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Após longa negociação, reajuste dos comerciários será de 10,42%

Sincomerciários e Sincomércio definiram a Convenção Coletiva de Trabalho na terça-feira (19)

Do acervo · publicada originalmente em 22 de outubro de 2021

Fonte: Rogério Bordignon

Foto: Rogério Bordignon

Nei Pelegrini. "Nossa intenção era conquistar um índice acima da inflação, mas, em virtude da situação de pandemia, a reposição da inflação acabou sendo satisfatória"Acervo · 2021
Nei Pelegrini. "Nossa intenção era conquistar um índice acima da inflação, mas, em virtude da situação de pandemia, a reposição da inflação acabou sendo satisfatória"

O Sindicato dos Empregados no Comércio (Sincomerciários-Matão) e o Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio-Matão) definiram a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), com reajuste salarial de 10,42%, manutenção de todas as cláusulas de direitos trabalhistas e correção dos pisos salariais da categoria. A correção será retroativa ao último dia 1º de setembro, data-base da categoria. A diferença salarial de setembro deverá ser quitada juntamente com o salário deste mês de outubro.

O acordo firmado com o setor patronal, na terça-feira (19), garantirá aos trabalhadores a correção da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Também será concedido, à título de abono único, o valor de R$ 77,07 aos trabalhadores do comércio. Para os funcionários de supermercados, mercados, varejões e mercearias, o ticket alimentação mensal passou para R$ 66,87 nas empresas com até 50 funcionários e para R$ 83,64 para empresas com 51 ou mais funcionários.

Para o presidente do Sincomerciários-Matão, José Carlos Aparecido Pelegrini (Nei), o reajuste não foi o esperado, mas, diante das circunstâncias, contribuirá com orçamento doméstico do trabalhador. “Nossa intenção era conquistar um índice acima da inflação, com aumento real de salário e também um ticket alimentação mensal para toda a categoria. Mas, em virtude da situação de pandemia, a reposição da inflação acabou sendo satisfatória e ajudará o trabalhador a diminuir o prejuízo no orçamento familiar”, resume Nei.

Antonio Geraldo Giannini (Toninho), presidente do Sincomércio-Matão, considera que o setor comercial já não vivia seus melhores momentos antes da pandemia. “A partir de março de 2020, todo o segmento comercial piorou. Comerciantes chegaram a ficar em torno de seis meses praticamente sem vender, pois tiveram que cumprir determinações do Plano São Paulo. Eles sofreram com o aumento dos preços dos produtos, tiveram que pagar despesas fixas como aluguel, energia elétrica, água, impostos, pagar fornecedores e não puderam trabalhar”, comenta Toninho.

“Mesmo os supermercados que venderam muito bem enfrentaram dificuldades, pois a inflação diminuiu a margem de lucro. Tentamos negociar o índice de 10,42% em duas parcelas, porém, não houve a compreensão do Sincomerciários-Matão. Na última reunião de comerciantes foi decidido que os 10,42% de aumento seriam aceitos de imediato, mesmo porque, na atual situação, quanto mais tempo o acordo demorasse, pior seria o passivo da diferença salarial a ser recomposta, observada a data-base do último dia 1º de setembro”, cita Toninho.

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