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Polícia

Com medo de assaltos, lojas trabalham com portas fechadas

Consumidores entram nos estabelecimentos comerciais somente após se identificarem

Do acervo · publicada originalmente em 4 de fevereiro de 2022

Fonte: Maury Júnior, postado por Natali Galvão

Foto: Acervo A Comarca

Medo. Temendo roubos, lojistas trabalham com portas fechadas e abrem após consumidores se identificaremAcervo · 2022
Medo. Temendo roubos, lojistas trabalham com portas fechadas e abrem após consumidores se identificarem

Temendo o alto índice de roubos e furtos jamais visto em Matão, comerciantes adotaram uma medida de prevenção: determinaram que os funcionários fechem as portas, principalmente na hora do almoço.

"É triste trabalhar com essa situação. A impressão é que eu sou a culpada de tudo isso e tenho que ficar presa, enquanto os autores estão em liberdade, apavorando a cidade", disse uma comerciária.

A funcionária aplaude a decisão do patrão, pois sua vida está em jogo. "No almoço fico sozinha e rezando para não ser roubada ou coisa pior", completa.

Em dez estabelecimentos visitados depois das 11h desta sexta-feira (4), pelo menos sete estavam trabalhando dessa forma, ou seja, com portas fechadas, só abrindo após a identificação dos consumidores.

Segundo um comerciante, é difícil trabalhar com essa situação, sem contar que no trajeto para casa também há riscos. "Os criminosos são liberados no Natal, Ano Novo, Dia dos Pais, das Mães e nós temos que ficar presos em casa. Muitos são identificados e até flagrados após os delitos, mas são liberados depois. Assim é difícil!”, acrescentou.

Dias atrás, um criminoso foi detido em flagrante pela 31ª vez, foi liberado na Delegacia, seguindo a lei, e pouco depois tentou furtar uma loja no Centro, porém continua em liberdade.     

Muitos comerciantes estão tentando contratar policiais e guardas municipais aposentados para realizar a segurança em um determinado espaço, com os mesmos rateando os custos.

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