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ARTIGO: Após as eleições, um país a reconstruir

POR ARNALDO JARDIM

Do acervo · publicada originalmente em 21 de novembro de 2022

Fonte: Arnaldo Jardim, deputado federal, postado por Natali Galvão

Foto: Divulgação

Arnaldo Jardim é deputado federalAcervo · 2022
Arnaldo Jardim é deputado federal

A tarefa primeira do país é retomar o crescimento econômico, e de forma vigorosa. Na última década, e mesmo desconsiderando os efeitos da pandemia, o Brasil não cresceu mais de 1% ao ano. Quase nada, diante da necessidade da economia brasileira gerar emprego para quase 10 milhões de pessoas e de aumentar a renda das famílias. O caminho para essa retomada é investir em infraestrutura, educação e distribuição de renda.

A infraestrutura é reconhecida, internacionalmente, como fator determinante para o crescimento e o desenvolvimento de qualquer nação. Com maiores investimentos em geração de energia, em sistemas de transporte, nas telecomunicações e outros serviços considerados fundamentais, tal como o saneamento, vamos reduzir o custo-Brasil e daremos um salto na competitividade dos nossos setores (serviços, indústria e agro).

A educação, por sua vez, impacta positivamente na economia refletindo diretamente no aumento da produtividade. O capital humano é considerado como um processo-chave no desenvolvimento econômico – veja o exemplo do Japão e da Coreia do Sul. Com educação e treinamento, todos produzem mais. A cada ano adicional de escolaridade, o salário se torna maior.

Educação rima com distribuição de renda. Respeito e reconheço a premência de programas que estabelecem ‘auxílios emergenciais’, porém, tenho convicção de que precisamos ir além de fixar condicionantes e evoluir para mecanismos que busquem ‘emancipação’. Defenderemos, assim, políticas inclusivas de distribuição de renda.

Foi a crise fiscal, que enfrentamos desde 2014, uma das principais responsáveis pela redução dos investimentos públicos. E os recursos privados, que poderiam compensar a carência do Tesouro, foram prejudicados pela ausência de marcos regulatórios que assegurassem previsibilidade ao investidor.

Por isso, trabalhamos muito para destravar alguns dos principais gargalos ao crescimento, aprovando a nova Lei do Gás Natural, nº 14.134/2020, que reduzirá o preço final do botijão para o consumidor; a Lei das Ferrovias, nº 14.273/21, que trará mais recursos privados para o setor; e a Lei nº 14.301/2022, também conhecida como ‘BR do Mar’, que aumentará em até 40% a capacidade do transporte de cabotagem.

Mas ainda há muito o que fazer. Vou continuar trabalhando para aprovar projetos que estimulem o crescimento, como é o caso do PL 2.646/2020, que trata das debêntures de infraestrutura, e o PL 7.063/2017, que consolida e moderniza regras para a concessão dos serviços públicos, dos quais sou relator.

Vou atuar no setor de energia renovável, que faz a diferença e que coloca o Brasil na vanguarda da economia verde. Vou atuar ao lado do agro, o grande motor de desenvolvimento de São Paulo e do Brasil. Vou atuar em defesa da pesquisa e da inovação, que melhora a competitividade das empresas. Só um trabalho legislativo de qualidade pode melhorar a vida das pessoas.

Infelizmente, a eleição foi caracterizada por muito radicalismo. Por uma polarização jamais vista no País. Mas, agora, é hora da boa política. De buscarmos o diálogo. De construirmos convergência. Precisaremos de uma união de esforços para retomar o desenvolvimento. É nessa hora que ‘gladiadores’ precisam dar lugar a ‘construtores’.

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