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Direção do Sincomércio tomou posse on-line

No dia 24 começou o sétimo mandato de Toninho Giannini como presidente

Do acervo · publicada originalmente em 28 de janeiro de 2022

Fonte: Rogério Bordignon, postado por Natali Galvão

· Leitura de 5 min

Foto: Rogério Bordignon

Toninho Giannini, sobre a pandemia. "O comércio está escaldado de tanto o quanto já pagou!"Acervo · 2022
Toninho Giannini, sobre a pandemia. "O comércio está escaldado de tanto o quanto já pagou!"

Na segunda-feira (24), o Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio-Matão) empossou a direção da entidade para o período até 23 de janeiro de 2026. Também tomaram posse os integrantes do Conselho Fiscal e os delegados junto ao Conselho de Representantes da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP) e respectivos suplentes.

A eleição aconteceu no dia 17 de dezembro de 2021, com participação de chapa única. Assim, está em curso o sétimo mandato de Antonio Geraldo Giannini (Toninho). Um dos fundadores da entidade, criada em 24 de março de 1990, Toninho inicia o 20º ano ininterrupto como presidente do Sincomércio-Matão, função exercida desde 2002.

Além dele, a Diretoria tem José Antonio Fragali (vice-presidente), Tânia Aparecida Geraldo (secretária-geral), Reginaldo Aparecido Bernardino (1º secretário), Sergio Squisatti (tesoureiro-geral) e Vagner Cândido Pereira (1º tesoureiro). Os suplentes são: Jonas Eduardo Simoni, Aparecido Donizete Armenini, Fabiano Poltronieri, Simone Maura Pereira da Costa, Camila Parente Sguerri e Silvana Pirochetti Casari.

O Conselho Fiscal reúne Walter Bottura, Paulo Sérgio Scabello e Paulo Cezar Antello Bocchio, sendo suplentes: Altair Lourenço, Osvair Sartori e Andrei Marcio Mantovani Ghelfi. Os delegados junto à Fecomércio são Toninho e Fragali, tendo Vagner Candido Pereira e Walter Bottura como suplentes. Não houve cerimônia de posse devido à pandemia de covid-19. A Comarca entrevistou Toninho.

O comércio já enfrentou muitas restrições relacionadas à pandemia de covid-19, que volta a crescer. Ainda pode haver lockdown?

Acredito que não; tomara que não! Os comerciantes já sofreram muito durante os períodos de lockdown e outras medidas restritivas estabelecidas pelo Governo do Estado, respaldadas pelo Legislativo e Executivo Municipais. Financeiramente para os comerciantes, tudo foi péssimo, desmotivante, entristecedor. A única coisa favorável é que todo o processo enfrentado gerou um aprendizado e o comerciante está cuidadoso com as medidas protetivas e de higienização, contribuindo para que as medidas mais drásticas de combate a dissipação da covid-19 não tornem a ser praticadas. O comércio está escaldado de tanto o quanto já pagou!

A pandemia contribuiu para o e-commerce?

Há uns 15 anos, o e-commerce vem exigindo mudanças nas práticas comerciais e a pandemia acelerou muito este processo. Progressivamente, os comerciantes foram aderindo a esta modalidade e cada vez estão mais próximos dos seus clientes através das mídias sociais. Se o cliente está on-line, ele não entra fisicamente na loja, não leva a mercadoria embora; ele a recebe em casa ou no local combinado. Se o procedimento de compra e venda for competente, honesto e satisfatório, uma relação on-line personalizada e fidelizada passa a se efetivar entre o empresário e seu cliente. Mas mesmo com toda essa mudança, o comércio presencial ainda vende muito mais do que o e-commerce, pois muitas pessoas não abrem mão de verem uma vitrine bonita, de preços promocionais, de serem bem recebidas nas lojas. O relacionamento pessoal, a boa recepção, bons produtos, preços acessíveis, descontos, uma boa conversa entre amigos, ainda vendem muito mais do que o frio mecanismo on-line.

No entanto, este ideal de um bom comércio presencial não é praticado por todos.

O comércio matonense se moderniza há anos, tanto no aspecto físico como na valorização do seu quadro humano, na melhor qualidade e maior variedade de produtos com preços justos, bons descontos, boas condições de pagamento e bons serviços, o que torna o nosso comércio mais eficiente, competitivo e atualizado. No entanto, sempre algo deverá ser aprimorado, principalmente com o que se relaciona com a demanda dos consumidores, que sempre comprarão onde a oferta tiver o que for melhor para eles. Então, o comerciante – de modo geral – sabe que é necessário vender mais produtos e obter menos lucro na venda unitária para receber mais clientes por mais vezes. Assim, com menor preço unitário, ele vende mais produtos por longos períodos e lucra mais.

A cada dia, mais galerias surgem em Matão. Isso é bom ou ruim?

Este padrão imobiliário é bem-vindo. Vamos tomar como exemplo um estabelecimento comercial que ocupa um prédio antigo no Centro. Geralmente, este prédio é térreo e não ocupa todo o comprimento do terreno, porque a estrutura dele se origina de uma antiga residência. Chega o investidor das galerias, demole o prédio, nivela o terreno, ocupa melhor a área com um espaço que não é tão largo – mas é bem arquitetado – e avança com as paredes até o fundo do terreno. E na maioria das situações, os boxes das galerias têm sobrelojas, o que praticamente dobra o espaço. Tudo fica mais moderno, prático e econômico para o dono da loja. O mais importante é que o cliente também aprova este novo ambiente, com disponibilidade de ar-condicionado.

Outra tendência é a expansão das lojas para corredores comerciais e bairros.

Tínhamos a Rua Sinharinha Frota, as Avenidas São Paulo, 15 de Novembro e Padre Nelson Romão, bem como a Marginal São Lourenço, como corredores comerciais fora do Centro. De dez anos para cá, mais lojas se estabeleceram em diversos bairros e em outros eixos comerciais como a Rua Ottoni Corrêa, as Avenidas Laert José Tarallo Mendes, Ludwig Eckes, Baldan, Trolesi, Francisco Mastropietro e outras em menor quantidade. A tendência é de que estes corredores comerciais e outros locais em bairros recebam mais estabelecimentos por permitirem mais praticidade e agilidade com os clientes que moram ou trabalham nas respectivas regiões onde atendem.

Quais as prioridades do Sincomércio para 2022?

Vamos aprimorar e expandir o relacionamento com empresários, autoridades e representantes públicos – sobretudo com o Executivo e o Legislativo –, aumentar as parcerias com entidades visando diferentes práticas e atividades, como a criação de grupos de pesquisas para que detectemos cada vez mais e de forma mais rápida os problemas que atingem aos comerciantes. Já atuamos com vários tipos de palestras, cursos e treinamentos para empresários, comerciários e jovens aprendizes, pois o Sincomércio atua forte na formação de um contingente humano que trabalha em diferentes segmentos comerciais. Contudo, ainda sentimos a necessidade de oferecer algo a mais para nossos associados e para esse contingente de pessoas que citei. Para isso, precisamos de mais informações e de maior participação do próprio empresário. Somente assim conseguiremos novos meios de comunicação e aprendizagem para atender solicitações. Um exemplo disso é a Sicoob, cooperativa de crédito que foi implantada em Matão, porque suprimos a demanda das necessidades financeiras de associados. A cooperativa expandiu e saiu do lugar que ocupava na sede própria do Sincomércio-Matão. Crescente, a Sicoob continua atendendo – e muito bem – aos nossos associados, bem como a todos os seus clientes.

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