Hospital se destaca em procedimento cardíaco
Tratamento de estenose aórtica grave é realizado com recursos de alta tecnologia
Do acervo · publicada originalmente em 28 de junho de 2021
Fonte: assessoria de comunicação do hospital
Foto: Acervo A Comarca
Acervo · 2021O Hospital ‘Carlos Fernando Malzoni’ está realizando um procedimento inovador e pioneiro no interior do Estado de São Paulo, comandado pelo médico Said Assaf Neto e equipe. O procedimento conhecido como Tavi – do inglês Transcatheter Aortic Valve Implantation – consiste no implante de prótese cardíaca por cateterismo, de forma minimamente invasiva, para pacientes com estenose aórtica, doença degenerativa que acomete até 5% das pessoas com mais de 75 anos.
É comum a estenose aórtica permanecer assintomática por longo tempo, o que pode significar o risco de morte súbita. Como essa doença não pode ser curada com uso de remédios, a única solução definitiva é a troca da válvula doente por uma prótese. Segundo Said, “o Tavi é realizado de forma experimental há muito tempo; começou em 2002 e depois tiveram início estudos comparando o Tavi com a cirurgia convencional. O uso do Tavi vem ganhando terreno devido às vantagens indiscutíveis”.
O tratamento cirúrgico convencional requer abertura do tórax, incluindo a parada do coração e o uso de equipamentos subsidiários, que faz a chamada circulação extracorpórea. A cirurgia é realizada num tempo médio de três a quatro horas, a internação pode durar em média uma semana e a recuperação ocorre no período de 20 a 30 dias.
O Tavi é capaz de reduzir o tempo de internação do paciente para três dias em média, abreviando a recuperação e reduzindo riscos. A realização do Tavi requer uma sala cirúrgica especializada, equipada com modernos aparelhos de monitorização e diagnóstico por imagem. O Hospital de Matão possui essa sala, com todos os recursos hemodinâmicos necessários.
Vários profissionais especializados e devidamente treinados executam o implante. Em Matão, a equipe chefiada pelo médico Said Assaf Neto é composta pelos médicos hemodinamicistas João Oravio (também responsável técnico), Sérgio Berti, o cirurgião cardiovascular Rodolfo Wichtendahl, o anestesista Isaias Longhitano Junior, a ecocardiografista Cecília Meireles e a equipe de apoio.
Neste procedimento, um pequeno cateter é introduzido pela virilha com uma incisão de um centímetro. O cateter é guiado por equipamentos de imagem até o coração, onde a prótese é posicionada, passando a substituir a válvula doente. Tudo isso é feito em aproximadamente uma hora.
Said Assaf reitera que “os pacientes são tratados cada vez menos invasivamente e com alta cada vez mais precoce, reduzindo a morbidade e a mortalidade com infecção, bem como ficando menos expostos em ambiente hospitalar, o que diminui bastante a chance de infecção por covid”. Denise Minelli, superintendente do Hospital, frisa que “com tantos desafios, o Hospital de Matão continua buscando excelência no atendimento com humanização e alta tecnologia. É motivo de muito orgulho poder testemunhar, ao longo dos anos, toda essa evolução”.
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