Convênio com Fundação Butantan foi aprovado
Câmara consolidou o trâmite oficial para uso do plasma convalescente no tratamento de pacientes com covid
Do acervo · publicada originalmente em 25 de junho de 2021
Fonte: Rogério Bordignon
Foto: Acervo A Comarca
Acervo · 2021Na noite da segunda-feira (21), após aprovação de solicitação para Votação em Regime de Urgência, a Câmara Municipal aprovou por unanimidade o Projeto de Lei (PL) nº 48/2021, de autoria do prefeito Cido Ferrari, que autoriza o Executivo a celebrar convênio com a Fundação Butantan e dá outras providências.
O PL 48/2021 denomina a Fundação Butantan de ‘Interveniente Anuente’, bem como repassa as responsabilidades técnicas do convênio para a Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Matão, mantenedora do Hospital ‘Carlos Fernando Malzoni’. “Com a aprovação, espera-se que nosso município – em parceria com o Hospital de Matão e o Instituto Butantan – possa contar com mais uma importante ferramenta na luta contra a covid-19”, resume Cido Ferrari.
O importante instrumento referido pelo prefeito é a disponibilização aos pacientes de determinado grupo, do uso alternativo do plasma convalescente – inicialmente cedido pelo Instituto Butantan. “Depois, possivelmente o Hospital buscará a doação de sangue para a extração do plasma”, cita o vereador Paulo Augusto Bernardi, também assessor jurídico do Hospital.
Bernardi comemora a aprovação, pois ela permite que Matão esteja entre os dez primeiros municípios entre os 645 do Estado de São Paulo a contar com o tratamento por plasma convalescente. “Certamente, Matão agradecerá a todas as pessoas que trabalharam para viabilizar essa conquista. Obrigado aos vereadores e ao prefeito Cido Ferrari”, sintetiza.
“O primeiro contato com o Butantan foi feito por intermédio do professor e biólogo Valter Rafael Cicogna Gimenez (Fefel) e por Fernanda Ribeiro, médica hematologista do Hospital”, diz Bernardi. “Sequentemente, no último dia 8, foi realizada reunião virtual entre Dante Langhi (presidente da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular, membro do Conselho da Fundação Butantan), Denise Minelli (superintendente do Hospital de Matão), César Minelli (diretor técnico do Hospital), Fernanda Ribeiro e Fefel Gimenez, da qual também participei”, conta Bernardi.
Foi definido que o Hospital de Matão seguirá os protocolos estabelecidos com o Instituto Butantan, sendo que – como os estudos nacionais e internacionais demonstram que o plasma não tem efeito prático em casos graves – a utilização levará em conta os pacientes com idade superior a 45 anos, que apresentem comorbidades e que estejam até no quinto dia do início dos sintomas.
Já está em curso um protocolo que indica para quais pessoas poderá ser ofertada essa terapia – cujo uso deve obrigatoriamente ser autorizado pelo paciente –, além de obter autorização do Comitê de Ética Médica da instituição, elaborar o termo de consentimento e iniciar o tratamento, acompanhando o comportamento do paciente por um período que será estabelecido após o recebimento do plasma.
Assim, o Hospital e o Butantan oferecerão mais uma alternativa para tentar conter o elevado número de internações, pois o uso do plasma pode evitar o agravamento da covid. Ressalta-se que o plasma é a parte líquida do sangue. É nele que estão contidos os anticorpos. O objetivo de um tratamento utilizando plasma convalescente é transferir ao paciente, de maneira passiva, um quantitativo de anticorpos suficiente para combater o vírus.
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