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Octacílio David e Alexandrina Alves recebem homenagem

Fotos foram inseridas na galeria da praça 'Waldemar Primo Pinotti'

Do acervo · publicada originalmente em 17 de maio de 2022

Fonte: Assessoria de Imprensa da Prefeitura, postado por Natali Galvão

Foto: AIP

Homenagem póstuma. Fotos foram inseridas na galeria da praça 'Waldemar Primo Pinotti'Acervo · 2022
Homenagem póstuma. Fotos foram inseridas na galeria da praça 'Waldemar Primo Pinotti'

No sábado (14), aconteceu uma homenagem póstuma aos saudosos Octacílio David (Tacilião) e Alexandrina Alves, que tiveram suas fotografias inseridas na galeria da praça 'Waldemar Primo Pinotti', na Vila Santa Cruz, onde onde já constavam as fotos de Divino de Paula, Paulo Fortunato, Maria Aparecida (Didinha) Sbrissa e José Figueira, personalidades negras de Matão.

A galeria é caracterizada pela seguinte frase do fotógrafo Januário Garcia: "Existe uma história do povo negro sem o Brasil, mas não existe uma história do Brasil sem o povo negro". Além do griô João Bento (Cucão), organizador do evento, participaram da homenagem o prefeito Cido Ferrari, a presidente do Conselho Consultivo da União Afro Brasil (UAB), Alessandra de Cássia Laurindo, o vereador Paulo Bernardi e familiares dos homenageados.

Cido Ferrari parabenizou a todos pela luta e resistência e agradeceu o convite. "O movimento negro conta com nosso apoio porque entendemos a importância dessa união para a conquista de novas políticas públicas que venham atender as demandas, no sentido de trazer mais justiça econômica e social para todos, já que cada um de nós brasileiros pode se considerar negro, dada a nossa miscigenação", considerou o prefeito.

João Bento (Cucão) agradeceu a presença do prefeito e de todos, e explicou que esse evento é uma maneira de resgatar o fato histórico de que após a Lei da Abolição da Escravatura, assinada em 13 de maio de 1888, os negros brasileiros foram soltos nas ruas sem nenhuma política pública que  desse a eles condições de uma vida digna. “Até os dias de hoje sofremos com as desigualdades sociais. Já conquistamos alguns benefícios e direitos, mas ainda precisamos lutar por melhorias".

Para Alessandra Laurindo o racismo institucional deve ser combatido com o aumento de diálogos e criação de espaços de fala e reivindicação. "Estamos vivendo um período em que a luta teve que ser triplicada, pois há forças políticas que fizeram retroceder muitas das nossas conquistas", salientou.

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