Israel Pigossi assume a 4ª Companhia da PM
Trabalho interino do 1º tenente começou no último dia 7
Do acervo · publicada originalmente em 18 de fevereiro de 2022
Fonte: Rogério Bordignon, postado por Natali Galvão
· Leitura de 5 min
Foto: Rogério Bordignon
Acervo · 2022Israel de Oliveira Pigossi – 1º tenente da Polícia Militar (PM) – assumiu o comando interino da 4ª Companhia da PM no último dia 7, substituindo ao capitão Rodrigo Adriano Lopes, que se prepara para pleitear a função de major PM. Nascido em Matão, no dia 17 de maio de 1990, Pigossi é filho de Izac Elias Pigossi e Vânia Cristina de Oliveira Pigossi. Ele foi entrevistado por A Comarca.
O município passa por um momento de muitos furtos e roubos. Quais são as atuais prioridades da PM?
A prioridade da PM sempre foi a defesa da vida, da integridade física e da dignidade humana, estando sempre ao lado dos cidadãos de bem, proporcionando a maior sensação de segurança possível. Ao longo dos últimos anos, Matão vem diminuindo a criminalidade de maneira gradual, apresentando alguns dos índices mais baixos do Estado. A taxa de homicídios no município, por exemplo, beira apenas seis mortes a cada 100 mil habitantes, sendo que a taxa estadual beira sete mortes e a brasileira, 21 homicídios a cada 100 mil habitantes. O ano de 2020 foi histórico em Matão, pois não tivemos um homicídio sequer. Quanto aos outros delitos, como furtos e roubos, seguem a mesma forma dos crimes contra a vida, em franco declínio, sendo reduzidos cada vez mais. Uma atuação específica – de grande importância para o nosso trabalho – é a aproximação da PM com a população através de ferramentas como o projeto Vizinhança Solidária, o Conseg, entre outros mecanismos. Essa interação da PM com a sociedade é de extrema necessidade para que tenhamos conhecimento dos problemas e das dificuldades enfrentadas pela população, já que a segurança pública é um dever do Estado, mas é responsabilidade de todos.
A PM de Matão realiza alguma operação específica no momento? Há parceria com a Guarda Municipal?
O efetivo da 4ª Companhia da PM sempre realiza variadas ações para inibir os delitos e proporcionar a sensação de segurança aos cidadãos. Entre as operações estão: ‘Direção Segura’; ‘Operação Hércules’, que visa abordagens de possíveis infratores da lei que se utilizam de motos para os delitos; ‘Operação Pontual’, que visa manter a ordem em locais conhecidos onde ocorrem excesso de uso de bebidas e som alto, dentre outras operações. A Guarda Municipal é uma aliada, que integra e complementa o Sistema de Segurança Pública do município, nos ajudando a realizar o melhor serviço à população matonense.
Qual a trajetória do senhor junto à PM?
Minha trajetória na Polícia Militar se iniciou em 2008, quando – através da prova da Fuvest – fui aprovado na Academia do Barro Branco (São Paulo, Capital). Na época, eu tinha 17 anos. Em 2011, me formei na Escola de Comandantes, ‘apelido’ pelo qual é conhecida a Academia do Barro Branco. Aos 21 anos fui designado a trabalhar no 50º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano, localizado na Zona Sul Paulistana, onde permaneci na função de Comando Força Patrulha, sendo responsável por comandar o Policiamento Ostensivo. Este trabalho, exercido até 2014, me deu um grande aprendizado como policial militar.
E depois de 2014?
Fui convidado a trabalhar no 4º Batalhão de Policiamento Rodoviário (BPRV), com sede em Jundiaí, mas abrangendo uma imensa malha viária desde São Paulo. Nessa função, o principal foco foi gerenciar as Rodovias Bandeirantes e Anhanguera, indo até a divisa entre os Estados de São Paulo e Minas Gerais, nas proximidades de Águas da Prata. Pelo 4º BPRV, exerci novamente a função de comando da Força Patrulha e posteriormente tive o prazer de comandar o Pelotão Tático Ostensivo Rodoviário, que tem a importante missão de combater os crimes de roubos de carga na área daquele batalhão, sendo que nesse período participei de várias ocorrências graves, tendo outro grande aprendizado. Permaneci no policiamento rodoviário até 2016, quando fui transferido para o 13º Batalhão de Policia Militar do Interior (BPM/I), sediado em Araraquara, onde sirvo até o momento. No 13º BPM/I, especificamente pela sede do batalhão, desempenhei as funções de comando da Força Patrulha e de comandante do Pelotão de Força Tática, não só realizando o patrulhamento em Araraquara, mas também na grande maioria dos municípios abrangidos pelo 13º BPM/I, inclusive Matão.
Possui especializações?
Fiz o curso de Controle de Distúrbios Civis, realizado no 3º Batalhão de Policiamento de Choque, o qual me tornou técnico em situações de desordem pública, manifestações com quebra da ordem, reintegrações de posse, dentre outras atuações realizadas pela PM em casos extremos de desordem. Também tenho no currículo o curso de Policiamento em Eventos, que fiz junto ao 2º Batalhão de Policiamento de Choque, o qual me habilita a comandar eventos, sejam esportivos ou recreativos. Tenho outros treinamentos e habilitações pela PM.
Por que o senhor veio para a 4ª Companhia da PM?
Sempre tive o desejo de trabalhar no município onde nasci e fui criado. Estou determinado em fazer o melhor trabalho possível e auxiliar a população matonense, fazendo da nossa cidade um lugar melhor. Comecei a trabalhar efetivamente na 4ª Companhia PM no último dia 7, a princípio no comando interino da companhia, já que o atual comandante, capitão PM Lopes, devido ao excelente trabalho feito em todos esses anos e a todo o seu esforço, se habilitou para a realização do curso de aperfeiçoamento de oficiais, necessário para sua promoção aos postos mais altos da PM.
Seu pai, Izac, se aposentou na PM. Foi ele quem o inspirou a ser policial militar?
Sim, meu pai – hoje no posto de capitão da Reserva da PM – atuou por muitos anos em Matão. Começou a trabalhar na PM em 1986 como soldado e passou para a Reserva em 2016. Cursou as Escolas de Soldado, a extinta Escola de Cabo, o Curso de Formação de Sargentos e posteriormente a Academia do Barro Branco. Meu pai foi e é uma grande inspiração para eu ingressar e prosseguir na carreira militar, pois ele sempre foi uma pessoa muito disposta ao serviço policial, atuando da melhor maneira possível, sendo minha referência como pessoa e profissional. Também não posso deixar de incluir minha mãe, Vânia, que também muito me ajudou e ainda me ajuda nessa jornada.
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