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Saúde

Setembro Amarelo: 'Não fique sozinho, busque ajuda rapidamente'

Confira a entrevista com a psicóloga Lúcia da Costa Pontes Monachesi sobre o tema em discussão neste mês: a prevenção ao suicídio

Do acervo · publicada originalmente em 7 de setembro de 2021

Fonte: Unimed - Araraquara

Foto: Acervo A Comarca

Setembro Amarelo: 'Não fique sozinho, busque ajuda rapidamente'Acervo · 2021
Setembro Amarelo: 'Não fique sozinho, busque ajuda rapidamente'

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, a cada 40 segundos, uma pessoa é vítima de suicídio no mundo. Preocupação constante da classe médica, o assunto ganha uma atenção mais intensa durante o Setembro Amarelo, campanha que reafirma a importância da saúde da mental, da resiliência e, acima de tudo, o amor consigo mesmo e o respeito à vida.

No primeiro capítulo de um especial, a Unimed Araraquara, em serviço à população com informações relevantes, convida a psicóloga Lúcia da Costa Pontes Monachesi, do Centro Unimed e Qualidade de Vida (Univida) a responder dúvidas comuns a fim de esclarecer a proeminência da paz de espírito e também do auxílio especializado.

Unimed Araraqura - Quais são os transtornos mentais mais comuns que podem levar o ser humano ao suicídio?

Lúcia da Costa Pontes Monachesi – Os mais corriqueiros são a depressão e a ansiedade. O comportamento suicida, geralmente motivado por desesperança, envolve ideação, planejamento, tentativa e o suicídio, propriamente, dito.

Unimed Araraquara – Como tentar minimizar os impactos dos mesmos visando uma melhora do cenário?

Lúcia da Costa Pontes Monachesi - A boa notícia é que dá para adotar medidas que ajudem a diminuir ou mesmo prevenir a situação, como fazer terapia, por exemplo. Não fique sozinho, busque ajuda de alguém rapidamente. Pense em uma pessoa de sua confiança. Às vezes, ela pode ser uma ponte entre você e o acolhimento profissional, ou alguma rede de apoio. Consulte um psiquiatra ou mesmo um psicólogo. A Unimed Araraquara oferece tudo isso aos seus beneficiários.

Unimed Araraquara – Então conversar, expor seus sentimentos, continuam sendo as principais vias de alívio dos sentimentos negativos, certo?

Lúcia da Costa Pontes Monachesi – Sim. Fale sobre o que você está sentindo. Concentre-se:  a situação é passageira. Este pensamento não vai durar para sempre. Ele é temporário, por isso é necessário colocar uma barreira entre o pensamento e a tentativa.

Conversar por telefone, por vídeo, manter contato com amigos e familiares é essencial para fortalecer-se. O incentivo às atividades psicoeducativas, fazer uma arte, ler, ouvir música, ou mesmo organizar a casa e suas pendências  são situações que ajudam. Mantenha todos os seus projetos pessoais. Otimismo também faz parte do tratamento.

Unimed Araraquara – Como enxergamos este cenário pandêmico dentro do Setembro Amarelo?

Lúcia da Costa Pontes Monachesi - A atenção redobra. Em tempos de pandemia, passamos por um período de luto coletivo. É preciso ressignificar as necessidades e os valores da vida. Isso vem associado à angústia, a incerteza financeira, o medo da contaminação da COVID, o isolamento social e a solidão. Ficar longe do trabalho, dos amigos e da família, pode ser ainda pior para quem sofre de algum distúrbio emocional. Sem contar que a ansiedade é um mecanismo de reação diante de situações de perigo, funcionando como um estado de alerta para que a pessoa saiba como agir. Para os idosos, além do isolamento, a idéia de finitude se intensifica com a pandemia.

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