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Saúde

'Gorrinho Solidário' já entregou mais de 8 mil peças

Voluntários do projeto (da Unimed Araraquara) continuam a produzir, mesmo em meio à pandemia

Do acervo · publicada originalmente em 19 de julho de 2021

Fonte: Unimed Araraquara, postado por Sergio Gabriel

Foto: Acervo A Comarca

Henrique Saniotto (educador físico do Univida), Emanuelle Laurenti (diretora técnica da Fungota) e Erica Maris Prado (enfermeira auditora do Univida)Acervo · 2021
Henrique Saniotto (educador físico do Univida), Emanuelle Laurenti (diretora técnica da Fungota) e Erica Maris Prado (enfermeira auditora do Univida)

O Projeto Gorrinho Solidário, criado em 2018 pelo médico Emerson Carlos, diretor de Mercado Unimed Araraquara, não aquece apenas o coração dos bebês nascidos na Maternidade Gota de Leite de Araraquara - Fungota. A confecção das toquinhas de lã também preenche o coração de seus voluntários com muito amor, carinho, esperança e gratidão pela vida.

Desde o seu início, a iniciativa entregou mais de 8 mil peças.  Essa doação é sazonal e ocorre de acordo com a demanda de produção. A última delas, a vigésima, ocorreu na tarde da sexta-feira (16). “Somente neste dia, recebemos 790 gorrinhos. Só temos a agradecer”, afirma Emanuelle Laurenti, diretora Técnica da Fungota.

Para a voluntária Sylvia Simões (de 61 anos), essa terapia solidária é de suma importância na sua luta contra a depressão. “Este ato faz parte da minha vida. Eu perdi não só a minha empresa. Eu perdi minha família. Se não fosse às toquinhas, eu acho que eu teria desmontado. Elas me dão muita força”, comenta.

Segundo ela, mais de duas mil peças já costuradas por suas mãos. “Cada uma tem uma história. Cada uma que eu faço, fico imaginando o bebê que vai usá-lo. Eu queria agradecer e dizer que este projeto não pode acabar nunca. Enquanto eu tiver força, vou ajudar”, completa.

Esse sentimento de gratidão também é compartilhado pelas colaboradoras Antonia Caires (62 anos) e Elizabeth Pickel (67). “Eu luto contra o câncer e luto para ter forças para fazer os gorrinhos para os bebês. É um trabalho muito lindo. Agradeço a todas as voluntárias”, comenta Antonia. “Passamos esse calor humano através das toquinhas. É uma recompensa poder ajudar às pessoas. Parabéns e obrigado, Unimed Araraquara, completa Elizabeth.

“Em tempos terríveis e difíceis, financeiros e emocionais, como a pandemia, temos que reforçar o quão boas são as pessoas que estão se disponibilizando a fazer este tipo de trabalho”, elogia o médico Emerson Carlos.

PROTEÇÃO

Segundo Emerson Carlos, ao nascer, a criança sai quentinha do corpo da mãe e perde temperatura rapidamente. Assim, todas elas são protegidas com gorros, instantaneamente, assim que chegam a este mundo. “Elas são todas embrulhadinhas e a cabeça também é protegida com gorro”, comenta.

Hoje, o projeto funciona em parceria com o Centro Unimed de Qualidade de Vida (Univida). Ele é uma atividade de entretenimento aos acompanhantes e também aos próprios pacientes em terapia. Atualmente, são 20 voluntários, entre clientes, funcionários e não clientes que abraçam essa causa em prol dos recém-nascidos. Mesmo em meio à pandemia e o isolamento social, todos continuaram a trabalhar, só que de casa.

“Se você deseja ser um voluntário, seja na confecção ou na doação de material, entre em contato com o Univida – Centro Unimed de Qualidade de Vida, através do telefone (16) 3303-1590 e faça parte dessa corrente de solidariedade e amor”, finaliza Emerson Carlos.

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