Hospital Carlos Fernando Malzoni celebra o Agosto Dourado
Setor de Fonoaudiologia recomenda fortalecer o apoio à amamentação
Do acervo · publicada originalmente em 6 de agosto de 2022
Fonte: Assessoria de Comunicação do Hospital, postado por Natali Galvão
Foto: Divulgação
Acervo · 2022Entre os dias 1º e 7 de agosto, em todos os anos é celebrada a Semana Mundial do Aleitamento Materno, uma campanha global coordenada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). A ação objetiva estabelecer metas para garantir o direito à mulher de amamentar de forma segura e encorajar a participação da sociedade, de profissionais da saúde e da educação a se envolverem nessa questão.
No Brasil, o movimento também marca o início da campanha Agosto Dourado, que almeja intensificar ações de apoio ao aleitamento materno. A cor dourada simboliza o incentivo à amamentação, visto que o leite materno é considerado o alimento mais completo, padrão-ouro, para bebês. De acordo com Letícia de Freitas Borges, coordenadora do Setor de Fonoaudiologia do Hospital ‘Carlos Fernando Malzoni’, “a amamentação exclusiva nos primeiros seis meses de vida, e continuada pelo menos até o segundo ano da criança, é essencial porque o leite materno é o único alimento com todos os anticorpos e nutrientes que protegem contra infecções comuns, além de prevenir o aparecimento de várias doenças na vida adulta. Além de nutrição, o aleitamento é essencial para estabelecer um vínculo duradouro entre mãe e filho”.
VERDADES E MITOS
Ainda existem muitas informações equivocadas quanto ao aleitamento materno. Por este motivo, apresentamos sete Verdades e Mitos sobre a amamentação.
- Faz bem para a saúde do bebê e da mãe.
Verdade. O leite materno contém todos os nutrientes que o bebê precisa consumir até o sexto mês de vida e ainda ajuda a desenvolver o sistema imunológico da criança. O ato de sugar adequadamente ainda influencia no desenvolvimento correto da arcada dentária e da musculatura da boca e da face. Já está comprovado que crianças que mamam regularmente até os seis meses falam, respiram e mastigam melhor que as demais, além de sofrerem menos com cólicas e seu intestino funcionar de forma mais regular. Pesquisas também mostram que amamentar faz muito bem para a saúde da mãe e diminui as chances de ela ter câncer de mama ou de ovário.
- O bebê deve mamar a cada duas ou três horas.
Mito. A frequência da amamentação deve ser determinada pela própria criança conforme a sua fome, porém é preciso ficar atento aos sinais que demonstrem sua vontade e acompanhar periodicamente o peso e desenvolvimento do bebê.
- Algumas mulheres produzem leite ‘mais fraco’ que outras.
Mito. Todo leite produzido tem a mesma qualidade e oferece a mesma nutrição, independentemente da condição da mulher. Muitas vezes, o que acontece é o bebê estar recebendo menos leite do que deveria, ou seja, a produção do leite pode estar baixa, mas isso deve ser resolvido com auxílio profissional.
- Alguns alimentos aumentam ou diminuem a produção de leite materno.
Mito. Não existe relação entre a ingestão de alimentos e o volume na produção de leite. O que aumenta a quantidade de leite é a sucção regular da criança, portanto, quanto mais ela mamar, mais leite a mãe vai produzir.
- Amamentar não deve causar dor.
Verdade. A sensibilidade da mama pode variar conforme a sensibilidade da lactente, mas a amamentação não deve ser um processo doloroso. Caso haja incômodo, dor ou fissuras/rachaduras nos seios, é importante buscar orientação profissional.
- O posicionamento da língua do bebê influencia na amamentação.
Verdade. Um dos motivos mais comuns de insucesso no aleitamento materno exclusivo é a fixação do frênulo lingual na cavidade oral do bebê, também conhecida como ‘língua presa’. Conforme a Lei Federal nº 13.002/2014, de 20 de junho de 2014, é obrigatório que todo recém-nascido seja avaliado por profissional da saúde capacitado para o Teste de Linguinha, a fim de detectar possíveis alterações que levem à falha na amamentação e, posteriormente, na fala, mastigação e respiração.
- Leite materno e fórmulas são iguais.
Mito. O leite materno é insubstituível. Apesar de as fórmulas terem evoluído, o leite materno é superior e protege o recém-nascido contra diversas doenças.
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