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Cultura e Variedades

ARTIGO - Que floresçam dias melhores

POR LUIZ CARLOS MOTTA

Do acervo · publicada originalmente em 29 de setembro de 2021

Fonte: Luiz Carlos Motta / deputado federal

Foto: Acervo A Comarca

ARTIGO - Que floresçam dias melhoresAcervo · 2021
ARTIGO - Que floresçam dias melhores

Entre as importantes datas que marcam o mês de setembro, destaco duas: o Dia da Árvore (21) e o início da Primavera (22). Ambas reforçam meu interesse pela defesa da flora, do meio ambiente. No domingo (19), por exemplo, participei de importante evento ambientalista em São José do Rio Preto. O ato foi simbólico, mas trouxe a oportunidade para reflexão a respeito do desmatamento e da importância da conservação dos recursos naturais. Neste ano, o Dia da Árvore ganha mais destaque porque ocorre num momento de grande preocupação nacional e internacional com a preservação do nosso verde, com foco principal na Floresta Amazônica e também no Centro-Oeste, onde são registrados desmatamentos e incêndios devido à seca e redução da oferta de água até para apagar as chamas.

Em minhas andanças pelo Brasil, principalmente em São Paulo, tenho reiterado a necessidade – agora, mais do que nunca – de trabalharmos pela preservação do nosso ambiente. Não basta apenas defender nossas florestas e áreas verdes da boca pra fora; é preciso tomar posição e agir. A soma dos pequenos gestos é que faz a diferença: separar o lixo reciclável em casa e no trabalho, não jogar lixo na rua, manter um consumo responsável e evitar desperdícios. Preservar o meio ambiente, além de garantir nosso futuro, dá resultados imediatos com estímulo ao desenvolvimento econômico, qualidade de vida e geração de empregos – inclusive os chamados empregos verdes, cada vez mais requisitados.

Diz um velho ditado popular que uma pessoa realizada é a que tem filhos, escreve um livro e planta uma árvore. Vale também semear. E quem tem a chance de cuidar e regar viverá uma grande experiência com a transformação de uma semente em uma árvore. O amadurecimento e o florescimento de um ser vegetal nos ensinam muito, porque nós também precisamos amadurecer e florescer, sempre. Cada um no seu tempo. Plantar é manter o verde, símbolo da esperança, palavra cada vez mais presente em nosso dia a dia como um bálsamo para o sofrimento. A esperança de recuperação dos empregos, dos salários, da qualidade de vida e do controle efetivo da covid-19 é o que nos faz viver hoje, acreditando que amanhã tudo será melhor.

Por falar em dias melhores, setembro também é marcado pelo início da Primavera. No Brasil, essa bela estação traz esperança em forma de flores, com o fim gradativo da seca, provocada pelo início do período de chuvas e a volta do fornecimento de energia elétrica, sem o uso das famigeradas bandeiras que elevam os preços das contas de luz às alturas. Uma nova estação é sempre motivo de recomeço. Agora que entramos no terceiro trimestre do ano (quando tradicionalmente aumentam as ofertas de emprego), vamos renovar nossas energias para a luta que continua por um país mais justo e moderno, com menor carga tributária e maior retribuição do Estado em obras e serviços públicos.

À frente da relatoria da Reforma Tributária, com foco na Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), tenho sentido cada vez mais a necessidade de modernizar o Brasil. Não podemos mais esperar. Desde a Constituição de 1988 até 2018 foram mais de 390 mil leis e portarias de ministérios, alterando a vida das empresas e das pessoas. Estamos trabalhando por uma lei mais simples, mais clara para o consumidor e mais atrativa para as empresas. Que os ventos da Primavera nos ajudem a plantar sementes, árvores e projetos que beneficiem os brasileiros de hoje e de amanhã.

Luiz Carlos Motta é deputado federal (PL-SP)

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