Boa Praça tem curso para criação e manejo de abelhas sem ferrão
Secretaria avalia viabilidade de se iniciar processo de cultivo nas praças e jardins
Do acervo · publicada originalmente em 18 de novembro de 2022
Fonte: Assessoria de Imprensa da Prefeitura, postado por Natali Galvão
Foto: Divulgação
Acervo · 2022No início deste mês, a Prefeitura de Matão – por intermédio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e da ONG Ocara – realizou um curso para criação e manejo de abelhas sem ferrão, voltado aos integrantes do projeto Boa Praça. O objetivo é ampliar o conhecimento sobre o assunto, planejar e avaliar a viabilidade de se iniciar um processo de cultivo nas praças e jardins do município, para promoção da biodiversidade.
A próxima etapa do curso será uma visita ao sítio que mantém um meliponário para, assim, os ‘boas praças’ receberem novas orientações de João Aparecido Maia, meliponicultor (cultiva a criação de abelhas e extração do mel), que compartilhou conhecimentos no último dia 4 junto aos membros do projeto.
“O principal desafio para pôr em prática essa iniciativa está em atrair uma abelha rainha, líder necessária para a manutenção de cada colmeia. E como as demais técnicas são acessíveis, esperamos que, a longo prazo, os ‘boas rraças’ possam contribuir com o acompanhamento do pessoal do ‘Meio Ambiente’”, considerou o prefeito Cido Ferrari.
Essa capacitação se firma com base na Lei Municipal nº 5.579/2022, de autoria do vereador Davison Sansei, cujos objetivos e diretrizes orientam: divulgar, implementar e manter a cultura meliponária, bem como conscientizar, ‘ecopedagogicamente’, a sociedade quanto a importância das abelhas meliponas, incluindo insetos polinizadores de modo geral, assim como alertar para os riscos de extinção a que estão submetidos.
De acordo com a diretora do Departamento de Meio Ambiente, Maria Aparecida Belintani Ourique de Carvalho, “cultivar abelhas é uma das ações mais importantes para a manutenção da biodiversidade. As abelhas nativas são essenciais para a polinização em algumas culturas utilizadas na alimentação humana; também possuem papel estratégico na reconstituição de florestas e na conservação de remanescentes florestais”.
O projeto surge como possibilidade de contenção ao risco de extinção das abelhas, o que, segundo especialistas, poderia causar sérios danos a natureza e pôr a vida em risco. Confira a Lei nº 5.579/2022: https://legislacaodigital.com.br/Matao-SP/LeisOrdinarias/5579-2022/Arquivos/1
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