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Saúde

Hanseníase: diagnóstico precoce é importante

O Brasil é o segundo com o maior número de casos no mundo, atrás somente da Índia

Do acervo · publicada originalmente em 30 de janeiro de 2022

Fonte: Unimed Araraquara, postado por Natali Galvão

Foto: Acervo A Comarca

Dra. Jane Bombarda Pierini, dermatologista da Unimed AraraquaraAcervo · 2022
Dra. Jane Bombarda Pierini, dermatologista da Unimed Araraquara

O último domingo de janeiro é dedicado ao Dia Mundial da Luta Contra a Hanseníase, em uma campanha batizada, simbolicamente, de "Janeiro Roxo". A data foi criada para mobilizar a sociedade em torno da doença que, antigamente, era conhecida como lepra.

Segundo a Dra. Jane Bombarda Pierini, dermatologista da Unimed Araraquara, a importância do diagnóstico precoce é o principal recado a ser lembrado em relação à hanseníase. O Brasil é o segundo com o maior número de casos no mundo, atrás somente da Índia. "A descoberta tardia pode deixar graves seqüelas, especialmente a incapacidade física com deformidades em mãos e pés, podendo levar também à cegueira", explica.

Doença crônica infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae, se multiplica lentamente e pode levar de cinco a dez anos para dar os primeiros sinais. A patologia afeta, principalmente, os nervos periféricos e está associada a lesões na pele, como manchas esbranquiçadas ou avermelhadas, ressecamento e perda de sensibilidade.

Pessoas afetadas pela hanseníase são, freqüentemente, discriminadas e estigmatizadas, situação que repercute negativamente no acesso ao diagnóstico, além de violar direitos civis, políticos e sociais.  "A hanseníase não é altamente contagiosa e é transmitida por meio do contato próximo e freqüente com pessoas infectadas não tratadas. Ela tem cura e o tratamento oferecido reduz consideravelmente as chances de deficiência", finaliza Dra. Jane Bombarda Pierini.

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