Polícia investiga caso da granada encontrada em caixa de força
Agentes do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) removeram o artefato de um conjunto habitacional no Jardim Paraíso
Do acervo · publicada originalmente em 4 de março de 2022
Fonte: Maury Júnior, postado por Natali Galvão
Foto: Maury Júnior
Acervo · 2022Eram cerca de 8h20 da manhã da segunda-feira (28) quando a Central de Emergência da Polícia Militar foi acionada e o comandante da equipe de patrulhamento, sargento Jorge Luiz, foi informado de que uma granada havia sido localizada por trabalhadores terceirizados que faziam a troca de fiação numa caixa de força, em um conjunto habitacional situado na Rua José Teódulo Rodrigues (Jardim Paraíso). Seguindo o protocolo da corporação, ele comunicou o tenente Magalhães, no 13º Batalhão, que orientou a retirada dos moradores e o isolamento da área.
Os oficiais acionaram o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), que saiu da capital paulista em direção a Matão. Eram cerca de 13 horas quando a viatura chegou com três agentes. Usando roupa especial, um dos integrantes do Gate colocou o artefato explosivo dentro de uma caixa blindada, que foi levada logo em seguida até um pasto nas proximidades.
O sargento Clóvis comandou o procedimento de destruição do artefato, que muita gente duvidava que explodiria, por ser muito antigo – segundo a autoridade, era utilizado na Revolução Constitucionalista de 1932. O sargento e sua equipe, com calma, orientaram as mais de 30 famílias moradoras do Bloco 3-B sobre o perigo e pediu a compreensão de todos para que se afastassem do local.
Por conta do protocolo de segurança e prevenção, os profissionais somente iniciaram o procedimento após a chegada do Samu e do Corpo de Bombeiros. Também estavam presentes os peritos da Polícia Científica. Após tudo ser checado, o procedimento de preparação para a explosão o artefato teve início. Um fio saía da granada e era ligado a um detonador, a uma distância de 100 metros.
Após a contagem regressiva, o detonador foi acionado e o artefato explodiu, causando enorme barulho. Segundo o sargento Clovis, caso a granada tivesse explodido dentro da caixa de força, as consequências poderiam ter sido trágicas. Os fragmentos do artefato foram recolhidos para passarem por análise dos técnicos do Instituto de Criminalística. O sargento Jorge Luiz considerou que a operação obteve pleno êxito, com a retirada de um artefato explosivo sem que ninguém ficasse ferido.
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