Um segundo turno sem papéis no chão
Votação transcorreu com tranquilidade
Do acervo · publicada originalmente em 4 de novembro de 2022
Fonte: Rogério Bordignon, postado por Natali Galvão
Foto: Rogério Bordignon
Acervo · 2022Nas 12 Eleições Majoritárias e Proporcionais (de 1996 a 2018) que cobri para A Comarca, sempre registrei papéis no chão – inclusive no segundo turno de 2018, quando somente um grupo político emporcalhou ruas e avenidas de Matão. Contudo, pela primeira vez, registro que não jogaram os famigerados ‘santinhos’ pelo chão no atual segundo turno.
Tomara que o mesmo ocorra nas Eleições de 2024, embora considere que, num cenário de disputa municipal, isso será difícil de acontecer. Porém, não é impossível, afinal, deixou de acontecer no último segundo turno. Para 2024, acredito que os grupos políticos atenderão a um pedido da Justiça Eleitoral local para evitar os problemas decorrentes de papéis no chão.
No mais, tudo tranquilo. “Tudo transcorreu dentro da normalidade. Neste segundo turno, contamos com 39 pontos fixos, sendo 32 em Matão, incluindo o Cartório Eleitoral; dois em Motuca, três em Dobrada e dois em Santa Ernestina, municípios abrangidos pela 4ª Companhia da Polícia Militar”, sintetiza o capitão Rodrigo Adriano Lopes, comandante da citada Companhia.
A juíza eleitoral Maria Cecilia Faulin dos Santos Reschini e a promotora eleitoral Fernanda Hamada Segatto foram as principais representantes da Justiça Eleitoral em Matão. Os juízes eleitorais auxiliares foram Ana Teresa Ramos Marques Nishiura Otuski e Eduardo Alexandre Young Abrahão. O promotor eleitoral auxiliar foi Cleber Pereira Defina.
Talita Cristina Lopes Banhos Paula, chefe do Cartório Eleitoral da 170ª Zona Eleitoral (Matão e Dobrada), cita que a comunicação logística neste segundo turno foi feita via mensagens diretas, não por grupo de WhatsApp como ocorreu no primeiro turno. Outra mudança é que as mídias eletrônicas com os resultados das votações nas Seções Eleitorais chegaram mais rapidamente no Cartório Eleitoral, pois vieram por meio de veículos leves contratados. As urnas eletrônicas foram transportadas por ônibus.
“Mesmo com o antagonismo entre dois polos de eleitores, tudo foi tranquilo em Matão e Dobrada. Houve respeito, assim como no primeiro turno. Não tivemos filas extensas como no último dia 2 de outubro. No segundo turno, uma eleitora entendeu que havia um problema numa urna eletrônica, mas esclarecemos que isso não ocorreu junto a ela, tempo que formou uma fila especificamente naquela Seção Eleitoral”, comenta a juíza Maria Cecilia.
ACESSIBILIDADE
No primeiro turno, três eleitores portadores de deficiências tiveram que ser transportados para votar. “Isso foi resolvido por diligência da Talita e sua equipe neste segundo turno, mas saliento que a adaptação de Seções Eleitorais para aquela finalidade não ocorrerá mais. Se preciso for, é necessário que portadores de deficiências solicitem a mudança do local de votação para o Cartório Eleitoral. A Justiça Eleitoral não pode remanejá-lo sem que ele faça este pedido”, resume Maria Cecília.
“Esta solicitação poderá ser feita a partir da próxima quarta-feira (9) e convém que o eleitor portador de deficiência já a faça, evitando possível esquecimento. Então, a Justiça Eleitoral pede para que eleitores com deficiências observem se as Seções Eleitorais em que votam têm acessibilidade. Se não tiverem, solicitem a alteração para um local de votação com acessibilidade. No E-Título há um ícone com a informação quanto a acessibilidade ou não da Seção Eleitoral”, ressalta.
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