalizou aos dez segundos, para o goleiro Paulo Vítor mandar para escanteio. ‘Ligado’, nosso time continuou em cima e Maranhão finalizou de novo, aos três minutos. O Audax chutou a gol duas vezes antes dos cinco minutos iniciais.
Os laterais da Matonense – Negueba e Foguinho – foram cobrados por zagueiros para que reforçassem a marcação no Audax, que atacou pelas pontas com Elton e com o melhor jogador da partida, Bolinha, que atacou pela esquerda da defesa matonense, setor onde as equipes adversárias encontraram mais espaço nestes seis primeiros jogos. Foi um primeiro tempo aberto de ambos os lados.
Méritos para o posicionamento aberto e busca pelo gol por parte dos dois times, que apresentaram bom nível técnico. Contudo, nosso sistema defensivo não se portou de forma eficiente e tampouco o Audax conseguiu conter os avanços da Matonense. O segundo tempo também foi bom, mas não tanto como o primeiro, pois os passes errados e as falhas nas finalizações das duas equipes aumentaram, fazendo a cair o bom nível de futebol.
O castigo para a Matonense veio aos 42 minutos do segundo tempo, quando Bolinha partiu para cima de Codó, chegou na linha de fundo e cruzou para Kendy cabecear, entre Mariano e Negueba, marcando o gol da vitória do Audax.
VITÓRIA CONTRA O RBB 2
Luiz Carlos Martins manteve o 3-5-2 e a mesma postura ofensiva que a Matonense mostra desde a sua estreia nesta Série A-3, jogando em casa ou fora. No entanto, tirando o primeiro tempo lerdo e sem criatividade contra o Sertãozinho, o time se mostra um tanto mais agressivo depois que Martins e seu auxiliar-técnico Washington Luís Benho começaram a atuar. Contra o RBB 2, a equipe de Matão criou pelo menos sete boas oportunidades no primeiro tempo, das quais converteu duas em gols.
O goleiro Léo, do RBB 2, fez considerável quantidade de boas defesas, trabalhando mais durante o jogo inteiro do que o arqueiro matonense Weide, principalmente no primeiro tempo. A atuação de Léo teve início logo cedo, em lance com Negueba recuperando a bola na grande área de defesa, tocando para João Gabriel se livrar da marcação, conduzir a bola e inverter a jogada de trivela para o chute de Maranhão, que o goleiro mandou para escanteio.
Ainda aos 8 minutos, na cobrança de João Gabriel, Zé Romário cabeceou, Léo rebateu e Maranhão abriu o placar. Também ofensivo, o RBB 2 empatou aos 17 minutos com Bruno, que passou no meio da marcação de Codó e Zé Romário. O segundo gol da Matonense veio num lançamento de Izaldo para João Gabriel, que entrou na área e tocou de esquerda no canto direito de Léo.
No intervalo, Luiz Carlos Martins mudou o esquema tático para o 4-4-2 com a entrada de Pedrinho no lugar de Zé Romário. O treinador já tinha feito essa mudança de posicionamento contra o Audax, ao retirar Codó e colocar Pedrinho. A Matonense veio para o segundo tempo mantendo sua superioridade, sendo que foi melhor do que o RBB 2 durante toda partida. A marcação melhorou, sobretudo porque ficou mais sólida ao ser feita de forma ‘baixa’ por quase toda a segunda etapa.
Rodando a bola no ataque, a Matonense chegou novamente num chute forte de longe dado por Romário, que Léo desviou para escanteio – cobrado por João Gabriel, o melhor em campo. Em outro rebote, Maranhão colocou a bola no ângulo esquerdo de Léo, aos 25 minutos: 3x1.
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