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ARTIGO: Lula lá, novamente!

POR ADEMIR DE SOUZA

Do acervo · publicada originalmente em 5 de novembro de 2022

Fonte: Ademir de Souza, presidente do Diretório Municipal do PT, postado por Natali Galvão

· Leitura de 5 min

Foto: Divulgação

Ademir de Souza é presidente do Diretório Municipal do PTAcervo · 2022
Ademir de Souza é presidente do Diretório Municipal do PT

As eleições de 2022 demonstram o avanço do setor progressista no estado de São Paulo. Em 2018, Bolsonaro teve 67,97% dos votos e Haddad, 32,03%. Agora, Bolsonaro teve 55,24% e Lula, 44,76%. Em Matão, Bolsonaro cresceu apenas 108 votos, o que, cá para nós, é um resultado muito menor do que o esperado pelos seus apoiadores. A falta de ampliação de votos é um sinal claro de que tratamos de um governo que não deixará saudade. O tempo dirá!

No segundo turno em 2018, Bolsonaro teve em Matão 30.373 votos (70,39%) contra 12.776 de Haddad (29,61%). Em 2022, teve 30.481 votos (61,03%) contra 19.461 de Lula (38,97%). Os votos do PT cresceram aqui e no Estado de São Paulo, o que foi determinante para Lula conquistar o inédito terceiro mandato. Eleição é a forma democrática para a maioria dizer ‘sim’ a uns e ‘não’ a outros. Não é crime que mereça julgamento. Terminada a apuração e confirmada a eficiência do sistema eleitoral é hora de seguir em frente. Os perdedores resignam-se e os vencedores celebram e assumem a responsabilidade que o voto impõe. Simples assim!

No caso, a maioria disse ‘não’ para o atual presidente e porá fim a um modelo de disputa política que contaminou nosso país. Perde nossa sociedade quando se trata a política com fanatismo. Em tempos de eleição, muitas coisas são ditas, surgem inúmeras mentiras, meias verdades e absurdas manipulações. As redes sociais são um terreno fértil para as notícias falsas, as fake news, uma forma moderna e cruel de se fazer ‘fofoca’. Isso exigiu uma atuação firme da Justiça Eleitoral, que merece cumprimentos pela atuação.

Encerrada a apuração, chega a hora da ‘onça beber água’ – como diz o ditado. Aliás, assim como não ocorreu nos dois primeiros mandatos de Lula, igrejas não serão fechadas; o aborto não será legalizado; nossa bandeira continuará verde e amarela, só que pertencente a todos os brasileiros e não a um grupo político. Certamente, para felicidade dos mais pobres e a cruel tristeza dos que não se preocupam com eles, o salário mínimo voltará a ter correção pela inflação e mais aumento real; o Auxílio Emergencial será mantido e ampliado com mais R$ 150,00 por filho, sendo que, para recebê-lo, as crianças terão que frequentar a escola e ser vacinadas. O ‘Minha Casa Minha Vida’ vai voltar para as famílias que ganham até três salários mínimos; programas sociais como o ‘Luz para Todos’, a construção de cisternas e o aumento no repasse dos recursos para a merenda escolar serão retomados; bem como retornarão as obras que levam saneamento e infraestrutura para quem não tem e ajudam as famílias, que voltarão a ser incluídas no orçamento da União.

E Lula se comprometeu também a isentar do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil. É esse o país que todos nós queremos e que, se Deus quiser, será novamente construído a partir de 2023. O país não suporta mais o ódio instaurado na sociedade a partir da reeleição de Dilma em 2014. De lá para cá houve um ininterrupto projeto de massacre político e midiático contra o PT, com a judicialização da política que levou Lula a uma injusta prisão por 580 dias. Enquanto massacravam o PT, a vida dos trabalhadores piorou, direitos trabalhistas foram retirados, a Reforma da Previdência dificultou e excluiu benefícios. A fome e a miséria voltaram a campear em nosso país. Mas como cristãos, cremos na verdade e, uma a uma, as mentiras foram desmontadas, e desmascarados os seus autores. Chegamos ao cúmulo de seis anos após o impeachment de Dilma, o Tribunal de Contas da União declarar que as tais ‘pedaladas fiscais’, pasmem, não existiram! Foi mesmo um golpe político!

Não! Definitivamente a volta de Lula não significa a volta de crimes e também não é motivo para luto! A volta de Lula ressignifica a luta de mais de 60 milhões de eleitores indignados com a fome de mais de 33 milhões de pessoas, com o desrespeito às mais de 680 mil mortes por covid; pela demora na compra das vacinas; pela mórbida forma de dizer que ‘não é coveiro’; pelo desdém com quem tinha falta de oxigênio ou quem viu pai, mãe, irmão, avós e amigos morrerem por falta dele. Lula representa (como foi) uma pessoa que sobreviveu à fome, às mentiras e às injustiças, aliás, como é a dura vida dos mais pobres neste país e estará de volta ao Planalto, a mover o governo em favor daqueles que anseiam por uma vida digna, por acesso à educação, saúde, lazer e – por que não? – ao churrasquinho e uma cervejinha no final de semana.

Nem uma semana se passou e Lula é comentário mundial, tendo os principais líderes políticos se manifestado no sentido de se reencontrarem com ele para discutir parcerias, somar esforços em favor comum aos países e em defesa do Meio Ambiente, em especial da Amazônia, pulmão do mundo e patrimônio dos brasileiros. O Brasil volta a ser orgulho internacional. Só não vê quem não quer! E Matão fará parte mais uma vez dessa história! Nos últimos dois anos, poucos recursos vieram de Brasília. Com Lula no Planalto, certamente vamos retomar as grandes parcerias feitas durante o seu governo, que trouxeram para Matão obras importantes como o Túnel da 15; a Creche do Aliança e a Creche do Azul Ville; a construção e implantação do Instituto Federal e do curso de biocombustível; alunos voltarão a ter acesso aos meios de financiamento da educação para ingressar na universidade.

Tenho orgulho de ter em Lula a imagem de um grande líder, um predestinado a trabalhar em favor de seu povo (no qual estamos incluídos). Devo ao final registrar que este momento me remete a um misto de alegria e tristeza, ao lembrar de outro grande companheiro que – assim como Lula – conseguiu de forma inédita três mandatos de prefeito em nossa cidade e, com o mesmo entusiasmo de Lula, trabalhava diuturnamente para que o povo pudesse ter um governo preocupado em fazer mais pela população. Adauto foi mais longe, afinal, ganhou quatro mandatos. A tristeza é de que ele, há pouco mais de três anos, estava entusiasmado com a volta de Lula. Não teve tempo de ver acontecer, mas, certamente como nós, deve estar muito feliz, porque Lula chegou lá novamente!

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