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Clima: Chuva rompe estiagem de 50 dias

Pluviômetros ficaram sem marcar nada entre os dias 17 de junho e 7 de agosto

Do acervo · publicada originalmente em 12 de agosto de 2022

Fonte: Da Redação, postado por Natali Galvão

Foto: Rogério Bordignon

Luciano Leite. "Entre os dias 1º e 31 de julho, o setor de Defesa Civil da Prefeitura de Matão atendeu a sete focos de incêndio em vegetações"Acervo · 2022
Luciano Leite. "Entre os dias 1º e 31 de julho, o setor de Defesa Civil da Prefeitura de Matão atendeu a sete focos de incêndio em vegetações"

Matão ficou sem chuva por 50 dias. Os pluviômetros da Casa da Agricultura ‘Paulino Rossi’ (Centro), Sindicato Rural Patronal (Nova Matão), Defesa Civil Municipal (Prefeitura - Centro), Noedir Bordignon (Bairro Alto) e da Fazenda Citrícola (propriedade da Terral Agricultura e Pecuária, localizada em Gavião Peixoto, divisa com Matão) nada anotaram no período de 17 de junho a 7 de agosto, sendo que pouca chuva caiu no domingo (7).

A quantidade pluviométrica da noite do último dia 7 foi suficiente para o registro dos aparelhos instalados na Prefeitura (Defesa Civil) e na Casa da Agricultura – que verificaram 2,5 milímetros cada um – e na Citrícola, que constatou 5 milímetros de chuva. Os equipamentos do Sindicato Rural e de Noedir Bordignon nada marcaram em relação ao domingo (7).

A soma destes três dias de chuva em agosto (7, 8 e 9) nos cinco pluviômetros é de 20 milímetros (Casa da Agricultura); 18,5 (Sindicato Rural); 21,5 (Defesa Civil); 23 (Noedir Bordignon) e 19 (Fazenda Citrícola). Ressalta-se que os cinco aparelhos passaram todo o último mês de julho sem registrar chuva (zero milímetro). Mas isso não é relevante, pois, desde 1914, o equipamento da Citrícola não coletou chuva nos meses de julho por 30 vezes, ou seja, em 30 anos.

Chove pouco em julho, mês que tem média histórica de 26 milímetros. O levantamento feito pelo pluviômetro da Citrícola verifica que em algumas situações não houve chuva por períodos de dois e três meses seguidos. Em 1944 ocorreu estiagem com duração de pelo menos quatro meses, de maio a agosto, sendo conferidos míseros 2 milímetros em setembro. O período seco – de abril a setembro – com menos quantidade de chuva é o de 1963, com apenas 64 milímetros somados nos seis meses.

INCÊNDIOS

“Entre os dias 1º e 31 de julho, o setor de Defesa Civil da Prefeitura de Matão atendeu a sete focos de incêndio em vegetações, bem como retirou dois enxames de abelhas em edificações”, disse Luciano Gonçalves Leite, gerente de Proteção e Defesa Civil – órgão que atende pelo telefone 199, de segunda a sexta-feira, das 7 às 22 horas. “Após este período, as ligações devem ser feitas ao telefone 153 da Guarda Civil Municipal (GCM)”, frisa Luciano. (Rogério Bordignon)

Umidade rara para o início de agosto

Após um mês de julho seco e quente, agosto começou apresentando mudanças climáticas no domingo (7). A leitura do pluviômetro da Prefeitura de Matão feita pelo gerente de Proteção e Defesa Civil, Luciano Leite, às 7 horas da segunda-feira (8), apontou 2,5 milímetros de chuva. Nas 48 horas seguintes choveu mais 19 milímetros.

“Foi um total de 21,5 milímetros em três dias”, conclui Luciano. “Essa chuva contínua ajuda a reduzir as queimadas porque o solo e a vegetação ficam úmidos”, acrescenta. “Também houve melhora da qualidade do ar e isso contribui para a redução de doenças respiratórias”, ressalta.

Como agosto costuma ser um mês seco, o volume total de chuva registrado nos últimos dias auxilia também a agricultura local. “Ajuda no preparo do solo para o próximo plantio de grãos”, diz Luiz Manhani, engenheiro agrônomo da Casa da Agricultura ‘Paulino Rossi’.

Ele afirma ainda que para a pecuária e produção de frutas – como citros, goiaba e manga – são necessárias chuvas mais constantes até a chegada do período chuvoso. Segundo a leitura do pluviômetro da Casa da Agricultura, nos últimos dias 8, 9 e 10 de agosto choveu 20,5 milímetros em Matão. (Natali Galvão)

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