CXM faz homenagem para Mario Biava
Placa foi entregue ao enxadrista no último dia 15
Do acervo · publicada originalmente em 28 de outubro de 2022
Fonte: Rogério Bordignon, postado por Natali Galvão
· Leitura de 14 min
Foto: Rogério Bordignon
Acervo · 2022Em paredes da Sala ‘Alzir e Mario Biava’, sede do Clube de Xadrez de Matão (CXM) na Sociedade Recreativa Matonense (Sorema), há várias imagens fotográficas referentes ao Xadrez de Matão. Numa delas – uma fotografia em sépia que traz Mario Silas Biava sorridente – ocorreu um fato interessante, pois a tinta azul da caneta que o próprio usou para deixar lá uma frase, estava apagando.
Nesta foto, Mario tinha escrito: “Nem Deus, nem o diabo! Apenas MB. O Clube de Xadrez foi criado para mim. Nasci dez meses após a sua fundação, em 1944”. Como a frase estava sumindo, a foto foi levada para ele, que reescreveu o texto. Numa cerimônia simples, Mario entronizou a fotografia numa galeria, ao lado de outras fotos.
O evento foi realizado no último dia 15, Dia do Professor, sendo protagonizado por Fabiano Vidoto (presidente do CXM) e por representantes da Sorema: José Matturro (presidente), Reinaldo Luiz Panegocci (Pinduca, presidente do Conselho Deliberativo) e por Jan Carlo da Silva (diretor de Esportes). Além do homenageado Mario, deram depoimentos Fabiano, Matturro, Pinduca.
Também se manifestaram a professora Liliana Figueiredo Andrade de Oliveira Ramos (Ensino Básico, Técnico e Tecnológico - EBTT), que atua na área de Educação Física do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP-Matão), e a professora efetiva de Educação Física da EE ‘Chlorita de Oliveira Penteado Martins’, Márcia Robim Dutra.
Na ocasião, Mario trouxe para o CXM objetos como um livro do Grande Mestre Internacional (GMI) de Xadrez, Henrique Costa Mecking, onde o nome dele e o de Jayme Augusto Cicogna Gimenez (Jayminho) constam; uma revista ‘Placar’ de 1984, na qual uma matéria traz um mapa do Estado de São Paulo com destaque para as forças desportivas do Interior, onde Matão desponta pelo Basquete e pelo Xadrez; um relógio para a prática enxadrística e a placa de inauguração da sede do CXM na Biblioteca Municipal, em agosto de 1975, gestão do ex-prefeito Celso de Barros Perche.
“Inspirado, Mario agradeceu, transcorreu sobre a importância social, educativa e desportiva do Xadrez. Relatou passagens, traços históricos, ressaltou a ‘vontade de viver’ do CXM e o compromisso deste com seus praticantes e pessoas congruentes, sobretudo crianças e jovens. Destacou conquistas, avanços e perspectivas. Ficamos muito felizes em prestar outra honraria para ele, pois fizemos o ‘Torneio MB 70’ na Ameros em 2015 e em 2017 demos a ele um jogo de xadrez de 1945, restaurado. Que este elo entre todas as gerações do Xadrez de Matão conviva conosco por muitos anos”, resume Fabiano.
Mario salientou fatos atuais e a retomada do CXM pós-pandemia, culminando com a maior presença de pessoas em todos os tempos na rotina do clube. Entusiasmado, ele enalteceu os esforços de Fabiano na condução do clube, bem como de pessoas que colaboram com ele, e mostrou gratidão à acolhida que a Sorema presta ao CXM, considerando que o clube está sediado num santuário.
“A Sorema foi fundada em 1960 e o CXM em 1944. Nos orgulha contribuir ao contarmos em uma das nossas dependências com o CXM, cuja história começa antes do surgimento do nosso clube. A Sorema está feliz ao ceder espaço para guardar toda essa história, as conquistas e por contribuir com a continuidade do Xadrez em Matão”, cita Pinduca.
“No início de 2012 eram seis atividades desportivas e físicas na Sorema. Hoje são 31. Isso traz mais vida, mais pessoas, mais movimento para o clube. O CXM – com toda sua tradição e conquistas – está à disposição dos associados da Sorema, bem como está aberto para receber pessoas que não são associadas. Nossa parceria continuará”, comenta Matturro, parabenizando a Mario.
Desde outubro de 2018, o homenageado e sua esposa Antonia Santa Favaro Biava (Toninha) não têm mais residência constante em Matão, pois moram a maior parte do ano juntos da filha Roberta, do genro Fabrício e dos netos Beatriz e Ismael, ultimamente em Nova Lima (Região Metropolitana de Belo Horizonte, capital mineira). Segue entrevista com Mario Biava.
Nos conte um pouco sobre o senhor.
Nasci em 29 de outubro de 1945. Completarei 77 anos no sábado. Sou filho único de Alzir Biava e Duzolina Galli Biava, respectivos irmãos de Rômulo, Nair e Luiza (Alzir) e Carlos, Alcídio, Natal e Antonio (Duzolina). Cresci brincando de futebol e outras coisas em ruas de terra batida e esburacadas, no entorno da casa em que moramos, na esquina da Avenida 28 de Agosto com a Rua João Pessoa, no Centro. Também brinquei no quintal desta casa. Não gostava de matar passarinhos, embora meninos fizessem isso com seus estilingues. Talvez não matei aves porque meu avô, Bortolo Biava, criou algumas com muito amor. Aos oito anos, ganhei um extraordinário presente da sempre sorridente Ceci Romanelli Prado: um filhote de coruja. Batizei-a de Sophia Loren, devido aos grandes olhos, e a tratei com carinho, retribuído por ela, sempre empoleirada num dos meus ombros ou no guidão da bicicleta. Chorei muito quando a Sophia morreu, aos seus três anos de vida. Tive gatos, cachorros...
E referente a sua escolaridade, seu núcleo familiar...
Cursei o então Primário na EE ‘José Inocêncio da Costa’, o Ginasial na EE ‘Professor Henrique Morato’ e o Colegial/Técnico na extinta Escola de Comércio ‘Afonso Lemos’. Aos 17 anos comecei a namorar uma mocinha bonita, de 13 anos, lá de Dobrada. Antonia Santa Favaro ganhou meu sobrenome em 1971 e sempre foi meu porto seguro, meu equilíbrio. O melhor que eu e ela fizemos foi nossa filha Roberta Helena, casada com um mineiro flamenguista, Fabrício Cardoso Neto. Nos deram dois netos: Beatriz e Ismael, que sabem jogar Xadrez, mas não se interessam, por culpa do celular, jogos eletrônicos, natação, artes marciais e skate.
Onde trabalhou?
Aprendi ofícios na Sapataria do Lindolfo Silva e na Alfaiataria de Ermete Rossi. Trabalhei no Cartório do Segundo Ofício, de Isaías Simão, de 1962 a 1964, e no escritório da Baldan Implementos e Máquinas Agrícolas, em 1965. Em 1966, ingressei na Faculdade de Educação Física de São Carlos, onde me formei no final de 1968. Em 1969, comecei a atuar como professor de Educação Física na EE ‘Comendador Morganti’, em Rincão, onde vivi por seis anos. Fui aprovado num concurso e, como eram raras as vagas pelo Interior Paulista, rumei para a Capital em 1974. Viajava toda semana... Tentei remoção para Matão, mas o lugar mais próximo que consegui foi Itápolis, onde pretendia ficar por um ano e voltar para Matão. Porém, moramos em Itápolis por 12 anos, a partir de 1978, sendo que lá lecionei nas EEs ‘Moraes Barros’ e ‘Valentim Gentil’. Em 1990, finalmente vim para Matão, trabalhar na EE ‘Chlorita de Oliveira Penteado Martins’, onde me aposentei como professor em 2000.
Como o Xadrez surgiu em Matão?
Existem algumas versões. Viajantes e lideranças que passavam um tempo em Matão teriam ensinado Xadrez em bares, hotéis. Uma segunda versão é a de que Antonio Gandini (Tonhim) trouxe o desporto e isso é bem plausível, pois seu irmão Hugo foi excelente enxadrista. Também pode ter sido Cairbar Schutel, já que Cleophas Guimarães, então funcionário de ‘O Clarim’, ‘apareceu’ jogando. Arnaldo Dalmiglio, o Neno, é uma incógnita: no começo, sua força era exageradamente superior à dos demais, tanto que foi Campeão Brasileiro Postal em 1942. Meu pai dizia que ele visitava um amigo em Jaboticabal, possuidor de excelente biblioteca enxadrística; pode ser que ele tenha evoluído por lá. O Neno ensinou seu primo e foi vertiginoso o progresso do meu pai, quando Alzir começou a jogar aos 17 anos. Muitas vezes me perguntaram sobre o talento dos Biava e dos Dalmiglio quanto ao Xadrez e eu afirmei que não veio de nenhum destes dois ramos. Explico: minha avó paterna Margarida Romanelli Biava é irmã de Virgínia Romanelli Dalmiglio, mãe do Neno; logo, o talento provém dos Romanelli.
Alzir difundiu o ensino do Xadrez em Matão.
Sim. A paixão de Alzir foi o Xadrez. Ele considerava que a idade ideal para se começar a aprender era aos dez anos. Contrariando antigos conceitos, começou a ensinar crianças a partir desta idade, bem como a jovens e adultos, tendo mais adeptos a partir de meados da década de 1950, embora o Clube de Xadrez de Matão (CXM) tenha sido fundado em dezembro de 1944. Novos valores surgiram e houve continuidade. Caminhamos para 78 anos ininterruptos desta atividade em Matão. Meu pai, além de excelente enxadrista, foi um homem sábio. Quando completei 13 anos, esperava ganhar dele uma espingarda de pressão, uma bola de futebol ou um relógio. Ganhei uma coleção com 18 livros chamada ‘Tesouro da Juventude’. Fiquei aborrecido, mas, quando adulto, valorizei aquela enciclopédia com temas como História, Geografia, Ciências, Artes, resumos de livros famosos, poesia, enfim, conhecimentos. Me apaixonei por poesias e me lembro de numa noite estar na calçada da atual Praça ‘Dr. Leônidas Calígola Bastia’, sob a iluminação de um poste, recitando Castro Alves, Raimundo Correia e Augusto dos Anjos juntamente com João Faria e Paulo Franchetti, mais jovens do que eu, que se tornaram ótimos enxadristas e doutores em Letras. Outra coisa que meu pai me deixou foi o prazer de ouvir música erudita, muitas delas na vitrola de casa, com a presença de Alaércio Bonini.
Quais os locais das sedes do CXM?
Logo que fundado, o CXM teve sua primeira sede no ambiente reservado da Sorveteria Dalmiglio, que pertenceu ao Neno. Na década de 1950, nossa residência na esquina anteriormente mencionada foi o seu abrigo. Certa reestruturação estatutária, sem documentos oficiais anteriores, aconteceu em 1960, quando o endereço passou para a Rua João Pessoa, nº 1.135, virando a esquina da Avenida 28 de Agosto para a Avenida Tiradentes. Em agosto de 1975 fomos para o prédio que foi sede da Biblioteca Municipal, que era anexa à extinta Escola de Comércio ‘Afonso Lemos’, ao lado da unidade central dos Correios. Em 1996, o CXM foi para a esquina da Rua Cesário Motta com a Avenida Siqueira Campos. Em 1997 ficou alojado debaixo das arquibancadas do Ginásio de Esportes ‘Décimo Chiozzini’; no final de 1999 foi para a Avenida Tiradentes, defronte ao Immes; em 2001 voltou para a esquina da 28 de Agosto com a João Pessoa. Em 2004 se transferiu para a Rua João Pessoa, nº 1.155. No dia 29 de outubro de 2009 foi inaugurada a sede que dividimos com o Núcleo Orquidófilo de Matão (NOM) por dez anos, na altura do nº 1.290 da Avenida Siqueira Campos. A Sociedade Recreativa Matonense (Sorema) convidou o CXM e há três anos, desde o dia 26 de outubro de 2019, passamos a ter como sede a Sala ‘Alzir e Mario Biava’, dentro do clube, local que é um santuário para o CXM.
Quando e onde teve início o seu contato com o Xadrez?
Na nossa casa, aquela da descrita esquina, meu pai ensinava Xadrez para aprendizes numa grande mesa da sala. Eu tinha nove anos e olhava curioso para as práticas, mas ia atrás do barulho da bola de futebol lá na rua, já jogando no gol, pois tive vontade de ser goleiro assim que o lendário Oberdan Cattani passou a mão em minha cabeça após um amistoso que o Palmeiras fez contra o Clube Atlético Matonense (CAM), dirigido por meu tio Rômulo, no Estádio ‘Dr. Hudson Buck Ferreira’, em 1955. Foi 9x0 para o Palmeiras! Lembro-me de ver jogando Xadrez o meu primo Renê Biava – primeiro campeão dos Capivaras –, Lalo Pauli, Pascoal Mendonça. Quando tinha dez anos, me juntei aos aprendizes. Em 1958, disputei meu primeiro Torneio dos Capivaras e fui o último colocado, sem pontuar. Por birra, pedi a meu pai que me orientasse para valer. Alzir era severo! Em 1959, aos 13 anos, venci o ‘Capivaras’ e, aos 14 anos, venci o Campeonato Matonense Absoluto, sendo que Alzir e Antonio Gandini Filho jogaram como ‘hors concours’. Minha mente se organizou para jogar, comecei a ver lances à frente e a entender o espírito enxadrístico, me inspirando no soviético Mikail Thal e no americano Bobby Fischer. Ainda em 1960, disputei os Jogos Abertos em Campinas, com duas vitórias e uma derrota. Em 1961, joguei ao lado do meu pai e Elias Rached, com Geraldino Simão de Oliveira (Dinho) na reserva, e conseguimos a primeira Medalha de Ouro para o Xadrez de Matão nos Jogos Regionais. Nos Absolutos Matonenses houve uma ‘Hegemonia Biaviana’ comigo ou meu pai campeões de 1948 a 1977. Foram 22 campeonatos, sendo que em alguns anos ele não foi disputado. Só não fomos campeões em 1963, vencido pelo Neno Dalmiglio, e em 1974, com vitória de Paulo Elias Alane Franchetti. Em 1977, o título ficou empatado entre eu e Alzir. Participei de várias conquistas nos Regionais e obtive boas colocações nos Abertos. Em 1968 fui vice-campeão individual do Campeonato do Interior Paulista, classificando-me em seguida para disputar o Paulista Absoluto, terminando-o em oitavo lugar, com boas vitórias, inclusive sobre Mihelden Câmara, num momento em que estudava em São Carlos e jogava com um excelente enxadrista, Fernando Correia, que me trouxe um Xadrez Estratégico. Com meu pai aprendi o Xadrez Romântico, mais agressivo e tático. Disputei uma edição dos Regionais com o Fernando e o Zaboto, onde fomos campeões na difícil Regional de Campinas. Depois, voltei a jogar por Matão até me transferir para Itápolis, onde formei uma boa equipe, com a qual joguei dois Regionais e dois Abertos.
Quando começa sua atividade no Xadrez por Correspondência?
Comecei a jogar Xadrez por Correspondência e me tornei expert, vencendo a quarta edição da Taça Brasil em suas três fases. Simultaneamente, em meados da década de 1980, disputei a quinta edição do Zonal Latino-Americano, vencendo Preliminar, Semifinal e ficando em quarto lugar diante de vários Mestres Internacionais Postais (MIPs). Me classifiquei para disputar a terceira edição do Torneio das Américas, que juntou argentinos, peruanos, venezuelanos, cubanos, norte-americanos, canadenses. Venci com mais de 78% de aproveitamento e obtive minha primeira Norma de MIP. Fui convocado para a Seleção Brasileira Postal, com a qual disputei cinco pan-americanos, um confronto América x Europa e uma Olimpíada. Disputei a semifinal do Mundial, mas não fui para a final; como consolo, no percurso deste Mundial, venci o jogador que foi campeão. Veio o Torneio Comemorativo do Peru, valendo Norma MIP. Com outro aproveitamento de 78%, terminei invicto em terceiro lugar e obtive minha segunda e definitiva Norma MIP. Estas performances como MIP foram tão boas que no Boletim da International Correspondence Chess Federation (ICLF) eu constava como o brasileiro mais bem pontuado: 2.495. Isso tudo ocorreu até 1992, momento da chegada dos programas eletrônicos que muita gente fez uso, mas eu perdi o interesse. Voltei ao Xadrez Ortodoxo, mas somente integrando a equipes. Em 1998, conseguimos Ouro nos Regionais: Fernando César Frare, Fernando Vicente Vivaldo (Vivaldão), Jayme Augusto Cicogna Gimenez (Jayminho) e eu. Em divisão inferior dos Abertos, mais dois Ouros; depois, outras conquistas em Regionais e Abertos.
E como jogador idoso?
Entrei na Terceira Idade. Na Etapa Regional dos Jogos do Idoso (Jori) obtive oito primeiros lugares e três vice-campeonatos. Na Etapa Estadual (JOI), fui duas vezes vice-campeão, obtive quatro terceiros lugares e uma quarta colocação.
Quais os principais presidentes do CXM?
No seu longo transcurso de quase 78 anos, o CXM teve vários presidentes. Uns mais, outros menos, todos cumpriram seu mister com a entidade; entre estes, me incluo. Considero que quatro se destacaram: Alzir (‘O Velho’), pioneiro, organizou a parte interna como sede, materiais e biblioteca; aumentou o ensino às crianças e adolescentes; criou torneios internos e externos que culminaram nos títulos da equipe. Um visionário! Jayme Aparecido Tortorello (Jayminho), usando de sua abrangência política, remodelou o CXM com novos materiais – mesas, cadeiras, jogos, relógios, livros; acertou parte da ‘papelada atrasada’, assim como promoveu atividades internas e externas. Um revolucionário! Fabrício Ricardo Dias (Fischer) complementou o trabalho de Jayminho, pois implementou torneios mensais; realizou melhorias materiais e teve presença reivindicatória constante na Secretaria Municipal de Esportes, Lazer, Turismo e Juventude, o que fez com que o CXM tivesse grande movimentação interna. Um carismático estimulador! E Fabiano Vidoto, que lutou contra a adversidade, pois a epidemia de covid-19 poderia tê-lo transformado no mais inoperante presidente. Mas o Fabiano ‘jogou Xadrez’ e, usando a internet e o celular, contagiou companheiros e obteve apoio. Reorganizou a biblioteca, foi atrás de documentos históricos e motivou a turma. Participou ativamente em outros projetos enxadrísticos locais. Vai atrás das coisas, não se nega a responder perguntas e apresenta soluções. Basta ver os últimos registros fotográficos: clube cheio de aprendizes e veteranos. Graças a um... enérgico lutador! Um fato importante ocorreu quando Jayme Gimenez precisou se afastar também da presidência do CXM para se candidatar a prefeito de Matão. Eu assumi a função dele e o Jayme, como prefeito eleito para seu primeiro mandato (1983 a 1988), com o patrocínio da Citrosuco, contratou o Mestre Internacional (MI) Herman Claudius van Riemsdijk para ministrar aulas, fato extremamente importante para o nosso aprimoramento técnico, sendo que Herman jogou por nossa equipe. Algo que pode ser repetido, quando possível.
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