Made in Brazil fará show na Sorema
Oitava edição do evento rock'n'roll do clube terá abertura da Banda Ócio
Do acervo · publicada originalmente em 12 de janeiro de 2022
Fonte: Rogério Bordignon, postado por Natali Galvão
· Leitura de 6 min
Foto: Acervo A Comarca
Acervo · 2022No próximo dia 15 (sábado), a partir das 22 horas, a Sociedade Recreativa Matonense (Sorema) retomará o Rock in Sorema com uma lendária atração: a banda Made in Brazil. A oitava edição do evento também contará com a banda Ócio no Palco 2, que será instalado próximo ao palco fixo no Salão Social ‘Antonio Fecchio’.
“Sem ser realizado desde o dia 13 de abril de 2019, devido à pandemia de covid-19, o Rock in Sorema volta a acontecer para atender aos associados que curtem um bom rock’n’roll, lembrando que o clube está de portas abertas para todas as pessoas. O ingresso pode ser adquirido na recepção da Sorema”, informa o presidente José Matturro.
“É uma alegria voltar a receber o público rock’n’roll, que é pacífico, ordeiro e bem-educado. Sempre afirmei: poucas latinhas de bebidas ou copos plásticos são deixados por eles no chão do clube. Sejam todos muito bem-vindos à Sorema. Cumpriremos todo o protocolo com relação às precauções exigidas quanto a pandemia de covid-19”, resume Matturro.
Jovens de 14 e 15 anos poderão entrar, desde que acompanhados por pais ou responsáveis. Para quem tem 16 ou 17 anos, basta apresentar documento que comprove a idade. Para qualquer pessoa não associada, o valor do ingresso é de R$ 50,00. Os associados nada pagam. Motociclistas integrantes de moto clubes terão acesso interno exclusivo através da Portaria 2, na Marginal São Lourenço.
“Dentro do salão, além do serviço de bar, também teremos mesas, mas não haverá reserva de lugares; quem chegar primeiro, garante o seu lugar. Vamos dispor 500 lugares nestas mesas. A entrada no clube estará liberada a partir das 20h30. O Bar do Zezinho estará atendendo e correrias desnecessárias serão evitadas”, informa o presidente.
“Lembro que teremos que respeitar o que nos é determinado pela legislação vigente quanto a situação de pandemia ainda existente. Para isso, pedimos a compreensão e a colaboração de todas as pessoas que forem curtir esse evento. Mais informações podem ser obtidas no Departamento Social, com Claudia Frare, pelo telefone 3382-1916”, diz Matturro.
ROCK IN SOREMA
O evento acontecia duas vezes por ano desde 2016, antes da pandemia. A primeira edição teve as bandas Brimstone, Ócio (ambas de Matão) e Raul Seixas Cover (Botucatu). Na segunda, Rockinstones (Rolling Stones Cover, de São Paulo) e a matonense Moby Dick. A terceira foi com Beatles Again (Araraquara) e The Matones (Matão). Na quarta, Brimstone e Iron Ladies (Ribeirão Preto). A quinta, Bee Gees Alive (São Paulo), Joni Compri and The Suits (Matão/Araraquara) e The Maiores (Araraquara).
Nos três primeiros e no quinto eventos, a discotecagem foi de Fábio Tieni. Na sexta edição aconteceu um Tributo ao Pink Floyd com o Black Moon Pink Floyd (Ribeirão Preto) e abertura na área externa (Concha Acústica/Bar do Zezinho) das bandas The Matones e Los Cabrones (Matão). E a sétima edição teve as bandas Rua 47 (São Paulo, que fez tributo ao Capital Inicial), Vintage Pop (Morgana Kurmann, de Araraquara) e Vinock (Ribeirão Preto).
São 54 anos de Made in Brazil...
É a sexta vez que a banda faz show em Matão
Podem esperar uma banda que toca um irresistível rock’n’roll comungado com o blues e outras vertentes. Essa é a essência sonora para quem não tem noção do que rola a Made in Brazil, banda paulistana com berço no bairro da Pompeia, celeiro do rock paulista, cujo trajeto é definido pelos irmãos Oswaldo e Celso Vecchione desde meados da década de 1960.
Aquele era um momento de intercâmbio dos irmãos precursores da banda com os Mutantes, especialmente com Arnaldo Dias, tradutor de letras encartadas em vinis, úteis aos primeiros ensaios da companhia Vecchione. Em troca, os Vecchione emprestavam alguns equipamentos a Arnaldo Baptista e Sergio Dias. “Me espantei com a longevidade da banda, que está com 54 anos”, cita Matturro.
“O Oswaldo sofreu AVC em 2020, mas continua firme com a banda, que tem milhares de fãs pelo Brasil. Posso afirmar que a Sorema trará uma lenda viva do rock nacional. Lembro que o clube trouxe no dia 3 de setembro de 1977 – gestão que tinha como presidente o saudoso Celsinho Assumpção – a banda Casa das Máquinas, que voltou mais três vezes para Matão”, coloca Matturro.
O Made in Brazil estreou oficialmente em 1967. Consta no site Wikipedia uma particularidade da banda no Guinness Book (Livro dos Recordes): o de maior número de formações no planeta. Está lá que aconteceram mais de 200 mudanças entre os nomes dos seus integrantes, sendo que entre quem entra, quem sai e quem volta, há a participação de 126 músicos diferentes.
Em Matão, a banda fará show pela sexta vez. Na primeira, em 1992, o Made in Brazil tocou no Ginásio de Esportes ‘Décimo Chiozzini’, em evento realizado por Daniel Celli Possari (Kuka), Flávia Souza e Marcelo Del Grande. Depois, Kuka fez duas parcerias com Cleber Mansine e a banda tocou duas vezes na Academia Roma Center. Cleber traria a Made in Brazil para lá mais uma vez.
A última apresentação foi no dia 26 de agosto de 2010, no saudoso Al Berg, em evento realizado por Rogério Luis Gabriel na véspera do aniversário de Matão, com abertura da Breque de Mão. Hoje, a banda conta com Oswaldo Vecchione (vocal, baixo, guitarra, violão e gaita), Celso ‘Kim’ Vecchione (guitarra, violão, baixo, teclado e backing vocal), Rick Vecchione (bateria, filho de Oswaldo), Octavio Lopes Bangla (sax, desde 1979), Guilherme Ziggy (guitarra, desde 2013), Tiago Mineiro (teclados, desde 2009) e Solange Blessa (vocal, desde 2017).
A discografia reúne os álbuns de estúdio Made in Brazil (1974); Jack, o Estripador (1976); Pauliceia Desvairada (1978); Minha vida é rock'n'roll (1981); Deus salva... o rock alivia (1985); Sexo, blues & rock'n'roll (1997); Massacre (2005); Rock de Verdade! (2008); e os álbuns ao vivo Made Pirata I e II (1986); In Blues (1992); Fogo na Madeira (acústico, 2000); Fogo na Madeira 2 (acústico, 2001).
...e 20 anos de Ócio
Será a terceira vez que a banda abre para a Made in Brazil
Formada por Alessandro de Lima (Liminha, vocal), João Luis Guilherme Benassi (bateria), Wilson Roberto Uliana (Betinho, guitarra/backing vocal) e Eric Fernando Uliana (baixo/backing vocal), a Ócio surgiu em meados de 2001, sendo que Eric ingressou em 2018 no lugar do baixista Marcelo Polli (Marcelão).
Uma formação impulsionou a Ócio, pois Liminha, Betinho, Anderson Rinaldi (Pompom) e Paulo Rocha (Du Nada) tinham uma banda chamada Língua Presa. “Me convidaram para substituir o Pompom e aceitei. Porém, a ideia era reformular todo o repertório; então decidimos mudar o nome. Sugeri Banda Ócio porque havia o Bar Ócio em São Carlos, onde estudei e morei”, diz João Benassi.
A banda inflama o evento com um rock essencialmente clássico, bem selecionado, apurado, marcante e reforçado pela poderosa voz de Liminha. “Contagiamos as pessoas. É difícil notar alguém indiferente. Essa é a proposta da Ócio, formada por músicos com pleno feeling rock’n’roll”, resume Liminha.
Além dos nomes citados, a banda já contou com Guilherme Basso na guitarra e Paulo Carvalho (Paulinho) na guitarra/backing vocal. “A Ócio é uma reunião de amigos que amam o que fazem e se dedicam a executar o bom e velho rock’n’roll com a qualidade e pegada que este gênero musical exige”, resenha Betinho.
“Estou feliz por integrar a banda e partilhar esta paixão pelo rock com grandes músicos”, frisa Eric. Será a segunda vez que a Ócio faz abertura para a Made in Brazil, tendo a anterior ocorrido em Taquaritinga. O site pode ser acessado pelo endereço www.bandaocio.com.br . Os telefones para contatos são 3382-8058 e 99707-3432.
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