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Cultura e Variedades

Padre anuncia possível reforma na Igreja Nossa Senhora Aparecida

Atuando em Matão desde o último dia 3 de julho, ele informa mudanças e perspectivas

Do acervo · publicada originalmente em 5 de agosto de 2022

Fonte: Rogério Bordignon, postado por Natali Galvão

· Leitura de 5 min

Foto: Rogério Bordignon

Padre Flávio. "Recebi do padre Braulino Giliolli uma paróquia bastante animada e pretendo dinamizá-la ainda mais pelo meu carisma e minha vontade de realizar"Acervo · 2022
Padre Flávio. "Recebi do padre Braulino Giliolli uma paróquia bastante animada e pretendo dinamizá-la ainda mais pelo meu carisma e minha vontade de realizar"

No último dia 3 de julho, o padre Flávio Francisco Gomes assumiu a Paróquia Nossa Senhora Aparecida, matriz que concentra as comunidades de São Francisco (Jardim Alvorada), Santa Clara (Vila Guarani) e Santa Isabel (Vila Cardim/Jardim Popular). Estilo popular, gostos simples e bem-humorado, Padre Flávio concedeu entrevista para A Comarca, citando as perspectivas da paróquia que conduz há pouco mais de um mês.

Por favor, se apresente.

Nasci em Tanhaçu, interior da Bahia, no dia 13 de maio de 1971. Sou o caçula de 22 irmãos, dos quais 15 são filhos de Cosme Caires Gomes e Aurelina Rosa Silva Gomes. Os outros sete são filhos do meu saudoso pai. Eu e minha irmã Joana Angélica, que é monja, seguimos a vida religiosa.

O que o senhor fazia em Tanhaçu?

Até os 16 anos de idade, ajudava aos meus pais no trabalho de vendas ambulantes de cocada, geladinhos, picolé, pirulito com calda de açúcar e outros produtos. 

Desde quando surgiu a vontade em ser padre? Como começou esta jornada?

Já carregava comigo a vocação em ser padre desde os meus 13 anos. Em 1987, aos meus 16 anos, fui com familiares para Bauru (SP) passear na casa da minha irmã Rosa. Na ocasião, minha mãe colocou para parentes o meu desejo de ser seminarista e como eles conheciam pessoas vinculadas ao Seminário Menor Rogacionista de Bauru, fizeram o contato com o Padre Fernando e eu aceito como aluno desta unidade de ensino religioso a partir de janeiro de 1988.

E a sequência?   

Cursei o Seminário Rogacionista até o final de 1990 e continuei no Seminário Propedêutico, também em Bauru, onde estudei em 1991. De 1992 a 1994, cursei Filosofia no Seminário Maior de Curitiba (PR). Em 1995 e 1996, cursei Teologia no Seminário Maior dos Padres Estigmatinos em Campinas (SP). Depois de um discernimento, resolvi deixar a vida religiosa e entrei na vida diocesana. Terminei os estudos de Teologia no final de 1999 no Seminário de Teologia da Diocese de São Carlos. Fui ordenado diácono em Ribeirão Bonito em dezembro de 2000, exercendo esta função por nove meses.  

Foi ordenado padre quando?

Fui ordenado padre no dia 7 de setembro de 2001, em São Carlos e iniciei essa missão na Paróquia de São João Batista, ficando lá de 2001 a 2003. Continuei nas Paróquias Nossa Senhoras Aparecida (Dois Córregos, 2003 a 2017); Santa Tereza D’Ávila (Ibitinga, 2017 a 2019) e por último, desde março de 2020, na Paróquia Santo Antonio (Itirapina), sendo que assumi a Paróquia de Nossa Senhora Aparecida de Matão no último dia 3 de julho.

Por que o senhor veio para Matão?

No final do último mês de maio, o bispo dom Luiz Carlos Dias me perguntou se eu poderia assumir uma paróquia em Matão, sem citar qual. Me coloquei à disposição da Diocese de São Carlos, assim como outrora fiz. Na Reunião de Atualização do Clero ocorrida no último dia 25 de maio, o próprio dom Luiz Carlos confirmou a minha vinda para a Paróquia Nossa Senhora Aparecida, a segunda maior paróquia que tenho sob responsabilidade, já que em Itirapina existe uma só paróquia e a conduzi. 

Qual é o direcionamento do vosso atual trabalho?

O trabalho pastoral nas missas e junto à comunidade, bem como nas reformas e construções físicas necessárias. 

O que priorizar na Paróquia Nossa Senhora Aparecida?

Alteramos o horário de missas na Comunidade de Santa Isabel: a da sexta-feira à noite passou para as 8h30 do domingo e a ‘Missa das Crianças’ continua lá no domingo, com alteração das 9h30 para às 10 horas. É bem provável que novas missas surjam às quartas-feiras às 19h30, na Igreja Matriz Nossa Senhora Aparecida, como por exemplo a ‘Missa das mães que oram para seus filhos’; ‘Missa das Bênçãos’ e ‘Missa das Almas’. Trabalharemos o ‘Grupo de Casais’ e o ‘Encontro de Jovens’; buscaremos ampliar a quantidade dos coroinhas e continuaremos a formação dos ministros da Eucaristia e dos Núcleos Pastorais. Contratamos um arquiteto gaúcho, Cristiano Fabris - especialista em construções, reformas e pinturas de igrejas - para definirmos as novas cores da nossa Igreja Matriz, a reforma do Altar e a viabilidade para a edificação de duas torres na entrada. Receberemos o arquiteto até o próximo dia 20. Ele fará o projeto, que será apresentado ao apreço comunitário na questão estética. Toda atividade que gera custos maiores ou mudanças são levadas ao conhecimento e para a aprovação - ou não - do nosso Conselho Administrativo Econômico Paroquial (Caep), bem como ao bispo dom Luiz Carlos.

Há recursos financeiros disponíveis para estas obras?

Contaremos com o apoio da comunidade para a realização destas obras, começando por duas festas: um ‘Jantar Dançante’ com a Banda Doce Veneno no próximo dia 3 de setembro no Salão Social e o ‘Festival do Torresmo e do Frango’, que acontecerá no mesmo espaço, no próximo período de 9, 10 e 11; 16, 17 e 18 de setembro. Devido ao Rodeio de Matão, a tradicional Quermesse de Nossa Senhora Aparecida será realizada nos dias 7, 8 e 9 e 14, 15 e 16 de outubro. No dia 23 de outubro teremos o ‘Leilão de Gado e de Prendas’, também no Salão Social.

O senhor tem preferência por algum santo?

Minha padroeira é Nossa Senhora Aparecida, mas tenho devoção à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que é a Santa Padroeira da minha cidade natal, Tanhaçu. 

Que saudade o senhor tem de Tanhaçu?

Da minha infância, dos meus amigos, da cidade, celebrações e festas religiosas, do futebol no ‘rapadão’, onde muitas vezes joguei de zagueiro, embora prefira o futsal. 

Do que o senhor gosta?

Gosto muito de jogar truco e de um bom churrasco com famílias amigas, de dançar forró. Gosto de uma ‘boa pratada’ de maionese com carne de porco, bem temperadas. Contudo, como bom baiano que sabe o que é vida difícil, aprendia a comer de tudo. Aceito convites e peço para variarem o cardápio (sorri). Por algumas vezes, montei um grupo de amigos e viajamos para diferentes lugares do Brasil e do exterior. No próximo período de 2 a 13 de outubro, irei com mais 36 pessoas para a Espanha e a França. 

O que é ser padre?

Sempre tive o desejo de, junto com o meu Ministério, servir a Deus e aos irmãos através da oração e da ação, sentindo o clamor dos necessitados. Recebi do padre Braulino Giliolli uma paróquia bastante animada e pretendo dinamizá-la ainda mais pelo meu carisma e minha vontade de realizar.

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