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Cultura e Variedades

Comunidade do 4º Centenário realizou sua 30ª Festa Julina

Evento teve início com a saudosa Leonilda Amarante

Do acervo · publicada originalmente em 20 de julho de 2022

Fonte: Rogério Bordignon, postado por Natali Galvão

Foto: Divulgação

No Espaço do Projeto Coração. Solange, Amarante, Roseli, Ana Maria, Paulo Henrique e Edilaine, na Festa JulinaAcervo · 2022
No Espaço do Projeto Coração. Solange, Amarante, Roseli, Ana Maria, Paulo Henrique e Edilaine, na Festa Julina

Na noite do último dia 9 foi realizada, no espaço físico do Projeto Coração, a 30ª Festa Julina do Bairro 4º Centenário. Trata-se de uma festa comunitária, onde o mais importante é a presença das famílias da localidade e dos bairros circunvizinhos. “É uma festa que começou com a minha mãe, finada Dona Leonilda, que comemorava os santos juninos, em homenagem a São Pedro, no dia 29 de junho”, lembra José Amarante, líder comunitário.

“Era uma atividade estritamente religiosa, católica, onde tínhamos a Reza do Terço, o Levante do Mastro com as Bandeiras dos Santos e uma pequena queima de fogos. Após essa parte religiosa, minha mãe servia bolos de milho, roscas doces, chocolate quente, quentão, preparo de extrato de anis, guloseimas essas que ela havia passado o dia preparando”, conta.

A festa não foi realizada por dois anos seguidos, devido a pandemia de covid-19, mas o retorno foi além do esperado. “Atendemos a mais de 400 pessoas. Quanto aos alimentos juninos servidos, minha família dá continuidade à tradição da matriarca. Algumas das receitas são oriundas da Dona Leonilda, preparadas por minha esposa Roseli e por nossa amiga Solange Alexandre”, relata José Amarante.

Roseli e Solange são as responsáveis por preparar praticamente todos os alimentos distribuídos na festa, sendo que os organizadores também recebem bolos prontos trazidos pelas famílias que já se habituaram com a Festa Julina do 4º Centenário. Edilaine, filha de Amarante e Roseli, ajuda a estourar pipocas e na organização para a distribuição.

“Intensifiquei os pedidos durante 15 dias, solicitando doação de alimentos, e o retorno foi muito positivo. Pessoas também doaram sem que tivéssemos pedido, como fez o casal Cleber Ferreira Silva e Renata Bocaletti, que foi até a nossa casa oferecer ajuda. Esse casal nos doou todos os pães e salsichas usadas nos cachorros-quentes”, reporta Amarante.

“Quanto à religiosidade, nossa festa deixou de ser estritamente católica e se transformou numa atividade comunitária ecumênica, pois, desde a preparação, temos recebido ajuda e a participação de pessoas de várias denominações religiosas. Ao longo do tempo, criamos uma aliança que nos une, porque é muito forte e essencial a participação de todas as pessoas”, frisa.

“Agradeço a todas as pessoas que estiveram conosco nessa festa de integração familiar. Muito obrigado a todos os nossos amigos, irmãos e irmãs que nos ajudaram. Eu só tenho que agradecer a Deus por tantas bênçãos derramadas em nossas vidas. Muito obrigado!”, encerra Amarante, que também recebeu o casal Ana Maria Faustino do Nascimento e Paulo Henrique do Nascimento Júnior, entre outros.

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