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Cultura e Variedades

Márcia Nascimento tem livro premiado

'A menina que amava ler' traz o relato de história da própria autora

Do acervo · publicada originalmente em 28 de outubro de 2022

Fonte: Rogério Bordignon, postado por Natali Galvão

· Leitura de 6 min

Foto: Divulgação

Márcia Nascimento. "Histórias de vida precisam ser escritas e contadas, porque não sabemos onde elas podem chegar e o impacto que poderão causar em outras vidas"Acervo · 2022
Márcia Nascimento. "Histórias de vida precisam ser escritas e contadas, porque não sabemos onde elas podem chegar e o impacto que poderão causar em outras vidas"

Entre os últimos dias 8 e 12, Márcia Roberta Nascimento lançou o livro ‘A menina que amava ler’, na Feira Nacional do Livro Infantil realizada em Cabo Frio (Rio de Janeiro). O lançamento também aconteceu em Matão, no último dia 13, na Casa da Cultura ‘Prefeito Armando Bambozzi’. Com 24 páginas, o livro foi publicado pela Filos Editora, recebendo duas premiações. A Comarca entrevistou Márcia.

Descreva o seu livro.

‘A menina que amava ler’ é uma obra literária do gênero infantil, da Coleção das Habilidades Socioemocionais que traz o conceito da empatia. O livro retrata a minha história, contando a trajetória que enfrentei em relação às dificuldades com a leitura e a escrita. Aprendi a ler e a escrever no 4º ano do atual Ensino Fundamental ao encontrar uma professora que sentiu empatia por minha condição. A partir de então, ‘a menina que amava ler’ foi capaz de extrair de si o seu potencial genial. É um livro envolvente que ensina o poder da empatia, da superação e o quanto um ser humano é capaz de ir além de todas as suas dificuldades de aprendizagem, com resiliência, para se tornar alguém de grande valor nesta vida, acrescentando também o mesmo valor em outras vidas. Esta é a segunda obra a ser lançada da Coleção das Habilidades Socioemocionais da Filos Editora, desenvolvida por mim em parceria com Ismael Tavernaro Filho. O livro ensina crianças, jovens e adultos a desenvolverem estas habilidades através de histórias referentes à mesma coleção. A educação é a base para uma vida equilibrada e feliz; sem ela não há conhecimento, tampouco evolução.

Qual foi o principal fato que te motivou a escrever este livro?

No final do ano passado, fui convocada pela faculdade em que lecionava para o curso de Pedagogia para fazer uma atividade aos futuros alunos que poderiam fechar matrícula. Era semana de acolhimento e apresentação da instituição aos alunos. Fiz contação da mencionada história, retratando as dificuldades enfrentadas por mim nos anos iniciais do Ensino Fundamental, e a partir daí conseguimos fechar uma turma para o curso de Pedagogia. Percebi que histórias de vida precisam ser escritas e contadas, porque não sabemos onde elas podem chegar e o impacto que poderão causar em outras vidas. Outra motivação que me levou a escrever esta obra é a reflexão para os professores, pois a menina que amava ler, Márcia Roberta, experimentou dois tipos de educadores: a primeira, uma professora austera que não se importava com o aprendizado da garotinha; e a segunda, uma professora amorosa que sentiu empatia por sua condição e a ensinou com carinho e amor, sem saber que juntamente a este ato plantara em seu pequeno coração a semente do amor pelo ser humano e a belíssima vocação em ser professora.

É uma obra premiada?

‘A menina que amava ler’ recebeu a premiação de ‘Destaque do Ano’ no evento ‘Literarte Kids’, no último dia 22, em Paris (França), além da certificação e premiação de ‘Melhor Livro Infantil’ na Feira Nacional do Livro Infantil, em Cabo Frio (RJ).

O foco está no público infantil e nos professores?

Decidi focar no público infantil pelo fato de que as crianças são as sementes do amanhã. Uma criança que é amada e ensinada a explorar todo o seu potencial genial – e de realização – é capaz de transformar todo o âmbito em que estiver. Também decidi focar nos professores a fim de que reflitam sobre a escolha de sua nobre profissão e sobre como tem sido a sua conduta perante essas sementes que estão em suas mãos.

Como é criar um livro?

A criação de um livro é sempre algo maravilhoso e muito cauteloso. É preciso ter em mente que a partir do momento em que se publica uma obra, as palavras ali contidas deixam de ser suas e passam a ser das pessoas que irão ler seus escritos; portanto, é muito grande a responsabilidade de escrever. Porém, é maravilhoso! Tão logo que terminei a contação de histórias para a faculdade e percebi o impacto que isso causou nas alunas, comecei a criação deste livro.

Quanto tempo demorou para escrevê-lo?

O tempo para a escrita foi de dois dias. Depois passou pelo ilustrador, que levou dois meses para concluir todo o trabalho, e em seguida foram realizadas a revisão e a diagramação até ser impresso no último mês de setembro. O tempo total para sua conclusão foi de nove meses, uma gestação!

Quais são os seus agradecimentos?

Agradeço a Deus pelo dom do amor e da escrita. À Ele sejam dadas todas as honras e glórias, para sempre. Agradeço ao meu filho Luan Henrique, que me incentivou desde o início a ser escritora. Agradeço aos meus pais e irmãos e a todos os meus familiares; à Secretaria de Educação e Cultura de Matão, na pessoa do responsável pela Pasta, o professor Alexandre Luiz Martins de Freitas, pelo apoio na aquisição da obra para que eu pudesse receber a premiação na França. Obrigado aos meus leitores e amigos que desde sempre acompanham o meu trabalho com total carinho. Desejo que todos sejam felizes e possam ter suas vidas transformadas por intermédio da leitura.

Você tem outras obras literárias publicadas?

Sim. Com autores brasileiros, participei de quatro obras: ‘Antologia Poética Café Converso’; ‘Antologia Art Pulsa’; ‘Compêndio de poemas e crônicas’ e ‘Concurso Nacional Poetize 2021’. Neste livro do concurso nacional, meu poema ‘Uma Palavra’ foi selecionado dentre 2.350 inscritos para a conclusão da obra. Também sou autora dos livros ‘Você nasceu para vencer e ser feliz’ (Editora Portuguesa Chiado Books); ‘Sentimentos em Palavras’ (Clube dos Autores); ‘A consciência do amor’ e ‘A importância do tamanho que você é’.

Quais são os seus contatos?

O telefone (14) 99123-9531 e o Instagram @marciarobertado. Tenho o site: https://marcianascimentoescritora.com.br/obras/

Uma autora matonense

Professora universitária e palestrante, Márcia Nascimento tem outros atributos

Márcia Roberta Nascimento nasceu no dia 3 de dezembro de 1975, em Matão. Mãe de Luan Henrique Gregório, é filha de José Carlos do Nascimento e Isabel Cola do Nascimento. Irmã de Marcos Roberto e Márcio José, é pedagoga e neuroeducadora formada pelo Instituto de Pesquisas em Neuroeducação no Centro Médico de Higienópolis (São Paulo).

‘Escritora Imortal’ da Academia Independente de Letras (AIL), ela é neoacadêmica fundadora da American Academic Circle. É musicista, instrumentista (violão, violino e ukulelê), compositora, cantora, pintora. Neuroterapeuta, é pós-graduanda em Autismo e Psicanálise. Tem especialização em técnica interventiva de Neurofeedback e já praticou diversas palestras, sendo especialista nesta atuação pela Polozi.

Foi professora e coordenadora na Educação Infantil, Ensino Fundamental 1 e 2 e capacitação profissional do Instituto Jaguar. Atuou como professora e supervisora de cursos da Área de Humanas (Moda, Administração de Empresas, Pedagogia e Publicidade) na Instituição de Ensino Superior Faip de Marília, onde exerce Orientação de Pesquisas. 

É pesquisadora da mente humana numa visão quântica holográfica pela Capacitar Neuroeducação. Orientadora da linha de pesquisas do Instituto de Ensino Superior da Faip na linha de Neurociências e Neuroeducação, atuou como assistente de coordenação do curso de pós-graduação em Neuroeducação em Matão.

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