Hospital poderá utilizar plasma convalescente
Objetivo é transferir ao paciente um quantitativo de anticorpos suficiente para combater o vírus
Do acervo · publicada originalmente em 12 de junho de 2021
Fonte: Rogério Bordignon
Foto: Acervo A Comarca
Acervo · 2021Por iniciativa do vereador Paulo Augusto Bernardi – que também é assessor jurídico do Hospital ‘Carlos Fernando Malzoni’ –, foram iniciadas tratativas com o Instituto Butantan para que fosse disponibilizado, aos pacientes de determinado grupo, o uso alternativo do plasma convalescente. “O primeiro contato com o Butantan foi feito por intermédio do professor e biólogo Valter Rafael Cicogna Gimenez (Fefel) e por Fernanda Ribeiro, médica hematologista do Hospital”, diz Bernardi.
Na terça-feira (8) foi realizada uma reunião virtual entre Dante Langhi (presidente da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular, membro do Conselho da Fundação Butantan), Denise Minelli (superintendente do Hospital de Matão), César Minelli (diretor técnico do Hospital), Fernanda Ribeiro, Fefel Gimenez e Paulo Bernardi.
Nesta reunião foi definido que o Hospital de Matão seguirá os protocolos estabelecidos com o Instituto Butantan, sendo que – como os estudos nacionais e internacionais demonstram que o plasma não tem efeito prático em casos graves – a utilização levará em conta os pacientes com idade superior a 45 anos, que apresentem comorbidades e que estejam até no quinto dia do início dos sintomas.
Os próximos passos são o estabelecimento de um protocolo que indicará para quais pessoas poderá ser ofertada essa terapia – cujo uso deve obrigatoriamente ser autorizado pelo paciente –, além de obter autorização do Comitê de Ética Médica da instituição, elaborar o termo de consentimento e iniciar o tratamento, acompanhando o comportamento do paciente por um período que será estabelecido após o recebimento do plasma. “Estamos trazendo mais uma alternativa para tentar conter o elevado número de internações. O uso do plasma pode evitar o agravamento da covid”, ressalta Denise.
“É importante termos um bom contato com o Butantan e isso foi conseguido graças ao Fefel Gimenez. O doutor Dante é filho de tradicionais famílias turvenses/matonenses e se mostrou bastante interessado no projeto que o hospital apresentou. Agradeço ao doutor Minelli, à doutora Fernanda e a todos que colaboram com o projeto, acolhendo a minha ideia de trazermos mais essa ferramenta de combate à covid-19 para Matão”, resume Bernardi.
O TRATAMENTO
O plasma é a parte líquida do sangue. É nele que estão contidos os anticorpos. O objetivo de um tratamento utilizando plasma convalescente é transferir ao paciente, de maneira passiva, um quantitativo de anticorpos suficiente para combater o vírus.
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