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Monsenhor Luiz Carlos Gonçalves morre aos 79 anos

Natural da cidade de Dobrada, ele se encontrava internado na UTI do Hospital São Paulo desde o dia 3 de janeiro

Do acervo · publicada originalmente em 27 de janeiro de 2022

Fonte: Assessoria de Comunicação, postado por Natali Galvão

Foto: Acervo A Comarca

Luiz Carlos Gonçalves. Monsenhor faleceu no dia 25 de janeiroAcervo · 2022
Luiz Carlos Gonçalves. Monsenhor faleceu no dia 25 de janeiro

No último dia 25 de janeiro, faleceu na cidade de Araraquara o Monsenhor Luiz Carlos Gonçalves. Natural da cidade de Dobrada, ele se encontrava internado na UTI do Hospital São Paulo desde o dia 3 de janeiro, com problemas cardíacos decorrentes de infarto. Luiz Carlos Gonçalves completou no dia 15 de dezembro cinquenta e três anos de vida sacerdotal. Seu ministério exercido sempre junto à Diocese de São Carlos nunca o fez esquecer sua raiz dobradense, nem tão pouco seu apreço e apego à família, a qual esteve junto até seu último dia.

Seu velório ocorreu em dois momentos: o primeiro no Santuário de Santo Antonio de Pádua, na Vila Xavier em Araraquara, das 10:30 até às 13:00. Na sequência aconteceu a celebração de missa de corpo presente presidida por Dom Francisco Carlos da Silva (bispo diocesano de Lins-SP) e por expressivo número de presbíteros da Diocese de São Carlos; o segundo momento  aconteceu a partir da transladação  de seu corpo para a Igreja Matriz de São Francisco de Paula, em Dobrada, onde ocorreu seu velório junto à comunidade local e em seguida  foi celebrada a Missa de Exéquias presidida por Dom Eduardo Malaspina , Bispo Auxiliar de São Carlos, e concelebrada por padres da Diocese de São Carlos e Jaboticabal. 

O padre Vinicius Ivan Lino Felippe, Administrador Paroquial da Paróquia de São Francisco de Paula, e o Diácono Lauro Pedro Gorgatti de Barros, Diácono da Paróquia de São Francisco de Paula, representaram a Diocese de Jaboticabal. Em sua homília, Dom Eduardo lembrou a trajetória de vida do Padre Luiz e como sua maneira simples de viver aliada a sua capacidade de ouvir e acolher o tornou referência junto à Diocese de São Carlos, fato esse, que se refletiu nos inúmeros serviços que ele prestou e nas funções que desempenhou no governo da igreja, atuando como Vigário, Pároco, Chanceler da Cúria Diocesana, Vigário Geral da Diocese, Representante dos Presbíteros junto à Regional da CNBB, dentre outros.

Passando os anos e sendo designado Cônego e posteriormente Monsenhor, Padre Luiz nunca se apegou aos títulos, lembrou Dom Eduardo. Ele dizia que ao padre cabia a função de trabalhar pela igreja, pela comunidade e trabalhar na sociedade como ele mesmo o fez durante mais de trinta anos em que atuou como Professor de Filosofia na Rede Pública Paulista.

Em nome dos padres da Diocese de São Carlos, Padre Osvaldo Gonçalves Pereira recordou a amizade que nasceu do tempo em que Padre Luiz o acolheu como seminarista. Lembrou também do sonho que ele acalentou e não viu se concretizar em vida, que seria o da construção de uma casa para acolher os padres idosos, uma preocupação e uma missão que ele silenciosamente procurou cumprir junto à Diocese de São Carlos, por meio de uma pequena casa próxima à Paróquia de Santo Antonio em que acolheu alguns padres idosos da Diocese.

Em nome da família, o amigo Paulo Cesar Cedran também deixou uma mensagem de agradecimento rememorando os cinquenta anos de sua ordenação sacerdotal, celebrada nessa mesma igreja em que fora ordenado e que hoje se reúne sua volta ao Pai. Por volta das 17:00, o féretro com o corpo do Padre Luiz seguiu para o cemitério da cidade de Dobrada, onde foi enterrado no túmulo da família.

Acompanhado por salva de palmas na saída da igreja, por cantos e orações conduzidos por Dom Eduardo e pelos padres concelebrantes da Diocese de São Carlos, os araraquarenses e dobradenses despediram-se  do Padre Luiz.

O Prefeito de Dobrada, Antonio Carlos de Mattos Santos, decretou luto oficial de três dias e em nota lamentou a morte do sacerdote, afirmando a importância desse filho de Dobrada para a vida da igreja, que por mais de cinquenta anos sempre levou com orgulho o nome da cidade pelos lugares por onde passou.

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