Teor de álcool é detectado por análise
Metodologia foi desenvolvida pelo matonense Nelson Antoniosi Filho e seu aluno Leonardo Carvalho
Do acervo · publicada originalmente em 1 de setembro de 2021
Fonte: Rogério Bordignon
Foto: Acervo A Comarca
Acervo · 2021O professor matonense Nelson Roberto Antoniosi Filho e o mestrando Leonardo Alves Carvalho Rodrigues desenvolveram no Laboratório de Métodos de Extração e Separação (Lames), do Instituto de Química (IQ) da Universidade Federal de Goiás (UFG), um método que revela com exatidão qual é a concentração de álcool no produto conhecido como álcool em gel.
Em setembro de 2020, com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e da Fundação de Apoio à Pesquisa de Goiás (Fapeg), o método começou a ser desenvolvido no decorrer do curso de Mestrado em Química, no qual o químico Leonardo é orientado pelo professor matonense.
Inicialmente foram analisadas 70 amostras de marcas variadas de álcool em gel vendidas no estado de Goiás, sendo que 40% delas estavam fora dos padrões estabelecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de 63% a 77%, com algumas dessas até mesmo fora dos padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS), de 60% a 80%, para ser eficiente na desinfecção.
“Abaixo de 60%, segundo a OMS, o produto é inadequado ao uso como sanitizante, mas até o momento não havia uma metodologia validada para se executar tal controle de qualidade. Assim, idealizamos, desenvolvemos e validamos uma metodologia para a análise do álcool em gel, que nos fornece o teor do álcool presente no produto”, comenta Leonardo.
Nelson destaca que “as amostras analisadas foram coletadas em estabelecimentos comerciais das cidades de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo – as três no estado de Goiás – e João Pessoa (Paraíba). O local de produção destas amostras é bastante diversificado, sendo que de 81 amostras analisadas, 33 foram fabricadas no estado de São Paulo, e 17 das amostras paulistas não estavam em conformidade”.
“A listagem acerca das amostras analisadas e os resultados de conformidade foram repassados aos órgãos fiscalizadores competentes, os quais tomarão as medidas cabíveis”, informa Nelson, comentando que “a metodologia validada está sendo convertida em proposta de norma técnica ABNT NBR, visando garantir que a população brasileira ganhe mais segurança no combate ao coronavírus e a outros microrganismos patogênicos”.
Embora recente, o trabalho realizado já foi enaltecido pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, astronauta Marcos Pontes, o qual divulgou a pesquisa fomentada pelo MCTI em suas redes sociais.
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