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Cultura e Variedades

DINHEIRO & VOCÊ - A inflação e suas mazelas

POR MAZINHA CICOGNA

Do acervo · publicada originalmente em 15 de outubro de 2021

Fonte: Mazinha Cicogna

Foto: Acervo A Comarca

DINHEIRO & VOCÊ - A inflação e suas mazelasAcervo · 2021
DINHEIRO & VOCÊ - A inflação e suas mazelas

Quando os preços de alguns poucos produtos sobem, conseguimos substituí-los por outros ou deixar de comprá-los temporariamente até que os preços voltem ao patamar anterior. Mas, o que fazer quando os preços da maior parte dos produtos aumentam? Esse aumento generalizado de preços é a inflação.

A inflação é medida com base em índices calculados a partir de um conjunto de produtos. Você já deve ter ouvido falar deles: IGPM, IGPDI, IPC, INCC, IPCA, dentre muitos outros. Os índices de inflação variam de acordo com a região geográfica, dias do mês nos quais os preços são acompanhados, composição dos produtos dentro do conjunto avaliado e para segmentos diferentes da sociedade, de acordo com o nível de renda.

O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) é o índice mais conhecido por ser utilizado pelo Banco Central para acompanhar a meta de inflação do Brasil. Este índice é bastante abrangente em relação a sua composição, geografia e faixas da população, sendo calculado pelos preços apurados em 16 grandes cidades das cinco regiões brasileiras. Os preços são acompanhados do primeiro ao último dia de cada mês e refletem o custo de vida das famílias de todas as classes sociais, com renda mensal entre 1 e 40 salários mínimos. No cálculo do IPCA, os grupos de produtos que têm maior peso são: transportes (21%), alimentação e bebidas (20,9%), habitação (15,9%), saúde (12,8%) e despesas pessoais (10%).

Em setembro de 2021, o IPCA acumulado nos últimos 12 meses foi de 10,78%, o que é bastante elevado se considerarmos que a meta é de 3,75%. Isso significa que se suas contas subissem em igual valor ao IPCA, você gastaria R$ 2.215,60 para comprar as mesmas coisas que compraria com R$ 2.000,00 antes do aumento dos preços. Mas, como ninguém consegue aumentar a renda de repente, na prática isso significa que você ficou, na média, 10,78% mais pobre, ou seja, como se você passasse a ter uma renda de R$ 1.784,40.

Você deve estar pensando que no seu dia a dia os preços não aumentaram 10,78%. Isso é verdade! O índice de inflação reflete a variação média dos preços pesquisados, de forma que a inflação pode ser maior ou menor para você. Fato é: se o IPCA aumentou, você deve sentir os aumentos de preços de alguma forma, muito provavelmente até maiores do que a variação apontada pelo índice, como no caso dos aumentos recentes dos preços dos combustíveis e da energia elétrica.

Quando há aumento de preços, algumas ações nos ajudam a manter o controle financeiro. Primeiro, acompanhe de perto seu orçamento e veja quais produtos que tiveram aumento de preços podem ser substituídos ou negociados. Por exemplo: alimentos que tiveram altas muito expressivas nos preços podem ser trocados por outros; se você teve seu aluguel reajustado pelo índice de inflação em um valor maior do que pode pagar, renegocie com a imobiliária.

Em segundo lugar, tome muito cuidado com gastos desnecessários e desperdícios, como, por exemplo, apagar as luzes não utilizadas; evitar utilizar o carro para pequenas distâncias; aproveitar ao máximo os alimentos; evitar desperdício de água em banhos e para lavar a casa, dentre outros. Com ações simples, você pode compensar o aumento dos preços com a redução no consumo. Seu bolso agradecerá e o meio ambiente também!

Por fim, evite fazer dívidas neste período. Em momentos de alta da inflação, o governo tende a aumentar as taxas de juros, porque esta é uma das maneiras do Banco Central tentar controlar o aumento de preços. Com taxas de juros mais altas, você pagará mais juros pelos empréstimos, especialmente se ficar devendo no cartão de crédito.

Ao mesmo tempo, tente economizar dinheiro e fazer investimentos. Momentos de juros mais altos são bons para os investimentos e esta é uma das principais formas de proteger seu dinheiro da inflação, além das ações mais imediatas que falamos acima.

Na próxima semana falaremos sobre as principais taxas de juros brasileiras. Até lá!

Em caso de sugestões e/ou comentários sobre a coluna, envie e-mail para: dinheiroevoce@comarcanet.com.br. Muito obrigada!

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