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Saúde

Hospital participa de ato pela sobrevivência das Santas Casas

Instituições de Araraquara e São Carlos também se uniram à campanha 'Chega de Silêncio'

Do acervo · publicada originalmente em 22 de abril de 2022

Fonte: Assessoria de Comunicação do Hospital, postado por Natali Galvão

Foto: AIH

Mobilização. João Marchesan, presidente do Hospital, discursou no ato de terça-feira (19)Acervo · 2022
Mobilização. João Marchesan, presidente do Hospital, discursou no ato de terça-feira (19)

Na terça-feira (19), o Hospital ‘Carlos Fernando Malzoni’ participou da campanha ‘Chega de Silêncio’ organizada pela Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicas (CMB) junto a 1.824 entidades em todo o Brasil, que realizaram várias manifestações. O objetivo dessa campanha é alertar a sociedade para a grave crise financeira da maior rede hospitalar do SUS e pedir ajuda para a sobrevivência desses hospitais filantrópicos.

De acordo com o presidente da CMB, Mirocles Veras, “em todas essas capitais e no interior dos estados, instituições filantrópicas promoveram atos para sensibilizar a população, gestores públicos e deputados federais. Foram abraços simbólicos, palestras, panfletagens, entrevistas e, na maior parte das vezes, foi possível reprogramar os agendamentos eletivos das 24h do dia de hoje (terça) para datas próximas, demonstrando a importância e volume do atendimento do setor para o SUS”.

Em Matão foi realizado um ato defronte à fachada antiga do Hospital, com a participação do prefeito Cido Ferrari, dos secretários Willian Di Gaetano Bassi (Administração) e José Orlando Marchesan Mingossi (Esportes), dos vereadores Ana Mondini (presidente da Câmara Municipal), Davison Tosadori e Paulo Bernardi (presidente da OAB-Matão e assessor jurídico do Hospital); de Diego Mingorance (representante do deputado federal Baleia Rossi); de diretores do Hospital de Matão, assim como de médicos, enfermeiros e colaboradores.

Discursaram Paulo Bernardi, Denise Minelli (superintendente do Hospital), Ana Mondini, Cido Ferrari e João Carlos Marchesan (diretor presidente do Hospital). Nenhum serviço da instituição foi comprometido por causa deste ato.

CRISE

A principal causa da crise e do endividamento das instituições é o subfinanciamento do SUS, cujos valores repassados para os procedimentos não cobrem os custos dos serviços prestados. Esse subfinanciamento provocou o fechamento de 315 hospitais nos últimos seis anos, o que impactou em uma redução de 7 mil leitos no atendimento da população no Brasil. Desde 1994, a tabela SUS teve reajuste de 93,77%, mas o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) no período aumentou 636,07%. Por esse motivo, a CMB criou essa campanha visando a conscientização da sociedade e do poder público.

PARCERIA REGIONAL

As três Santas Casas da região – Hospital ‘Carlos Fernando Malzoni’, Santa Casa de Araraquara e Santa Casa de São Carlos – decidiram realizar um ato simbólico ao invés de reagendar os atendimentos eletivos, que havia sido a proposta da CMB. Na tarde da terça-feira (19) foi programado um abraço coletivo no prédio de cada instituição para evitar qualquer comprometimento aos atendimentos.

EM MATÃO

O Hospital ‘Carlos Fernando Malzoni’ também enfrenta dificuldades financeiras devido ao subfinanciamento da tabela SUS. Por exemplo: o SUS paga R$ 37,95 por uma ultrassonografia, R$ 10,00 por uma consulta médica, R$ 4,11 por um hemograma completo, valores muito abaixo do que os hospitais gastam na realidade. A pandemia também impactou o Hospital com o aumento do uso de medicamentos e insumos hospitalares. Os preços de insumos e de medicamentos dispararam. Bloqueadores neuromusculares (Cisatracúrio 10mg) tiveram aumento de 348%; Midazolam 50mg (hipnótico) aumentou 868%, dentre outros.

O agravamento da crise do Hospital de Matão só não foi maior porque a sociedade, empresas e instituições se mobilizaram para ajudar. Outro fator relevante é a existência de um plano de saúde estável, o HSaúde, que consegue amenizar o grande rombo causado pelos atendimentos SUS. Para a superintendente Denise Minelli, “sem os nossos hospitais, a saúde da população da região ficará extremamente comprometida. Para que continuemos sendo o principal parceiro do SUS, precisamos da atualização urgente da tabela de remuneração”.

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