Região tem redução de greening pelo quarto ano consecutivo
Levantamento realizado pelo Fundecitrus mostra incidência de 9,77% em 2021
Do acervo · publicada originalmente em 17 de novembro de 2021
Fonte: Natali Galvão - free lancer, postado por Natali Galvão
Foto: Acervo A Comarca
Acervo · 2021O levantamento anual realizado pelo Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) revela que a incidência de greening – a mais destrutiva doença dos citros no Brasil e a maior ameaça à citricultura mundial – diminuiu pelo quarto ano consecutivo na região de Matão. Incurável, o greening causa a diminuição e a queda dos frutos, reduzindo a produtividade.
A região de Matão é onde a doença foi identificada pela primeira vez no Brasil, em 2004. Apesar de já ter apresentado altos índices, o greening está em queda nos últimos anos. Em 2017 era de 21,63%, caiu para 18,32% em 2018, reduziu para 17,29% em 2019, diminuiu para 14,47% em 2020 e baixou para 9,77% em 2021.
Na região de Matão, embora o clima seja favorável à bactéria causadora da doença e ao psilídeo (inseto que transmite a bactéria), os rigorosos manejos interno e externo levaram à redução progressiva do greening nos pomares de laranja, segundo o levantamento da associação mantida por citricultores e indústrias de suco do estado de São Paulo.
O manejo interno consiste no monitoramento do psilídeo e na eliminação de plantas doentes dentro das fazendas. Já o manejo externo consiste na substituição de plantas de citros sem controle e de murtas localizadas nas proximidades de pomares comerciais por outras espécies frutíferas e ornamentais, não atrativas ao psilídeo.
“A redução da incidência de greening na região de Matão é uma excelente notícia. Mostra que é possível controlar a doença quando todas as medidas recomendadas são adotadas de maneira firme e conjunta por grande parte dos produtores. A união e a cooperação entre os citricultores são fundamentais para o sucesso do controle do greening”, diz Renato Bassanezi, pesquisador científico do Fundecitrus.
O levantamento foi realizado entre os dias 24 de maio e 31 de agosto, no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro, formado por 12 regiões. A inspeção dos pomares de laranja consistiu na identificação e na estimativa da severidade de sintomas da doença em folhas e/ou frutos. Além da região de Matão, a doença também não aumentou nas regiões do Triângulo Mineiro e de Votuporanga.
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