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Negócios

Agrofito celebra 45 anos de história

Aniversário da empresa será comemorado no dia 9, quando também será lançada biografia de Ademar de Toledo

Do acervo · publicada originalmente em 2 de abril de 2022

Fonte: Natali Galvão - free lancer, postado por Natali Galvão

· Leitura de 6 min

Foto: Rogério Bordignon

Ademar de Toledo. "O livro serve para motivar a todos que conviveram e convivem comigo; nele, revelo minha maneira de encarar as dificuldades que todo ser humano enfrenta"Acervo · 2022
Ademar de Toledo. "O livro serve para motivar a todos que conviveram e convivem comigo; nele, revelo minha maneira de encarar as dificuldades que todo ser humano enfrenta"

No último dia 21 de março, a Agrofito completou 45 anos em Matão. A empresa foi fundada em 1977 pelo engenheiro agrônomo Ademar Antonio de Toledo, pai de Francisco Ricardo de Toledo (Chicão), diretor-geral da empresa desde janeiro de 2017. O 45º aniversário será comemorado com um evento na Villa Dorana, no próximo dia 9 de abril, às 20 horas, quando também será lançado o livro ‘O importante é o que vem depois’, de autoria do jornalista Rogério Bordignon, que relata a jornada de Ademar, da infância até hoje.

O livro é uma biografia. Ao contar a história de sua vida, Ademar menciona episódios como o convívio com a família, as dificuldades enfrentadas e a dedicação aos estudos. “Minha história virou livro por incentivo de familiares e amigos que queriam saber mais sobre mim, mas quem decidiu e me convenceu a publicar foi meu filho Francisco. O livro serve para motivar a todos que conviveram e convivem comigo; nele, revelo minha maneira de encarar as dificuldades que todo ser humano enfrenta”, diz Ademar.

Francisco explica o motivo desta publicação. “Decidi honrar meu pai com esse livro porque ele tem uma história interessante e admirável. Sua superação, sua vontade de crescer, sua busca pelo conhecimento e sua humildade foram motivos para querer fazer esse livro, que serve não somente para homenagear a ele, a Agrofito, os fornecedores e os colaboradores, mas também para mostrar aos meus filhos e sobrinhos, que são os sucessores da família, que há muitas possibilidades neste mundo gigante. A maioria das pessoas se acostuma com o habitat de origem e se você não mostrar que é possível sair dali, elas ficam acomodadas. O que mais chamou minha atenção, e que aprendi com esse livro, é a maneira do meu pai ver a vida e se relacionar com as pessoas”, afirma.

O jornalista Rogério Bordignon começou a escrever o livro em agosto de 2021. Além do texto, a concepção do projeto gráfico, a foto da capa e parte das fotos internas são de autoria dele. A outra parte das fotos internas veio do acervo da família Toledo. A diagramação foi feita pelo jornalista Cássio Leonardo Carrara. “O livro tem 124 páginas, 28 centímetros de altura por 21 de largura e foi impresso pela Gráfica Viena. O título ‘O importante é o que vem depois’ é uma frase que o ‘Seo’ Ademar me disse. Isso exprime a essência dele de esperar, sabendo que tudo aquilo que estava acontecendo em determinado momento seria melhor para o que viria depois”, resume Rogério, que em 2010 fez o texto e a pesquisa do livro comemorativo aos 100 anos da Bambozzi e em 2019 lançou o livro ‘Abra as portas, Gargalo! - Histórias da Terra da Saudade’.

“O que mais admiro no ‘Seo’ Ademar é seu poder de pacificação, sua paciência e sua resiliência, sua capacidade de se nutrir nas leituras e dela tirar ideias e evoluções para a vida pessoal e profissional. Agradeço a ele, ao Chicão, à Bethânia e a todos os familiares por todo o aprendizado obtido. Minha missão é contar histórias e tive o prazer de registrar mais uma linda história”, acrescenta o autor.

Ademar também faz agradecimentos. “Agradeço a todos que participaram da produção desse livro. Agradeço também a minha família, aos meus ex-sócios, aos ex e atuais colaboradores da Agrofito, aos fornecedores da empresa e a Deus, que me deu esse dom de realizar e deixar como legado essa empresa que traz tantos benefícios e inspirações a outras pessoas”, ressalta Ademar.

ADEMAR E A AGROFITO

Em julho de 1973, quando chegou a Matão, Ademar encontrou uma única loja especializada em vendas para o setor agrícola: a Casa da Lavoura. Os principais engenheiros agrônomos atuantes no município eram Milcíades Bottura (que se aposentou em 1974), Eudes Benassi, Pedro Jürgen Rein, Hugo Prata, Luiz Manoel Martins de Freitas, Rui Fernando Pinotti, Roberto Chaine, Mário Gandini Filho (Marinho), Antonio José Artimonte e Mário Afonso Simões Corrêa.

Ademar foi um precursor da assistência técnica agrícola especializada em Matão. Atuou como representante comercial, exerceu função junto às fazendas do Grupo Fischer, fez muitas amizades, prestou muitos serviços, vendeu vários produtos e construiu um nome forte no segmento, a Agrofito, que também contou com a atuação do irmão Paulo e de outras pessoas, mas, desde janeiro de 2017, pertence à família de Ademar, tendo Francisco Ricardo de Toledo (Chicão) como diretor-geral.

“A cisão foi concluída em janeiro de 2017, quando Francisco assumiu o cargo de diretor-geral (CEO) na Agrofito Insumos Agrícolas Ltda, momento em que a empresa tinha oito unidades, incluindo a sede. Ficamos com a marca Agrofito, o prédio da sede, o Setor de Irrigação – que foi implantado em 2005 e gerido por Ricardo diretamente por dois anos – e as filiais paulistas de Taiúva, Potirendaba, Garça, Tupã e Dumont, mais Gurupi (Tocantins) e Uruaçu (Goiás), totalizando sete filiais. Posteriormente, com o término do contrato de não-concorrência com a empresa de meu irmão, voltamos a poder comercializar produtos em Matão e municípios próximos, recriando o Setor de Vendas na sede da empresa. E também reabrimos a filial de Ibitinga no final de 2020”, diz Ademar.

O fundador da empresa ainda expõe, “de forma geral, resumo assim o mercado de atuação da Agrofito: nos seus primeiros 25 anos, a empresa tinha algo em torno de 80% do seu faturamento oriundo da citricultura; depois, começamos a buscar novas fronteiras em culturas e, desde 2015, a citricultura corresponde a 15% do nosso faturamento. O amendoim teve o seu crescimento, chegando a 30%, e a soja atinge 44% do faturamento da Agrofito atualmente. Saliento que meu filho Francisco e sua esposa Bethânia – com sabedoria e dedicação – souberam administrar e buscar alternativas aos desafios encontrados. O empenho do Francisco e todo o trabalho que ele fez – assumindo a direção-geral da Agrofito em 2017 – foi basilar para eu afirmar que, de um tempo para cá, temos uma empresa voltada a resultados, enxuta, triplicando o faturamento anual cinco anos após a cisão, ocorrida em janeiro de 2017 depois dos trâmites legais e burocráticos. A Agrofito honra seus compromissos em dia, tem credibilidade perante seus fornecedores e clientes. Contamos com uma equipe de colaboradores dedicados e comprometidos com a missão, a visão e os valores da empresa”, acrescenta.

Francisco comenta sobre a experiência como diretor-geral nestes cinco anos. “Ser CEO da Agrofito é ter que tomar decisões em prol da empresa e das pessoas ligadas a ela; é criar uma estrutura de relacionamento, de governança, de profissionalização; é ter que mostrar o propósito e a estratégia da empresa e saber conciliar isso com o propósito de cada colaborador, de cada fornecedor e, principalmente, de cada cliente. Minha função na Agrofito é dar o norte, no sentido de mostrar o caminho, engajando e motivando cada colaborador para que as coisas aconteçam de forma simples, transparente, com um clima organizacional de confiança e descontraído, promovendo um bom relacionamento entre todos os envolvidos no nosso negócio, para fazer com que a empresa cresça de forma saudável, sustentável e ótima para se trabalhar”, revela.

Além de Francisco – casado com Bethânia, pais de João Ricardo, Victor e Adora –, o casamento de Ademar com Marilene Terezinha Barros de Toledo gerou os filhos Bianca Cristina de Toledo (mãe de Hugo e Anita, filhos de Caio Bambozzi Marchesan) e Daniela de Toledo Lopes (casada com Rafael Dario Del Bianco Lopes, pais de Eliza e Alice). Ademar nasceu em Tabapuã, no dia 6 de junho de 1945. Ele é o sexto dos dez filhos do saudoso casal Francisco Alves de Toledo e Jordelina Alves de Toledo. Seus irmãos são José, Maria, Francisca (Chica), Élio Aparecido, Antonio, Elza Aparecida, João Luiz, Geraldo Francisco e Paulo Roberto, dos quais estão vivos Elza e João.

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