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Aléa Rossi partiu no último sábado (21)

Diretora escolar faleceu na noite do sábado (21). Texto: Rogério Bordignon

Do acervo · publicada originalmente em 24 de agosto de 2021

Fonte: Rogério Bordignon

Foto: Acervo A Comarca

Aléa Rossi. Administradora e educadora exemplar, tinha ?suas? escolas na palma das mãosAcervo · 2021
Aléa Rossi. Administradora e educadora exemplar, tinha ?suas? escolas na palma das mãos

Aléa Aparecida Rossi faleceu na noite do sábado (21), por volta das 21 horas, após sofrer infarto em sua casa. Há aproximadamente 12 anos, ela se tratava do Mal de Parkinson. Diretora escolar aposentada, partiu aos 78 anos de idade. Nascida no dia 7 de março de 1943, em Matão, ela é filha dos saudosos Ermano Rossi e Flaminda Mazzoni Rossi, sendo irmã de Atenéa.

Sua irmã foi casada com o saudoso Dino Bottura, pais de Fabiana Bottura Apolloni (casada com Silvio Carlos Apolloni, pais de Vinícius e Natália) e de Walmir Rogério (Tato), pai de João Pedro, cuja mãe é Jeisy Constantino. Seu corpo foi sepultado no domingo (22), por volta das 10 horas. A trajetória de Aléa foi toda destinada à educação.

Ela foi aluna do Magistério da EE ‘Professor Henrique Morato’ e começou a lecionar como professora substituta. Se especializou no próprio ‘Henrique Morato’ e trabalhos como professora e coordenadora surgiram mesmo antes de se formar em Pedagogia e Especialização em Administração na Faculdade de Ciências e Letras ‘Camilo Castelo Branco’ (São Paulo) em 1972.

Prestou concurso para ‘Professor I’ na Prefeitura de São Paulo em 1976, ficando na capital paulista até 1984, quando assumiu o cargo de diretora na EE ‘Professora Chlorita de Oliveira Penteado Martins’. Só saiu da ‘Gloriosa Chlorita’ em 1990. Logo superou um estresse e voltou a trabalhar, desta vez no Anglo, em 1991, também como diretora.

O cargo de assistente de diretor da EM ‘Adelino Bordignon’ foi assumido em janeiro de 1993, desenvolvendo esta função até fevereiro de 1994, quando ocupou o cargo de diretora até agosto de 1999. Foi desligada da escola, mas retomou a direção da mesma unidade municipal de ensino em fevereiro de 2001, desligando-se da direção em 25 de março de 2003.

Semblante sério, fechado, mas por várias vezes aberto por sorrisos, Aléa dirigiu com mãos fortes as escolas sob sua responsabilidade. Diretora respeitadíssima, por vezes até temida, marcou suas passagens junto a professores, funcionários e sobretudo aos alunos. Administradora exemplar, ‘Dona’ Aléa foi antes de tudo admirável educadora. ‘Suas’ escolas ensinavam. Efetivamente!

Usava sempre saias ou vestidos estampados, floridos, lisos e sandálias ou ‘rasteirinhas’ na maior parte do tempo. Desde que saía do seu indefectível Fusca amarelo, caminhava sutilmente, em velocidade um tanto cadenciada. Mas quando estava nervosa ou apressada, acelerava e ‘pisava firme’. Controladora, teve as escolas que dirigiu na palma das mãos. ‘Suas’ escolas funcionavam. Efetivamente!

Discuti com ‘Dona’ Aléa de forma marcante por duas vezes, em 1986, quando cursava a então Oitava Série do Ginasial na ‘Gloriosa Chlorita’. Numa delas, quase tomei um ‘safanão’, mas fui salvo por sua mãe, a saudosa ‘Dona’ Flaminda. Aléa foi companheira inseparável de sua mãe. Como se amavam! Penso no abraço apertado, demorado e emocionado que as duas se deram no plano espiritual.

As discussões que tivemos não ofuscaram nossa amizade ao longo de todos esses anos, tampouco o carinho, o respeito e a admiração que tenho por ‘Dona’ Aléa. Foi uma das grandes, raras e inesquecíveis habitantes da aldeia que moramos, cuja história conto há 26 anos. Ela foi a melhor diretora que tive, considerando também meu período como estudante universitário.

Sua contribuição escolar – assim como a de professores e funcionários – nos marcam muito, desde os tempos de ‘Gloriosa Chlorita’. O mesmo ocorre certamente para pessoas educadas em outras escolas que ela dirigiu. Partiu grande parcela da minha formação pessoal. Partiu um ser que me ensinou, assim como meus pais e outras raríssimas e exemplares pessoas que convivi, pois algumas se mudaram de Matão e outras também deixaram nosso plano físico. Continuo ao lado de outras raríssimas pessoas.

Atenéa e seus familiares agradecem às cuidadoras Maria Antunes Inácio, Rosa Biavvi Goes e Francisca Costa; aos médicos e profissionais da área da saúde que a receberam em seus consultórios, no Hospital ‘Carlos Fernando Malzoni’ e em outras cidades e que a trataram em sua residência, bem como às pessoas que foram se despedir dela. A Missa de Sétimo Dia será realizada neste sábado (28), às 19 horas, na Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus (Centro).

Fique com Deus e com ‘Dona’ Flaminda, inesquecível ‘Dona’ Aléa! Tenho certeza de que nos encontraremos. Até mais, querida!

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