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Cultura e Variedades

DINHEIRO & VOCÊ: Um é pouco, dois é bom, muitos é melhor

POR MAZINHA CICOGNA

Do acervo · publicada originalmente em 1 de fevereiro de 2022

Fonte: Mazinha Cicogna, postado por Natali Galvão

Foto: Acervo A Comarca

DINHEIRO & VOCÊ: Um é pouco, dois é bom, muitos é melhorAcervo · 2022
DINHEIRO & VOCÊ: Um é pouco, dois é bom, muitos é melhor

Está na hora de seguirmos nossas conversas sobre investimentos, mais especificamente os Fundos de Investimento. Um fundo de investimento é um grupo de investidores que confia a escolha dos investimentos a uma outra pessoa, chamado(a) gestor(a). São formas de investimento indicadas para pessoas que querem investir em algo diferenciado, mas conhecem pouco de mercado financeiro.

A ideia é de que o fundo de investimentos tem maior chance de resultar em retornos financeiros maiores do que se os investimentos fossem feitos de forma individual, por dois motivos: (1) maior volume de dinheiro dá acesso a oportunidades de investimento que baixos volumes não conseguem investir; e (2) espera-se que o(a) gestor(a) tenha conhecimentos avançados sobre mercados financeiros e, por isso, faça as melhores escolhas entre as oportunidades disponíveis.

Existem fundos de investimento de diversos tipos, classificados de acordo com o foco do ativo no qual investe os recursos e a forma de atuação do gestor. Os fundos de investimento mais comuns são: (a) fundos de investimento em ações (FIA); (b) fundos de investimento em renda fixa (FIRF); e (c) fundos de investimento multimercado (FIM), sendo que nestes últimos o gestor pode escolher investimentos em diferentes mercados, como mercado de ações, renda fixa, câmbio, dentre outros.

A classificação final do fundo é definida pela ANBIMA e pode ser consultada no site da entidade. É importante que o investidor entenda exatamente qual é o principal investimento do fundo e se o gestor emprega uma estratégia passiva (fundo passivo), quando o gestor escolhe ativos que garantam ao investidor retornos próximos a indicadores de mercado (como o Ibovespa, a taxa de juros Selic ou o IPCA, dentre outros), ou estratégia ativa (fundo ativo), na qual o gestor tenta obter retornos maiores do que os indicadores de mercado.

Note que sempre estou falando do retorno esperado, jamais do retorno garantido. Isso porque não há garantia de de retorno ao investidor. O risco envolvido no retorno esperado depende do tipo de fundo e da estratégia do gestor na escolha dos investimentos.

Todos os fundos de investimento cobram taxa de administração, que é um percentual do valor investido no fundo e gira em torno de 1%. Fundos de investimento com gestores muito bons podem cobrar taxas mais elevadas, mas raramente aceite pagar taxa de administração acima de 2%. Se o fundo tiver estratégia passiva, não aceite pagar taxa de administração acima de 1%.

Alguns fundos de investimento cobram também taxa de performance, que é uma taxa de sucesso do fundo: se o fundo ultrapassar o índice de mercado utilizado para comparação, você paga a taxa de performance, que gira em torno de 20%. Note que essa taxa não tem sentido para fundos passivos.

O mercado de fundos de investimentos é enorme e tem crescido com a queda das taxas de juros. Entretanto, cabe a ressalva: entenda bem o tipo de fundo que você escolher. Em geral, há mais fundos ruins do que bons.

Na próxima semana, falaremos de tipos de investimentos que não são bons. Até lá!

Em caso de sugestões e/ou comentários sobre a coluna, envie e-mail para: dinheiroevoce@comarcanet.com.br. Muito obrigada!

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