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Negócios

União do setor é decisiva para avanço industrial

Sinergia entre FIESP e CIESP é estratégica para a recuperação econômica do Brasil, afirmam industriais de Matão

Do acervo · publicada originalmente em 18 de junho de 2021

Fonte: Ricardo Viveiros & Associados - Oficina de Comunicação Luiz Voltolini

· Leitura de 5 min

Foto: Acervo A Comarca

União do setor é decisiva para avanço industrialAcervo · 2021
União do setor é decisiva para avanço industrial

Em reunião virtual na tarde desta quinta-feira (17) com Rafael Cervone, vice-presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), empresários de Matão avaliaram a importância da entidade como geradora de informações e propostas para subsidiar políticas de fomento do setor. Lembrando o ambiente hostil no qual as empresas estão operando, depois de 10 anos de retração, seguidos pela pandemia da covid-19, o dirigente afirmou ser premente resgatar a competitividade do parque fabril, ao mesmo tempo em que se promove seu avanço à Manufatura Avançada.
Um dos desafios será a desoneração fiscal da indústria, como estão fazendo nações europeias e asiáticas. "Daí a importância da reforma tributária, que precisa estabelecer mais isonomia na arrecadação. É inadmissível que nosso setor arque com um terço de todos os impostos, quando representa 11% do PIB nacional", ponderou Cervone. Outra prioridade refere-se à discussão das relações comerciais internacionais. "Num momento no qual a pandemia está levando os países a ampliarem suas estratégias de defesa comercial, o Brasil pensa em promover maior flexibilização", ressaltou, acrescentando: "Não podemos ficar para trás nesse processo, colocando em risco ainda maior nossa economia, por meio de uma abertura incompatível com nosso presente grau de competitividade".
Cervone, que também é vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), defendeu uma política eficaz para o setor. "Precisamos de um planejamento previsibilidade e planos de desenvolvimento ancorados em P&D, linhas especiais de crédito, incentivos à produção conforme vocações regionais e mercadológicas e regime tributário incentivador aos investimentos voltados à inovação, incluindo os bens de capital.
O empresário matonense Alex Antoniosi, manifestando concordância com as colocações de Cervone, afirmou que "nosso objetivo como industriais e representantes de entidades de classe é tornar o Brasil um país competitivo no contexto global". Para ele, "com vacinação e mais controle da pandemia, deveremos ter novas perspectivas no segundo semestre deste ano".

Eleições e união
Rafael Cervone é candidato a presidente do CIESP nas eleições de 5 de julho próximo. Disputa pela Chapa 2, que tem representatividade nos 42 departamentos regionais da entidade, 78% dos integrantes do Interior do Estado, conta com número expressivo de mulheres e jovens empreendedores e representa renovação de 52%. O candidato a primeiro-vice-presidente é Josué Gomes, que concorre, em chapa única, à presidência da FIESP, na qual seu primeiro-vice é Rafael Cervone, estabelecendo-se, assim, um elo entre as duas entidades, atendendo a um anseio das bases setoriais, que manifestaram querer diretorias diferentes, mas total sinergia entre as duas casas.
José Carlos Chiozzini, um dos empresários de Matão participantes da reunião, acentuou que "essa união é importante para nossas fábricas e nosso setor". João Carlos Marchesan, também industrial da cidade, observou que "estamos vivendo um momento decisivo e complexo no Brasil. A composição das chapas é o modelo perfeito para a gestão das duas entidades. Temos de mostrar a força da indústria e o seu significado para a retomada do crescimento econômico".
Cervone e Josué Gomes têm em comum origens e trajetórias de raiz na indústria. Herdarão a FIESP e o CIESP financeiramente saneados e com avanços importantes, mas agora será preciso um novo salto, de modo que as entidades contribuam para o avanço da indústria paulista à Manufatura Avançada e adequação do setor às mudanças disruptivas aceleradas pela pandemia da covid-19.
"Foi com esses propósitos que estruturamos o plano de governança do Ciesp para os próximos anos, que pode e deve ser aperfeiçoado e melhorado com a participação de todos vocês", frisou Cervone aos empresários de Matão, relatando: "O programa de ação foi intitulado de 5G, numa analogia com essa tecnologia que revolucionará o ambiente de negócios, com velocidade e conectividade. As empresas deverão evoluir e se adaptar à nova realidade. O Ciesp tem a missão de apoiar a mudança, visando contribuir para a modernidade e aumento da produtividade e competitividade da indústria".
Os 5Gs são os seguintes: Gente; Gestão; Governança com Responsabilidade Social e Ambiental; Globalização; e Gosto Pela Mudança. Respondendo a perguntas dos empresários de Matão, Cervone abordou os objetivos do programa, a começar pelo estímulo à educação formal e à capacitação profissional das presentes e novas gerações de recursos humanos. Para isso, será fundamental a articulação com o Sesi-SP e o Senai-SP, vinculados à FIESP. "Este é um dos aspectos que demonstra a necessidade de união e sinergia entre as duas entidades", enfatiza Cervone.
O dirigente salientou a necessidade de capacitar também os empreendedores e gestores das empresas, pois é preciso estar permanentemente preparado para o cenário mundial de incertezas e instabilidades. "Estamos preocupados com os colaboradores e os empregadores. Todos nós estamos no mesmo barco e precisamos de educação continuada e capacitação permanente para poder encarar as profundas transformações da manufatura, do mercado e da estrutura do trabalho".
Outra missão relevante do CIESP é ajudar as indústrias a incorporarem o conceito de ESG (Meio Ambiente, Social e Governança). "A aderência a essas práticas de responsabilidade socioambiental e boa gestão é cada vez mais decisiva para as empresas atraírem investimentos, responderem aos anseios dos consumidores e garantirem a perenidade de seus negócios", enfatiza Cervone.
"Também entendemos ser uma atribuição do CIESP contribuir para que as indústrias paulistas participem de modo mais ativo do mercado internacional. Para isso, precisam ampliar sua produtividade e competitividade, fundamentais para sua inserção mais eficaz nas redes globais de abastecimento", observou o dirigente, afirmando: "Também precisamos promover a interação das cadeias regionais de valor dentro do Estado de São Paulo, do Brasil e da América Latina, para uma ação cooperativa e complementaridade, reduzindo a dependência de insumos e bens de capital de nações de outros continentes, em especial da Ásia"

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