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Getúlio Cadioli morre aos 90 anos

Um dos pilares da Cadioli Implementos Agrícolas partiu na segunda-feira (22)

Do acervo · publicada originalmente em 2 de dezembro de 2021

Fonte: Rogério Bordignon, postado por Natali Galvão

Foto: Rogério Bordignon

Túlio. Desde os cinco anos de idade acompanhando o pai Beniamino em afazeres, ele teve sua vida comprometida com o trabalho e sua famíliaAcervo · 2021
Túlio. Desde os cinco anos de idade acompanhando o pai Beniamino em afazeres, ele teve sua vida comprometida com o trabalho e sua família

Por volta do meio-dia da segunda-feira (22), Getúlio Cadioli morreu no Hospital ‘Carlos Fernando Malzoni’ aos 90 anos. Acometido por covid-19 há praticamente um mês, Túlio teve alta hospitalar. Já enfrentando confusões mentais anteriores à doença, ele precisou ser internado novamente, pois foi necessário fazer exames devido a um tombo que o fez bater a cabeça. Ficou internado e, dentre outros fatores, a principal causa de sua morte foi a pneumonia. 

Nascido no dia 10 de fevereiro de 1931, em Matão, Túlio é o quinto dos oito filhos do saudoso casal Beniamino e Mélide Bocchi Cadioli, sendo seus irmãos Aldo (Gargalo), Agile (Badu), Norma (os três saudosos), Regina (Elda), Lauro, Nilson e Maria Luiza. Deixa viúva Schirley Piló Cadioli, com quem se casou no dia 27 de julho de 1957. 

O casal teve três filhos: Mário Augusto (casado com Alaíde Rezende da Silva Cadioli, pais de Catarina); Alcemir Aílton (casado com Luciana Regina Angelini Cadioli, pais de Elyze, Beatrice e Vitor Hugo) e Fabiano Antonio (que foi casado com a saudosa Patrícia de Athayde Barnabé, pais de Luisa). Todos sentem muito a falta do querido ‘Tulinho’. 

Desde pequenino, aos cinco anos de idade, Túlio acompanhou o pai em vários dos seus afazeres. Sua presença ao lado de Beniamino se tornou bem mais constante quando, em 1945, o patriarca estruturou a Beniamino Cadioli Consertos em Geral. Nesta oficina, na então Rua do Comércio (atual João Pessoa), foi incluída uma bicicletaria. 

Túlio sempre foi extremamente dedicado ao trabalho, tantas e tantas vezes realizado das 6h30 às 18h30, inclusive aos sábados e domingos até o meio-dia. Ao lado dos irmãos Badu e Lauro – e depois contando com Gargalo como gerente por um período, sem participar da sociedade da empresa –, Túlio foi um dos principais pilares de formação e crescimento da Cadioli Implementos Agrícolas. 

Era comum avistá-lo em seu caminhar peculiar, com sua bengala, sua boina, vestido com roupas simples, apropriadas para o suor da labuta diária. As boas peças eram reservadas para ocasiões que as merecessem. Uma delas também saiu de cena com ele, pois estava colocada sobre suas pernas e quadril, no caixão que guarda seu corpo: uma camiseta do seu Palmeiras. 

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