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China Calabres priorizará geração de emprego e renda

Após assumir a presidência da Câmara Municipal no último dia 1º, vereador revela seus planos à frente do Legislativo matonense

Do acervo · publicada originalmente em 13 de janeiro de 2023

Fonte: Rogério Bordignon, postado por Natali Galvão

· Leitura de 8 min

Foto: Rogério Bordignon

China Calabres. "Criamos um slogan ? 'Unindo forças para transformar' ? e este será o norte da nossa gestão"Acervo · 2023
China Calabres. "Criamos um slogan ? 'Unindo forças para transformar' ? e este será o norte da nossa gestão"

Sidinei Calabres nasceu em Matão, no dia 17 de fevereiro de 1965, e logo recebeu o apelido de China. “Nasci bem gordo e minha madrinha, Lourdes Gagine de Oliveira, começou a me chamar de ‘Chininha’ devido a minhas pálpebras serem mais fechadas por causa da minha gordura. Então, desde pequeno, sou chamado de China”, diz o oitavo dos nove filhos dos saudosos Luiz Calabres e Angelina Gagine Calabres, que também tiveram José (Zinho), Benedito (Bidu), Aparecida (Nêga), Antonio (Ticão), Luiz, Valdecir, Ademir (Dema) e Aguinaldo (Ratão), dos quais já faleceram Zinho, Ticão e Luiz.

Ele e a esposa Regina Helena Guerra – casados desde 30 de maio de 1986 – são pais de Dyego e Victor. Desde o último dia 1º de janeiro, China Calabres é o presidente da Câmara Municipal, compondo a Mesa Diretora com José Aparecido Ferreira dos Santos (Cido Motos, vice-presidente), Davison José Tosador (Davison Sensei, 1º secretário) e Paulo Róbson Ramos (Robinho, 2º secretário). Sobre sua trajetória pessoal e o mandato presidencial que seguirá até 31 de dezembro de 2024, A Comarca entrevistou China Calabres.

Toda sua infância e os primeiros anos da adolescência foram vividos na Fazenda Citrícola, também conhecida por Lenheiro. Quais as recordações deste tempo?

Me recordo do convívio de uma família grande, da escola – sobretudo das professoras Silvia Bambozzi e Nilza Bozelli – e de trabalhar, pois fui para o ‘batente’ na roça logo aos meus sete anos. Joguei bastante futebol e também tenho outra grande recordação. Em 1975, quando eu tinha dez anos, o Theodoro Marischen (Grupo Centro Paulista de Comunicação) levou Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, lá no Lenheiro. O Pelé tinha pernoitado da noite do dia 11 para o dia 12 de novembro na sede da Fazenda Citrícola e nos reunimos para recebê-lo, com direito a registro fotográfico, mas não sei por onde ‘anda’ esta fotografia. Um dia inesquecível.

O que você fazia na roça?

Tudo o que eu conseguia fazer. Trabalhávamos em propriedades rurais vizinhas ao Lenheiro. Fui registrado como trabalhador pela primeira vez aos meus 13 anos, como auxiliar-geral na empresa Silva & Manzi, prestadora de serviços para a atual Fischer S/A Agroindústria, tendo José Frota como encarregado de turma. Um ano depois, em 1979, fui contratado para exercer a mesma função como funcionário da Fischer, permanecendo na empresa até 1984. Daí, mudei para Matão.

Com a família?

Não, vim antes da minha família, em fevereiro de 1984. Fui morar na casa da família do meu primo Ademir Gagine da Silva e, no dia 19 de fevereiro do mesmo ano, passei a trabalhar como auxiliar no Escritório de Contabilidade de Jurandir Siqueira, no período vespertino. Minha família veio para Matão em outubro de 1984 e fui morar com ela. No dia 25 de outubro de 1984, ingressei como auxiliar de eletricista no atual Grupo Bambozzi, onde trabalhei depois como motorista, saindo de lá na função de comprador, em janeiro de 1990.

E na sequência?

Fui comprador e depois atuei no setor comercial da Irmãos Panegossi, de julho de 1990 a janeiro de 1996. Depois, meu saudoso sogro José Luiz Guerra já tinha arrendado o Sítio Liana, em Dobrada, e eu comecei a trabalhar na produção e comercialização de leite e suco pela empresa JLG, que depois se tornou uma indústria. Fui desligado desta empresa em setembro de 2004, como gerente comercial. Em 2003, eu e sócios começamos a estruturar a empresa Nativa Citrus, onde produzíamos sucos e comercializávamos frutas. Sem os sócios, mantenho até hoje a comercialização esporádica de frutas e sucos. Desde meados de 2021, tenho uma empresa que fabrica e comercializa elásticos para o setor de confecções.

Quando começou sua jornada como vereador?

Fui eleito vereador para o mandato de 2013 a 2016, sendo reeleito duas vezes, assumindo a presidência da Câmara de Matão no segundo biênio do meu terceiro mandato. No período de janeiro de 2017 a julho de 2018, exerci na Prefeitura a função de secretário de Serviços Municipais.

Como se deu a formação do bloco que elegeu a atual Mesa Diretora?

Desde o começo de 2022, eu e os vereadores Davison Sensei, Luiz Francisco Fernandes (Pelanca), Haroldo Fernando Gonçalves (Gago) e Cido Motos começamos a pensar na sucessão da Mesa Diretora. Os meses passaram e o ensejo se manteve. Por estar em seu primeiro mandato, Davison Sensei não fez questão de ocupar a presidência. Então, meu nome começou a ganhar força. Faltava um voto para consolidar a maioria mínima e procuramos Paulo Augusto Bernardi e Robinho Ramos.

Já ocorreram demissões de funcionários ocupantes de Cargos em Confiança.

Sim, exoneramos seis Cargos de Confiança contratados no mandato da ex-presidente Ana Maria Freire da Silva Mondini. Provavelmente, um destes funcionários será recontratado. Trouxemos para atuar em Cargos de Confiança: Milton Gouveia (diretor-geral), Rodnei Navarro Veiga (diretor-jurídico) e Lucas Nunes (diretor de serviços). Mais três pessoas ocuparão Cargos de Confiança a partir da segunda-feira (16).

Qual a situação do Concurso Público realizado no ano passado?

À princípio serão contratados dois procuradores jurídicos e um jornalista. Começarão a atuar assim que o trâmite burocrático estiver definido, o que deverá ocorrer até o final da primeira quinzena de fevereiro.

Quais as melhorias internas que serão implantadas na Câmara?

Pretendemos automatizar o que for possível na Câmara. Um exemplo: nas Sessões Ordinárias e Extraordinárias, um vereador pede tempo para fazer sua colocação ao microfone próximo a ele ou usar a Tribuna Livre ‘Teotônio Vilela’. O outro também pede e, às vezes, há dúvida de quem pediu o tempo primeiro. Com a automatização, o vereador acionará um comando digital e, imediatamente, saberemos o momento exato de quem pediu o tempo primeiro. Também será cortado o microfone de quem exceder os tempos estabelecidos pelo Regimento Interno.

Mais o que será providenciado?

Centralizaremos, nos mesmos ambientes, funcionários de acordo com os seus setores de atuação, ou seja, os funcionários administrativos ficarão numa única sala, ocorrendo o mesmo nos setores de comunicação e jurídico.

E quanto às obras e serviços que precisam ter sequência?

Daremos sequência às obras e serviços contratados anteriormente e realizaremos melhorias para tornar a Câmara sempre mais moderna e acessível, enfim, um lugar melhor para quem trabalha nela, bem como para quem usa as dependências físicas da sede do Legislativo de Matão. Ao longo de 2023, contaremos com um repasse oriundo do Executivo no valor de R$ 10,94 milhões. Vamos empregar muito bem estes recursos financeiros, sob todos os cumprimentos legais.

A ex-presidente Ana Mondini ampliou o bom relacionamento da Câmara com o Tribunal de Contas do Estado (TCESP). Esta condição permanecerá?

Sem dúvida! Nossa gestão trabalhará respeitando todas as leis. Já temos agendada uma reunião com um representante do TCESP e manteremos este profícuo relacionamento com a instituição.

Como será a relação com o Executivo municipal?

Criamos um slogan, ‘Unindo forças para transformar’; este será o norte da nossa gestão. Teremos uma relação tranquila com o Executivo e o apoiaremos dentro da legalidade. Tenho um ótimo relacionamento com o prefeito Cido Ferrari e pretendo mantê-lo.

O ex-secretário de Estado de Agricultura, Francisco Matturro; o ex-presidente do Detran-SP, Neto Mascellani e, em menor escala, alguns deputados estaduais e federais contribuíram para conquistas a Matão junto aos ex-governadores João Dória e Rodrigo Garcia. É provável que a busca por apoio a Matão migre para o Governo Federal. Você pensa assim?

Certamente, a busca por apoio para novas conquistas migrará para o Governo Federal, mas temos que manter nossa interlocução com o Governo do Estado, afinal, Matão não parará de enviar recursos financeiros aos cofres estaduais. É uma soma enorme atingida por este montante financeiro que a nossa população, mas sobretudo as empresas de Matão, contribuem com o Governo Paulista. Então, buscaremos também apoio junto ao governador Tarcísio de Freitas e sua equipe para novas conquistas, bem como para a continuidade de convênios assinados ou anunciados, como o recapeamento da Via ‘Carl Fischer’ e a construção da sede própria da Faculdade de Tecnologia ‘Luiz Marchesan’ (Fatec-Matão). É natural que juntemos forças para também fazer reivindicações junto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao vice-presidente Geraldo Alckmin, que é filiado ao mesmo partido que eu, o PSB.

Quais serão as buscas prioritárias junto aos Governos Federal e Estadual?

Nas áreas da saúde, assistência social, habitação, manutenção da infraestrutura, serviços urbanos e rurais, dentre outras prioridades como, por exemplo, atender necessidades de empresas que geram emprego e renda por já produzirem em Matão, bem como na atração de novas empresas. Para isso, seria importante que o Executivo disponibilizasse pelo menos um funcionário para atuar especificamente – e diuturnamente – no atendimento às empresas matonenses, bem como na recepção e captação de possíveis investidores. Matão, ao longo de anos, já perdeu muito por não focar num trabalho bem realizado neste sentido. Precisamos gerar mais emprego e renda.

Outras prioridades?

Quero lutar pela duplicação das vias ‘Do Trabalhador’ (Matão-Dobrada), ‘Carl Fischer’ (Matão-Rodovia ‘Washington Luiz’) e ‘Clito Bastia’ (Matão-divisa com Araraquara), sendo a ‘Clito Bastia’ pelo menos interligando duplicada a Via ‘Milciades Bottura’ com o bairro de Silvânia, passando pelo Distrito Industrial ‘Raphael Gimenez’ (Silvânia). Também vou buscar recursos financeiros para providenciar a segunda passagem sob a ferrovia, nas imediações da Via ‘Clito Bastia’. Estes investimentos ajudariam muito a empresas de Matão que precisam crescer e a conquista de novas empresas, bem como trariam mais segurança, sobretudo aos motoristas. Quero lutar para gerar mais emprego e renda, pois assim melhoraríamos a qualidade de vida de milhares de pessoas.

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