ARTIGO - Saiba mais sobre a baixa autoestima
Confira o artigo da psicóloga Maria Sylvia Gabriel
Do acervo · publicada originalmente em 1 de setembro de 2022
Fonte: Maria Sylvia Gabriel, postado por Natali Galvão
Foto: Divulgação
Acervo · 2022Segundo Rosenberg, “a autoestima é um conjunto de sentimentos e pensamentos do indivíduo sobre o seu próprio valor, competência e adequação, que se reflete em uma atitude positiva ou negativa em relação a si mesmo”. Para entendermos melhor sobre o sentimento de baixa autoestima, precisamos entender primeiro como formamos nossa imagem sobre nós mesmos.
A primeira fase da formação do eu, que o psicanalista Lacan nomeia como “estádio do espelho”, sugere que o bebê enxerga inicialmente seu corpo através de um outro individuo, sujeito no qual ele é ligado afetivamente; isso quer dizer que o bebê entra em um estado de fusão com o outro, que geralmente é a mãe. Portanto, o ser humano desenvolve uma boa ou má imagem de si mesmo se relacionando em círculos sociais, com parentes, amigos, namorados.
Uma condição que eu queria pontuar, e acho importante, é que os pais ou cuidadores de um bebê tenham uma boa autoestima, ao invés de só elogiar o filho. Elogiar é importante, mas é mais importante ainda dar um bom exemplo, pois é através da identificação ou internalização da figura materna e paterna que o indivíduo desenvolve o amor-próprio. Isso quer dizer que o sujeito imita o exemplo que o outro dá, e não o que o outro fala.
Crianças e jovens que se sentem amados, respeitados, escutados, compreendidos, valorizados e estimulados a desenvolver suas habilidades e competências têm maior probabilidade de apresentar uma boa autoestima.
A baixa autoestima está muitas vezes relacionada a ambientes hostis ou onde ocorram violências psicológicas – como críticas excessivas, humilhações e depreciações – ou até mesmo violências físicas.
Também está relacionada a traumas inconscientes (o que envolve relacionamentos interpessoais traumáticos ou situações vivenciadas de maneira traumática). Através da psicoterapia, a pessoa desenvolve o autoconhecimento, aprendendo a identificar seus traumas, dando um outro significado a eles; também se apropria das próprias qualidades e aí consegue desenvolver uma boa autoestima.
As pessoas com a autoestima baixa costumam ser inseguras, tímidas, perfeccionistas e experimentam frequentemente sentimentos de incapacidade, fracasso, culpa e raiva. Elas têm suas atividades cotidianas e relacionamentos prejudicados, o que faz com que a autoestima diminua ainda mais. O sentimento de baixa autoestima está intimamente relacionado a diversas psicopatologias. Este sentimento pode ser superado através da ajuda de um profissional da saúde mental.
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