Pular para o conteúdo
Matão-SP · quinta-feira, 8 de outubro de 202622°Sol19° / 29°Tempo agora em Matão: 22 graus, Sol. Ver a previsão da semana.Ano 102Fundado em 1925Edição 5.361
A Comarca
Edição 5.3612 de outubroLer
Últimas
Uniara tem inscrições abertas para processo seletivo
Publicidade
Publicidade
Cidade

Luiz Marques Bueno será nome de avenida

Homenagem foi prestada pelo vereador Davison Sensei

Do acervo · publicada originalmente em 13 de junho de 2022

Fonte: Rogério Bordignon, postado por Natali Galvão

Foto: Divulgação

Davison. "Fico muito feliz em prestar homenagem a um matonense que muito contribuiu para a Terra da Saudade"Acervo · 2022
Davison. "Fico muito feliz em prestar homenagem a um matonense que muito contribuiu para a Terra da Saudade"

Aprovado na Sessão Ordinária realizada pela Câmara Municipal na segunda-feira (6), o Projeto de Lei nº 85/2022, de autoria do vereador Davison José Tosadori (Davison Sensei, 2º secretário do Legislativo), denomina de Luiz Marques Bueno a avenida de número 3 do Loteamento Residencial Vila Verde, bem como eventuais prolongamentos desta via.

O vereador José Aparecido Ferreira dos Santos (Cido Motos) sugeriu que fosse acrescido o termo ‘vereador’ antes da denominação, já que o homenageado exerceu a função na 8ª Legislatura da Câmara Municipal (1º de fevereiro de 1977 a 31 de janeiro de 1983), sendo 2º secretário por dois anos (1980-1981).

“Fico muito feliz em prestar homenagem a um honrado matonense que muito contribuiu para a Terra da Saudade. Aliás, foi consenso entre vereadores de que esta homenagem tardou a acontecer. Porém, está feita, foi aprovada por unanimidade e o senhor Luiz Marques Bueno terá uma avenida para eternizar a lembrança de sua importantíssima missão em Matão”, resume Davison.

O HOMENAGEADO

No dia 27 de março de 1925, Luiz Marques Bueno nasceu nas Fazendas do Cambuhy, filho dos imigrantes espanhóis José Marques Navarro e Maria Bueno Pascual. Desde menino, Luiz soube traduzir a palavra ‘autodidata’ e aproveitar as oportunidades de aprendizado, sendo ‘de tudo um pouco’ na fazenda, dos serviços rurais a auxiliar de almoxarifado. E dali à chefia do Departamento Pessoal da Companhia Agrícola Fazendas Paulistas, que foi – na época – a maior propriedade rural do Brasil.

Passou à gerência do Posto de Gasolina Cambuhy e foi elevado ao cargo de topógrafo-auxiliar no Departamento de Agrimensura, sendo o calculista responsável por todo o trabalho de topografia no processo de venda da grande fazenda – Fazendas do Cambuhy – onde havia nascido. A tristeza pelo fim de uma era foi equilibrada, em parte, pelo reconhecimento do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) em lhe dar a licença de ‘Agrimensor’ e ‘Projetista Construtor’ por sua competência profissional.

Já atuando pela Prefeitura, participou do início de uma grande organização urbanística em Matão. Na gestão do saudoso ex-prefeito Armando Bambozzi, dirigiu a Secretaria de Obras, Viação e Serviços Urbanos e foi durante sua gestão nesta pasta que foram construídos o Matadouro e o Cemitério Municipal. É dele também a responsabilidade pela instalação da torre de transmissão de televisão.

Entre as décadas de 1950 e 1970, demarcou topograficamente as áreas industriais da Citrosuco e da Marchesan. Entusiasta da política, Luiz Marques foi eleito vereador e elaborou vários Projetos de Lei que colaboraram com o desenvolvimento de Matão. Devido ao seu desempenho na Câmara, foi convidado a ser vice-prefeito na chapa encabeçada por Raul Caparelli para concorrer ao Executivo municipal.

Exerceu papel ativo na Sociedade São Vicente de Paulo e ao lado de seus amigos de congregação, Mário Gandini, Arsênio Panegocci e outros, foi corresponsável pela mudança da entidade do Centro para a atual sede, na Vila Pereira. Colaborou com atividades beneficentes e obras sociais por mais de 40 anos dedicados à Congregação Vicentina.

Observador da realidade social, econômica e política local e nacional, Luiz Marques fez parte do grupo de colaboradores de jornais locais, relatando histórias de Matão. Por anos, foi colunista de A Comarca, Jornal do Comércio e O Boêmio. De sua máquina de escrever Olivetti também saíram dois livros: ‘Brasil 500 Anos’ e ‘Memórias da Fazenda - A história das Fazendas do Cambuhy’.

Ao lado de Rosa Pereira dos Santos Marques, Luiz Marques constituiu uma família de oito filhos: Roberto, Joaquim, Paulo, Maria Tereza, Rosa Maria, Sonia, Sandra e Patrícia, além de seis netos e três bisnetas. Faleceu em fevereiro de 2014, exatos 30 dias antes de completar 89 anos.

Publicidade
Publicidade

Comentários

Ninguém comentou ainda. O primeiro comentário pode ser o seu.

Leia também

Publicidade