Artigo - Escancarando a porta para detonar cérebros
Guilherme Franco
Do acervo · publicada originalmente em 17 de junho de 2021
Fonte: Guilherme Athayde Ribeiro Franco
Foto: Acervo A Comarca
Acervo · 2021Bruno Mars é um mega talento. Começou ainda criança cantando como Elvis Presley.
‘Leave the door open’, algo como ‘Vou deixar a porta aberta’, sua mais recente produção, teria tudo para fazer dele um novo Lionel Richie, que gravou entre tantas coisas lindas, ‘Jesus is love", no inesquecível ‘The Commodores’.
Sim. O ‘swing’ de Bruno Mars e seus amigos é incrivelmente bom e é isso que me entristece.
Essa e outras produções de Bruno Mars são cortinas musicais de fumaça - para embalar a propaganda de álcool, Cannabis e outras drogas, no ‘romance ostentação’.
"If you smoke (what you smoke?) I got the haze (purple haze)".
Oferta do ‘dono da mansão’ de Cannabis, da variedade ‘névoa púrpura’, potente em THC.
Anos atrás, levantamento feito pelo National Institutute on Drug Abuse (Nida) já dava conta do uso maciço de produções musicais e de filmes - dirigidos aos jovens -, para a ‘aculturação’ de drogas, lícitas ou não.
Aqui nós tivemos da ‘Casa da Mãe Joana II’ à ‘verdinha’ por R$ 1,00, sim, um Real.
Relações sexuais violentas, não consentidas, desprotegidas, ocorrem em ambientes regados ao álcool e outras drogas.
Temos de ampliar nossa percepção e repertório para proteção dos cérebros em formação, que não podem ficar à mercê da narcoindústria cultural.
Mesmo que venha como uma apaixonada trilha sonora para o ‘Dia dos Namorados’...
Guilherme Athayde Ribeiro Franco é membro do MPSP, especialista em Dependência Química pela Uniad/Unifesp e associado da Abead.
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