Márcio Ribeiro acredita em novo acesso
Treinador considera a Matonense um dos oito times favoritos a uma das duas vagas
Do acervo · publicada originalmente em 20 de agosto de 2021
Fonte: Rogério Bordignon
Foto: Acervo A Comarca
Acervo · 2021Márcio José Ribeiro e Silva nasceu no dia 12 de março de 1957, em Palmeiras D’Oeste (SP). Começou a perceber que gostava de futebol e a se entender com a bola logo aos cinco anos de idade. Como jogador, um meia ofensivo, sua primeira equipe profissional foi o Rio Preto (de São José do Rio Preto), em 1973. Depois vieram o América de Rio Preto, o Botafogo de Ribeirão Preto, dentre outros clubes.
A carreira de treinador começou em 1995, no Taubaté, sendo a Matonense o 26º time a ter ele no comando técnico e tático. Márcio levou o CSA ao título alagoano em 2005 e conquistou acessos com o Barretos (2002), Ferroviária (2003 e 2004), Bandeirante de Birigui (2007), título e acesso com o Goiatuba (Goiás, 2010), acesso com o União São João (2011) e três acessos consecutivos com o Água Santa (2013, 2014 e 2015). Segue a entrevista com o treinador da Matonense.
O senhor faz parte dos treinadores que se preocupam com alimentação dos atletas, dormitório e outros fatores? Ou somente com os treinos?
Preocupar-se somente com os treinamentos físico e técnico é um predicado muito importante ao treinador. No entanto, não podemos deixar de estarmos informados, de sermos participativos em setores como alimentação, dormitório, no dia-a-dia dos atletas. É um comprometimento natural. Conviver com o grupo todo e o contexto inerente a isso é fundamental para que tenhamos o máximo possível de rendimento dentro do campo.
O que realmente te trouxe para treinar a Matonense?
Todos nós sabemos da atuação do Antonio Galli no futebol. Conheço o Galli há muitos anos e trabalhar com ele é um grande prazer, seja no convívio amistoso ou no profissional, assim como com outros dirigentes da Matonense, membros da Comissão Técnica e jogadores. Minha estadia na Matonense se dá somente pela busca do acesso para a Série A-3.
A equipe tem condições de ser uma das duas classificadas para a A-3?
As condições de trabalho nos fazem estruturar uma equipe competitiva e o trabalho é bem desenvolvido. No entanto, precisamos de resultados. E na ‘Bezinha’, precisamos de um bom resultado após o outro, pois o calendário é muito curto e nos traz um grande desafio, já que são dois jogos por semana. Espero que o time encaixe. Se isso acontecer, é excelente; caso contrário, fica bem mais complicado. Precisamos de 60% a 70% de bons resultados na Primeira Fase; depois é ‘mata-mata’. Tem times que começaram a treinar em abril, maio e nós começamos há pouco mais de dois meses. Contudo, se há um elenco com boa qualidade, essa diferença de tempo de treinamento acaba sendo diluída e prevalecem os melhores grupos, os times mais entrosados e o potencial das equipes. Acredito que a Matonense é um dos oito favoritos às duas vagas de acesso.
O senhor está contente com o que tem em mãos?
Hoje, estou satisfeito com o nosso grupo, mas um treinador de futebol nunca está completamente feliz com o que tem em mãos, pois sempre cabem mais atletas, sempre cabem melhorias estruturais, físicas e outras.
Quais as características táticas do seu time?
Na maciça maioria das equipes do Brasil, não temos mais atletas de extrema qualidade. Há 20 anos, os ‘fora da curva’ eram em bem maior quantidade. Então, a posse de bola e a precisão nos passes são muito importantes, assim como as construções das jogadas e as finalizações precisas. Estes pontos são fundamentais e busco priorizá-los no meu trabalho. A Matonense tem uma equipe coesa, que se junta em diferentes setores do campo, marca forte e tem bom poder ofensivo. Nos jogos-treinos que realizamos, foram criadas pelo menos seis ou sete chances nítidas de gols. Mas sempre há algo a ser corrigido e continuamos trabalhando para superar as falhas.
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