Pontos de incêndio diminuíram 74,4%
Segundo a Defesa Civil, índice em Matão caiu de 82 em 2021 para 21 em 2022
Do acervo · publicada originalmente em 13 de janeiro de 2023
Fonte: Rogério Bordignon, postado por Natali Galvão
Foto: Divulgação
Acervo · 2023Em 2020, a Defesa Civil da Prefeitura de Matão registrou 41 ocorrências de incêndio no município. Em 2021 foram constatados 82 pontos; e em 2022, 21 incêndios. “A redução de 74,4% de 2021 para o ano passado é decorrência do aumento do nosso efetivo humano, por contarmos com mais equipamentos e melhores condições de trabalho”, sintetiza Luciano Gonçalves Leite, gerente de Proteção e Defesa Civil.
“Foi fundamental o trabalho preventivo que realizamos, bem como a comunicação que buscou conscientizar melhor a população. Não podemos deixar de considerar que choveu mais no ano passado do que em 2021”, resume Luciano, agradecendo ao apoio do prefeito Cido Ferrari e a cada uma das pessoas que colaborou para a redução.
Desde maio de 2022, a Defesa Civil conta com a atuação permanente de cinco bombeiros municipais: Ademir Roberto Joaquim, Benedito Lemes, José Carlos Bononi, Paulo César da Silva e Reginaldo de Jesus Ribeiro. “Desde o início de outubro de 2022, nossos esforços são mais voltados às ações para o período de chuvas”, cita o gerente.
No último mês de novembro, a Defesa Civil apoiou o Corpo de Bombeiros no serviço referente a duas quedas de árvores; capturou e soltou, em ambiente natural, quatro cachos de abelhas/marimbondos; e participou do curso de treinamento ‘Chuvas de Verão 2022-2023’, realizado em Piracicaba e ministrado pela Coordenadoria de Proteção e Defesa Civil do Governo do Estado de São Paulo.
Em dezembro de 2022, essa Coordenadoria contemplou a Defesa Civil local com uma viatura caminhonete, tração 4x4, completa, contendo conjunto moto-bomba com tanque de 600 litros. “Essa conquista foi possível por meio da atuação do deputado federal Baleia Rossi, solicitada pelo vereador Paulo Augusto Bernardi”, informa Luciano, agradecendo aos dois citados.
“No mês passado também capturamos e soltamos, em ambiente natural, 11 cachos de abelhas/marimbondos. Atuamos na resolução de problemas decorrentes das quedas de 11 árvores, provocadas por chuvas intensas, e interditamos – para liberação posterior – uma estrada rural nas proximidades da bifurcação das Rodovias ‘Washington Luiz’ e ‘Brigadeiro Faria Lima’, pois o volume de chuvas fez o Rio Itaquerê transbordar e cobrir uma ponte nesta via”, relata Luciano.
CHUVAS
A soma dos registros das médias dos 12 meses do ano passado em cinco pontos com pluviômetros em Matão traz o total de 1.163 milímetros de chuva no município ao longo de 2022. Desde 1914, os registros da Fazenda Citrícola (propriedade da Terral Agricultura e Pecuária, localizada em Gavião Peixoto, divisa com Matão) apontam que choveu menos do que isso em 16 anos.
Na Citrícola foram registrados menores índices de chuvas em 1921 (873 milímetros), 1924 (1.052), 1933 (1.088), 1941 (901), 1944 (918), 1955 (1.148), 1963 (871), 1968 (904), 1969 (1.066), 1980 (1.039), 1984 (1.051), 1988 (1.061), 1990 (1.145), 1998 (1.102), 2014 (1.131) e 2021 (1.072). O pluviômetro desta fazenda mostra uma média anual de 1.231 milímetros desde 1914, quantidade que supera o total anual de chuvas em Matão em 25 anos. Desde o início dos levantamentos, o ano menos chuvoso foi 1963, com 871 milímetros; e o mais chuvoso foi 2009, com 2.153.
Em novembro de 2022, a Casa da Agricultura ‘Paulino Rossi’ (Centro) anotou 107 milímetros; a Citrícola, 74; a Defesa Civil (aparelho instalado na Prefeitura, no Centro), 93,5; o Sindicato Rural Patronal (Nova Matão), 88; e Noedir Bordignon (Bairro Alto), 105,5. A soma perfaz uma média de 93,6 milímetros para aquele mês. Considerada a média anual de 160 milímetros para novembro desde 1914, na Citrícola choveu menos do que a média dos cinco pontos em 21 meses de novembro.
Referente ao mês de dezembro de 2022, foram constatados 273,7 milímetros na Casa da Agricultura, 253 na Fazenda Citrícola, 337 pela Defesa Civil, 159 pelo Sindicato Rural Patronal e 325 por Noedir Bordignon A média de 269,54 destes cinco locais para o último mês do ano passado permite afirmar que, desde 1914, choveu mais do que isso em 34 meses de dezembro, de acordo com o pluviômetro da Citrícola.
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