Hospital trata covid com procedimento inovador
Técnica de alta complexidade pode ser mais uma alternativa no combate à doença
Do acervo · publicada originalmente em 28 de julho de 2021
Fonte: assessoria de comunicação do hospital
Foto: Os especialistas Gustavo Ribeiro e Eduardo Watanuki acompanhados por Flávio Borsetti
Acervo · 2021No último dia 15, o Hospital ‘Carlos Fernando Malzoni’ sediou um procedimento de alta complexidade que poderá vir a ser implementado no tratamento contra a covid-19 em Matão. Trata-se da ECMO, sigla em inglês para Oxigenação por Membrana Extracorpórea. A primeira ECMO foi realizada no Hospital de Matão graças aos cirurgiões cardíacos especialistas neste procedimento, Gustavo Calado de Aguiar Ribeiro e Eduardo Toshimitsu Watanuki, ambos da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas, com o apoio do biólogo Júlio César Francisco (da Smart Perfusion Brasil).
De acordo com o médico coordenador da UTI do Hospital, Flávio Borsetti, “a ECMO consiste numa técnica de oxigenação do sangue fora do corpo e da remoção do gás carbônico de maneira concomitante. Depois do sangue ser aspirado por uma bomba, ele passa por uma membrana onde o oxigênio é adicionado e o gás carbônico removido, e em seguida retorna ao paciente”, explica. Essa técnica é utilizada em doentes com falência cardiovascular ou pulmonar e, por envolver alto risco, é recomendada somente para pacientes em estado grave e que atendam a determinadas condições. Quando a ventilação mecânica já não consegue atender a demanda de oxigênio que o paciente necessita, a ECMO pode ser uma alternativa recomendável.
A ECMO promove o equilíbrio da circulação sanguínea e permite que o pulmão e o coração do paciente possam se recuperar. Embora essa técnica exista há mais de 40 anos, os riscos que envolvem o procedimento ainda são expressivos: hemorragia, infecção, embolia, AVC. Recentemente, a ECMO começou a ser utilizada em pacientes graves com covid-19 em vários países, apresentando resultados satisfatórios. A ECMO se popularizou no Brasil em abril, quando o humorista Paulo Gustavo recebeu esse tratamento, que ainda é bastante dispendioso, não tem cobertura pelo SUS, nem consta no rol de procedimentos da ANS, ou seja, também não é coberto por planos de saúde.
Este foi o primeiro passo para que a ECMO possa vir a ser implementada no Hospital de Matão. Para Flávio Borsetti “as portas estão abertas para que, em breve, este sonho se torne realidade. É um caminho sem volta”, afirma, referindo-se aos planos do Hospital de Matão para iniciar a capacitação da equipe ainda neste ano. Borsetti explicou que a condução da ECMO necessita de certificação, especialização e treinamento de médicos, enfermeiros e ainda requer uma equipe multidisciplinar altamente qualificada. “É um grande salto que a gente espera dar em breve, elevando o patamar do nosso Hospital, comparado a grandes centros nacionais”, afirma.
“Agradeço à administração do Hospital – nas pessoas de João Marchesan, Denise Minelli e Paulo Bernardi – por permitir que novos e promissores horizontes se abram a nós. Temos orgulho de fazer parte do nosso Hospital”, conclui Borsetti. A superintendente Denise Minelli declarou que “o Hospital continua se empenhando em trazer novas tecnologias para cuidar mais e melhor da saúde da população. Temos um compromisso com a excelência”.
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