Grupo Bambozzi apresenta o Programa 'Arte Sustentável'
Iniciativa está em curso e outras novidades surgirão
Do acervo · publicada originalmente em 28 de maio de 2022
Fonte: Rogério Bordignon, postado por Natali Galvão
· Leitura de 7 min
Foto: Rogério Bordignon
Acervo · 2022De 2002 ao início de 2005, Nadir Ramos de Almeida Hallgren dirigiu o setor de Marketing do Grupo Bambozzi, retornando em novembro de 2021 para atuar na empresa como head de Marketing e Vendas. Certa vez, ela entrou na produção para procurar peças de sucatas com o intuito de fazer brindes para clientes das quatro empresas que constituem o Grupo Bambozzi: Soldas, Geradores de Energia, Talhas/Moto Esmeril e Reforma de Máquinas Elétricas.
O auxiliar de expedição Leandro Aparecido Justiniano – colaborador da Bambozzi Soldas desde setembro de 1999 – observou a busca de Nadir e se aproximou dela. Começava a surgir naquele momento o Programa ‘Arte Sustentável Bambozzi’ (‘Arte com Sucata’). Na sequência, Leandro fez uma escultura e ganhou o nome artístico de Justin Leandro, alcunha atribuída por Heder Bambozzi (presidente executivo do Grupo Bambozzi).
Na entrevista a seguir, Leandro, Nadir, Heder e o diretor executivo do Grupo Bambozzi, Fábio da Silva, comentam sobre o Programa ‘Arte Sustentável’ e quanto a outras iniciativas que o Grupo Bambozzi pretende realizar no segundo semestre deste ano. No quadro abaixo consta a doação de dois aparelhos motos esmeris que a Bambozzi fez para a Etec ‘Sylvio de Mattos Carvalho’ (Etec-Matão) no último dia 18.
Você observou a Nadir buscando peças para brindar clientes do Grupo Bambozzi e se colocou à disposição para fazer uma arte em sucata que serviria como brinde. Foi isso?
Leandro – Praticamente isso. Eu construo artefatos em madeira como móveis e faço algumas peças artísticas em madeira para uso domiciliar e também para obter renda extra. Naquela ocasião, ajudei a Nadir na seleção de sucatas para a montagem de brindes e sugeri o que poderia ser feito, me colocando à disposição para contribuir.
Naquele encontro foi constatado o talento do Leandro e isso impulsionou o Programa ‘Arte Sustentável Bambozzi’.
Nadir – Sim. Percebi um talento que poderia ser aproveitado. O Leandro me inspirou a desenvolver o Programa ‘Arte Sustentável Bambozzi’. Lembro que o desenvolvimento sustentável é aquele que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem suas próprias necessidades. Uma empresa de 112 anos como a Bambozzi já traz no seu DNA os princípios do desenvolvimento sustentável; já deixa desde os seus primórdios algo para as futuras gerações, sem comprometer as necessidades delas.
As sucatas instigam a leitura de obras.
Nadir – A estética da sucata é única e estimula o olhar do ser humano criativo. Afirmo que o Grupo Bambozzi é terreno fértil para fazer brotar a criatividade dos seus colaboradores, tal qual aconteceu com o Leandro. No momento em que eu e o Leandro conversávamos sobre a seleção das sucatas, outros colaboradores se aproximaram e houve uma comunhão de desejos para outros artistas despontarem. O Leandro se adiantou ao grupo e construiu a primeira obra: um trator antigo.
Qual o destino dessa obra?
Nadir – Com a generosidade típica de muitos grandes artistas, o Leandro disponibilizou a obra para um grande cliente do Grupo Bambozzi, que é fabricante de equipamentos agrícolas. Este presente foi enviado para o Rio Grande do Sul com a promessa de que será emprestado para a exposição ‘Novos Talentos Bambozzi’, que despontará no mês de dezembro.
Leandro, sua obra se transformou num presente. Como você se sente?
Leandro – Me sinto prestigiado, pois, afinal, qualquer ser humano se sente valorizado ao ser olhado. Minha obra tem um entrelaçamento natural com meus colegas de trabalho, com os clientes do Grupo Bambozzi e com a minha família, pois familiares meus também dedicaram anos de sua vida ao Grupo Bambozzi.
Qual o objetivo do Programa ‘Arte Sustentável Bambozzi’?
Nadir – O objetivo é estimular a busca e atingir o desenvolvimento sustentável nas quatro empresas do Grupo Bambozzi. Para tanto, o ‘Arte Sustentável Bambozzi’ visa cultivar e promover princípios de sustentabilidade incentivando o desperdício zero e a criatividade dos colaboradores no uso de materiais sustentáveis e recicláveis, bem como, especificamente, fomentar ações de Environment, Social and Governance (ESG) – cuja tradução na Língua Portuguesa seria Ambiente, Sociedade e Governança (ASG) – dentro e fora do ambiente de trabalho e que promovam a conscientização da finitude dos recursos do planeta e da importância de reciclar e não desperdiçar materiais; a conscientização da sociedade para questões que exigem o seu comprometimento na preservação das gerações futuras; a conscientização de que o desenvolvimento empresarial e social depende do desenvolvimento do indivíduo e do coletivo; a conscientização da necessidade de integridade e transparência na administração do indivíduo, da empresa e da nação; a conscientização da força da cadeia de valor nos pactos setoriais para se atingir metas na busca do selo ‘Mais Integridade’.
Pode-se afirmar que dois passos já foram dados: dissipar o contexto do ‘Arte Sustentável Bambozzi’ para colaboradores da empresa e a feitura da primeira escultura. O que vem por aí?
Nadir – A terceira ação a ser desenvolvida contará com palestras e dinâmicas sobre a importância da criatividade como catalisador da consciência ambiental e social. Palestras sobre como um empreendimento modesto na área de produtos sustentáveis pode ser uma boa possibilidade de iniciar uma forma de renda extra sem comprometer o horário do trabalho convencional. Palestras sobre como a arte promove e cria riqueza no desenvolvimento pessoal quando o funcionário consegue diminuir os estresses advindos do trabalho rotineiro através da atividade criativa, de acordo com Drauzio Varella, em artigos sobre a Síndrome de Burnout que é a sensação de esgotamento físico e emocional que se reflete em atitudes negativas no trabalho e na vida pessoal. O colaborador melhora muito sua autoestima através do olhar de outras pessoas na ‘sua criação’, de acordo com nossa clara observação empírica. O colaborador desenvolve outros tipos de inteligências, como a musical, a lógico-matemática, linguística, visual-espacial, corporal-cinestésica, interpessoal e intrapessoal; de acordo com o livro de Howard Gardner, ‘Inteligências Múltiplas’, como bem explicado no livro ‘A Teoria na Prática’ (Editora Penso, 1995). Também a ser desenvolvida, a quarta ação criará e restaurará obras de arte em ferro expostas em Matão e fará a consequente entrega ao cidadão matonense. É provável que a primeira obra de arte em ferro a ser recuperada será a ‘Cascata nas Folhas’, que está no Parque Ecológico ‘Laert José Tarallo Mendes’. Pretendemos realizar a exposição ‘Arte em Sucata’ em parceria o Departamento Municipal de Cultura, no mês de agosto, comemorativa aos 124 anos de Matão.
O slogan do Grupo Bambozzi está sendo mudado.
Nadir – Sim. O slogan era ‘Tradição que reinventa’, mas estamos dando mais amplitude, mais perspectiva: ‘Tradição que reinventa... e vai além’, pois além da tradição e da reinvenção, o Grupo Bambozzi deseja ir mais longe.
Bambozzi doa dois motos esmeris para Etec-Matão
Entrega foi realizada no último dia 18
No último dia 18, o Grupo Bambozzi fez a entrega de dois motos esmeris para serem usados no Laboratório de Mecânica da Etec ‘Sylvio de Mattos Carvalho’ (Etec-Matão). Do tipo Eskilo de 0,5 CV, os aparelhos foram instalados e estão à disposição das aulas práticas, substituindo os motos esmeris que a unidade tinha, mas estavam danificados, além de não atenderem à norma regulamentadora que objetiva o manuseio de maneira segura.
“Esta generosa contribuição possibilitará que as atividades práticas dos cursos do Eixo Tecnológico de Controle e Processos Operacionais ofertados na Etec-Matão acontecerão de maneira efetiva e segura, contribuindo sobremaneira no processo de ensino-aprendizagem dos nossos alunos”, sintetiza Ana Claudia Câmara Pereira, diretora da unidade escolar. “Agradecemos muito ao Grupo Bambozzi por mais este ato de parceria”, completa.
“O Grupo Bambozzi atendeu a uma solicitação feita pela Etec-Matão, de aparelhos que serão usados por estudantes, pois o moto esmeril dá acabamento à solda, retirando os excessos. Nos sentimos felizes por poder contribuir com o aprendizado e a produção dos alunos da Etec-Matão”, resume Fábio da Silva, diretor executivo do Grupo Bambozzi.
“Soube que os nossos amigos do Grupo Bambozzi visualizaram máquinas fabricadas por nós em uso na Etec-Matão, como, por exemplo, uma máquina de solda TRR-2.600, produzida em meados da década de 1970. Nos causa alegria saber que continuamos contribuindo com a formação de profissionais ao mercado de trabalho”, cita Heder Luiz Bambozzi, presidente executivo do Grupo Bambozzi.
Representaram o Grupo Bambozzi na doação: Bruno Bambozzi Filho (presidente do Conselho), Nadir Hallgren (head de Marketing e Vendas), José Luiz Bocchi (gerente administrativo da Bambozzi Talhas e Moto Esmeril) e Maycon Pires (Vendas Mercado Interno da Bambozzi Talhas e Moto Esmeril). Além de Ana Claudia, receberam os aparelhos pela Etec-Matão, Patrícia Bozelli (diretora administrativa) e Leandro Travalhoni (responsável pelo Laboratório de Mecânica).
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