DINHEIRO & VOCÊ - O que está bom para investir agora?
POR MAZINHA CICOGNA
Do acervo · publicada originalmente em 28 de outubro de 2021
Fonte: Mazinha Cicogna
Foto: Acervo A Comarca
Acervo · 2021É bastante comum as pessoas virem até mim e me perguntarem: “o que está bom para investir agora?”. Notem que a palavra “agora” é relevante na pergunta, porque traz a conotação de urgência e mostra a consciência de que os investimentos ficam mais ou menos atrativos dependendo da situação econômica do momento.
A resposta a esta pergunta não é simples e, muito menos, imediata. O primeiro fator que torna a resposta difícil é que o que é bom para você, pode não ser bom para mim. Isso porque cada um de nós aceita os riscos dos investimentos de maneira diferente, o que também muda com a idade e conforme a fase da vida em que estamos.
Além disso, cada um de nós tem graus diferentes de aversão ao risco dependendo do montante investido e do uso esperado do dinheiro. Por exemplo: nossa reserva de emergência deve ser aplicada em um investimento de baixo risco, pois não podemos nos arriscar a termos uma reserva menor justamente quando precisarmos dela; ao mesmo tempo, mesmo que você seja mais conservador, talvez aceite correr um pouco mais de risco para um valor baixo investido em algo mais arriscado.
O segundo fator que dificulta uma resposta única e simples é a questão: para quando você vai precisar do dinheiro? De forma geral, quanto maior o prazo que você puder manter seu dinheiro em um determinado investimento (considerado que o investimento seja bom, obviamente), maior tende a ser a rentabilidade. O ideal é dividirmos nosso dinheiro em investimentos de diversos prazos, dado que temos expectativas diversas para o uso do dinheiro ao longo do tempo.
Após definidas essas questões de cunho pessoal, você irá escolher onde investir. Em relação aos tipos de investimento, podemos começar com as categorias: renda fixa e renda variável. Renda fixa abrange operações de empréstimos, o que envolve muitas possibilidades quanto à taxa de juros, prazo de vencimento, emissor (para quem estamos emprestando o dinheiro) e formas de pagamento dos juros e do valor investido ao longo do tempo. Renda variável reúne investimentos em que a rentabilidade não está atrelada a nenhuma taxa de juros de maneira explícita e não há vencimento, como as ações, mas há muitas características das empresas que são fundamentais para a escolha adequada do investimento. Isso porque ainda nem falei de investimentos em taxas de câmbio ou fundos de investimento, que formam combinações de tudo o que mencionei antes.
Entendeu agora por que a resposta à pergunta inicial não é trivial? Mas, quanto mais você conhecer suas necessidades em relação ao seu dinheiro e entender sobre os produtos financeiros disponíveis, suas escolhas sobre os investimentos serão mais assertivas. O ideal é distribuirmos nosso dinheiro em vários investimentos, assim, quando a rentabilidade de um estiver baixa, pode ser compensada pela rentabilidade de outro que estiver melhor.
Minha dica inicial é: não invista seu dinheiro em um produto financeiro que você não entenda. Sem entender como funcionam as características do investimento, você não saberá se está disposto a aceitar os riscos envolvidos e, provavelmente, não está pronto para aquele tipo de investimento.
Ao longo das próximas colunas falarei sobre as principais características dos investimentos mais conhecidos no mercado financeiro. Não perca. Até lá!
Em caso de sugestões e/ou comentários sobre a coluna, envie e-mail para: dinheiroevoce@comarcanet.com.br. Muito obrigada!
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