Matonense precisa voltar a vencer
Com quatro empates em seis jogos, equipe pega o 'lanterna' Desportivo Brasil, em Porto Feliz, neste sábado (19)
Do acervo · publicada originalmente em 18 de fevereiro de 2022
Fonte: Rogério Bordignon, postado por Natali Galvão
· Leitura de 4 min
Foto: Rogério Bordignon
Acervo · 2022Cléber Gaúcho é o técnico da Matonense desde a segunda-feira (14). Iniciou seu trabalho observando e fazendo anotações de um coletivo realizado no Estádio ‘Dr. Hudson Buck Ferreira’, em espaço reduzido, para atletas que não participaram ou não começaram a partida no empate por 0x0 com o Rio Preto, em casa. Quem iniciou o jogo fez trabalho regenerativo com o preparador físico André de Oliveira.
O treinador tem a companhia do auxiliar técnico Alexandre Torrezan e do analista de desempenho Paulo Fernando Pinto. O trio substitui o técnico Marcos Antonio Campangnollo e seu auxiliar Thiago Ferri, sendo que Campangnollo já atua no Grêmio Prudente (Série B). Cléber foi atleta e atuou pela Matonense jogando como meia na Série A-1 do Paulista de 1998.
Dentre seus principais feitos como treinador, ele conquistou o Campeonato Goiano em 2021 com o Grêmio Anápolis e a Série A-3 do Paulista com o Velo Clube em 2020. Seu último time foi o Pouso Alegre, de Minas Gerais. Cléber, Alexandre e Paulo estrearam na Matonense no empate por 1x1 diante do Sertãozinho, no Estádio Municipal ‘Frederico Dalmaso’, na noite da quarta-feira (16).
EMPATE POR 1X1
Uma bola na baliza da Matonense deu a impressão de que o Sertãozinho dominaria a partida e viria para cima. No entanto, a equipe de Matão praticamente neutralizou as ações do adversário e equilibrou o jogo, que continuou com mais posse de bola para os donos da casa. Nas duas etapas, ambas as equipes disputaram bastante a partida. A Matonense abriu o placar aos 18 minutos de jogo.
João Gabriel dominou a bola pela ponta esquerda. Kaio passou por ele em direção a linha de fundo, chamando a marcação. Com espaço, o artilheiro da Matonense cruzou a bola e Vitor Sapo mandou de cabeça para a rede, já dentro da pequena área. Porém, aos 36 minutos, o zagueiro Hitalo cabeceou a bola depois de cobrança de escanteio e empatou.
Paulinho veio para o segundo tempo no lugar de Daniel. Jogou mais aberto, pela esquerda. Como resultado do posicionamento, recebeu poucas bolas, praticamente não criou chances de gol para a Matonense e não finalizou. Ele rendeu bem na Bezinha avançando com a bola dominada, da intermediária para a grande área adversária, mais pelo meio-de-campo. Tentativa seria aproximá-lo de João Gabriel.
No time atual, além de ter feito quatro gols, João Gabriel tem sido imprescindível. A articulação, os melhores passes, enfim, a criação da Matonense sai dos pés dele. Como destaque, também há os avanços do lateral Kaio e a velocidade de Otávio. No mais, temos um time raçudo e sedento por vitória, mas sem coesão tática, sem boa transição entre defesa, meio e ataque.
Não temos um time com marcação forte, a exemplo do que disputou a Bezinha em 2021. Com seis dos 15 jogos da A-3 já realizados, continuamos com a pior defesa da competição (dez gols sofridos) e um dos melhores ataques ao lado do São José, Suzano e São Bernardo, times que também marcaram oito gols, sendo os quatro superados por Capivariano (nove) e Comercial (11).
Com a campanha apresentada, o time ainda não despertou o interesse da torcida. Nas três partidas disputadas em casa, as rendas e os públicos foram: R$ 5.630,00 (349 pagantes) contra o São Bernardo; R$ 5.830,00 (393 pagantes) diante do Suzano; e R$ 6.360,00 (447 pagantes) frente ao Rio Preto. Na próxima quarta-feira (23), às 15 horas, a equipe receberá o Olímpia no Estádio ‘Dr. Hudson Buck Ferreira’.
Jogaram contra o Sertãozinho: Filipe; Alisson, Guizão, Jadson e Kaio; Abuda, Marquinhos e João Gabriel; Otávio (João Felipe), Vitor Sapo (Isaac) e Daniel (Paulinho). Vitor Sapo tomou o terceiro cartão amarelo e não joga neste sábado (19) contra o Desportivo Brasil, às 15 horas, no Estádio Municipal ‘Ernesto Rocco’ (em Porto Feliz), onde a Matonense obteve sua única vitória no campeonato frente ao Capivariano por 2x3, revertendo placar de 2x0.
EMPATE POR 0X0
Na partida contra o Rio Preto, disputada na manhã do domingo (13), a Matonense teve mais posse de bola, criou quatro chances de gol no primeiro tempo, construiu mais do que o adversário com bolas que foram lançadas de perto da linha lateral de ataque para a área. O time praticamente não criou oportunidades com jogadas pelo meio. O goleiro Filipe fez duas boas defesas na primeira etapa.
No segundo tempo, a Matonense quase não fez a transição de bola da defesa para o meio e depois para o ataque, usando mais ligações diretas lá de trás para a frente. O Rio Preto equilibrou mais o jogo e levou perigo para o gol de Filipe, que fez outras duas boas defesas, assim como o goleiro adversário, Lúcio, em chutes de João Gabriel e David.
Enfrentaram o Rio Preto: Filipe; Alisson, Guizão, Jadson e Kaio (Bruno); Abuda, Marquinhos (João Ferreira) e João Gabriel; Otávio (Isaac), Vitor Sapo (Cleiton) e Daniel (David). Tomaram cartões amarelos: Guizão, João Ferreira e Vitor Sapo. Até o momento, ninguém da Matonense foi expulso. Além do ex-treinador Campangnollo, receberam amarelos: Vitor Sapo (3), Negretti (2), Marquinhos (2), Abuda (2), Guizão (2), Kaio (2), João Ferreira, Willian, Otávio e Gustavo, totalizando 18 cartões.
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