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Manifesto silencioso expressou indignação

Pessoas homenagearam Vicente Bernardi, vítima de latrocínio no último dia 22, e protestaram por segurança pública

Do acervo · publicada originalmente em 2 de setembro de 2022

Fonte: Rogério Bordignon, postado por Natali Galvão

Foto: Rogério Bordignon

No Auto Posto Estrela. Entre as 10 e 11 horas, pronunciamentos e orações precederam a um silêncio doloroso que clama por segurança públicaAcervo · 2022
No Auto Posto Estrela. Entre as 10 e 11 horas, pronunciamentos e orações precederam a um silêncio doloroso que clama por segurança pública

Na segunda-feira (29), Matão realizou um manifesto silencioso em protesto por segurança pública e em homenagem ao comerciante Vicente João Bernardi Neto (Vicentão), vítima de latrocínio brutal e covarde ocorrido por volta das 10 horas do último dia 22, a aproximadamente 50 metros do Auto Posto Estrela – empresa da qual era sócio e trabalhava ao lado do irmão Adriano Reynaldo Romanelli Bernardi (Adrianão) e equipe.

Proprietários de postos de combustíveis tiveram a ideia de concentrar pessoas no Auto Posto Estrela na manhã da segunda-feira (29), sendo que o Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio-Matão) e a Associação Comercial e Empresarial (ACE-Matão) aderiram à iniciativa, resultando também no fechamento de estabelecimentos comerciais das 10 às 11 horas – muitos dos quais com faixas e tecidos pretos nas suas fachadas, simbolizando luto.

Instituições de Matão, como o Senai ‘Oscar Lúcio Baldan’, prestaram homenagens. Familiares, amigos, patrões, empregados, imprensa, enfim, grande quantidade de pessoas se uniu no citado estabelecimento, além de vereadores e funcionários públicos do Executivo e do Legislativo. Antes do silêncio, as pessoas rezaram o ‘Pai Nosso’ e a ‘Ave Maria’ em memória a Vicente e pedindo proteção para Matão.

Após o pronunciamento de Antonio Geraldo Giannini (Toninho), presidente do Sincomércio-Matão, Adrianão deu seu depoimento. Bastante emocionado, ele proferiu palavras que também deixaram as pessoas mais sensibilizadas do que estavam. Adrianão concluiu seu discurso agradecendo aos trabalhos das Polícias Civil e Militar de Matão e de outros municípios no empenho para as prisões dos quatro suspeitos pelo crime.

“Foram 24 anos de convívio praticamente diário com meu irmão no posto, tendo ao meu lado um ser humano inteligente, bem-humorado, generoso, que nunca fez mal a alguém. Uma pessoa trabalhadora, esforçada. Tive a felicidade de conviver com meu irmão, detentor de boas virtudes, somente. São infelizes aqueles que mataram meu irmão. Infelizes”, resume Adrianão.

Estão detidos e aguardam julgamento: Raul Lima Cagliari (de Monte Alto, que teria conduzido a motocicleta), Marcos Leonardo Gaetano Lisboa (também de Monte Alto, como o passageiro da motocicleta, que teria atirado em Vicente), Dirceu Moura Júnior e Lucas Bessa Rinalde (ambos de Matão, detidos pela acusação de envolvimento como mentores do roubo que se tornou latrocínio).

“Seria melhor estarmos juntos para algo de positivo para Matão, para alguma conquista, algum evento que beneficiasse comerciantes, industriais, enfim, que trouxesse algo de bom para nossa comunidade. Contudo, nos reunimos para lamentar a morte cruel de um empresário que trabalhava diariamente no seu estabelecimento e para pedir às autoridades o atendimento à reivindicação feita há muitos anos por mais segurança pública em Matão”, diz Jovani Pureza, presidente da ACE-Matão.

“Vereadores e entidades matonenses solicitam há muito tempo o aumento do efetivo humano, equipamentos, viaturas, melhores salários e condições de trabalho para a Guarda Civil Municipal (GCM), Polícia Militar e Polícia Civil, porém, Matão não é atendido. Há praticamente 20 anos, tentamos implantar no município um sistema eficiente de videomonitoramento, mas, até hoje, isso não ocorreu. Precisamos que atendam ao que solicitamos há tanto tempo”, cita Toninho Giannini.

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